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Falas de Lula sinalizam abalo na economia, revelam especialistas

O presidente Lula comentou sobre a meta fiscal e, em vista disso, os especialistas disseminaram suas opiniões. Veja!

Bruna MachadoPor Bruna Machado3 min de leitura
Presidente Lula com microfone na mão fazendo anúncio

As recentes declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acerca da impossibilidade de cumprir a meta de zerar o déficit primário em 2024 geraram preocupações no mercado financeiro. 

Isso porque Lula expressou sua intenção de evitar cortes significativos em obras e investimentos prioritários no próximo ano. Consequentemente, isso trouxe questionamentos sobre a estabilidade das contas públicas. Confira mais detalhes sobre a fala do presidente e seu impacto no mercado financeiro na matéria a seguir!

Manter a meta de déficit zero ou flexibilizar?

Nesse sentido, economistas consultados pelo Poder360 manifestaram apreensão diante da perspectiva de uma mudança na meta fiscal para 2024. Isso porque a maioria acredita que as palavras do presidente indicam um descontrole das finanças públicas. 

Além disso, embora o tema esteja em discussão no governo, ainda não há um consenso sobre o novo percentual para o déficit tampouco sobre o momento em que a alteração será proposta pelo governo. Partindo desse contexto, o novo percentual pode ser de 0,25% ou 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

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Ademais, a ex-secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo e sócia-diretora da Gibraltar Consulting, Zeina Latif, destacou que a flexibilização da meta zero anunciada por Lula afeta a reputação do governo. 

Mão apontando para gráfico que mostra oscilações do mercado
Imagem: Antonio Salaverry / Shutterstock.com

Alertas sobre os desafios da meta fiscal

Latif argumentou que o ideal seria envidar esforços para cumprir a meta, em vez de optar por aumentar os gastos. Adicionalmente, o ex-secretário do Tesouro Nacional e economista da ASA Investments, Jeferson Bittencourt, também expressou sua preocupação.

Nessa perspectiva, as declarações do presidente tornam improvável a implementação do contingenciamento previsto na nova regra fiscal. Isso aumenta as estimativas de déficit fiscal para o próximo ano. Por conta disso, ele enfatizou a importância de manter a transparência e seguir as regras estabelecidas no arcabouço fiscal.

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O economista-chefe da Ryo Asset, Gabriel Leal de Barros, ressaltou que o mercado financeiro sempre viu com ceticismo a promessa de atingir o déficit zero em 2024 e expressou preocupação com a falta de um plano de consolidação fiscal que abordasse o controle de gastos.

Reações divergentes às palavras de Lula

Enquanto isso, o ex-secretário de Fazenda de São Paulo, Felipe Salto, enfatiza a importância de manter a meta de déficit zero e destaca os gatilhos em caso de não cumprimento. Por isso, o economista André Perfeito sugere que a reação do mercado às declarações de Lula pode estar sendo exagerada.

Por fim, ele enfatiza a natureza política das ações presidenciais. Isso porque a nova regra fiscal permite um rombo de R$ 28,6 bilhões mesmo com a meta de déficit zero, acionando travas fiscais em caso de descumprimento, como contingenciamento de despesas e punições fiscais. 

Imagem: Isaac Fontana / shutterstock.com

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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