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Bancos não querem diminuir taxa de juros rotativo do cartão de crédito; governo pressiona por redução

Bancos se mantém irredutíveis quanto aos juros, mas governo pressiona as instituições. Veja as propostas apresentadas

Mateus VasconcellosPor Mateus Vasconcellos2 min de leitura
Bancos não querem diminuir taxa de juros rotativo do cartão de crédito; governo pressiona por redução

Em meio ao anúncio do programa de renegociação de dívidas, o Desenrola Brasil, a questão dos endividados tem ganhado destaque. Nesse cenário, o Banco Central do Brasil tem intensificado as conversas com as instituições financeiras sobre os juros rotativos do cartão de crédito.

O que não é à toa, afinal, a modalidade conta com a taxa mais elevada do mercado, superando a casa dos 400% ao ano. Ou seja, esse modelo de negócio tem correlação direta com o número elevado de endividados no país.

Assim, o assunto passou a ser uma das pautas centrais do governo federal, em especial do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). Todavia, até o momento, as empresas da área têm se apresentado reticentes sobre a alteração nos juros rotativos do cartão de crédito.

Propostas do governo para o juros rotativos

Em suma, o governo busca alternativas para conseguir a redução dos juros rotativos do cartão de crédito, sendo que, segundo o Bacen, a taxa média cobrada no modelo, em maio deste ano, estava acima de 455% ao ano.

Entre as propostas levantadas pelas empresas da área com o governo, foi ventilada a possibilidade de não pagar juros em compras parceladas. Contudo, integrantes da Fazenda descartaram a possibilidade ou a chance de tabelar esses indicadores.

De todo, interlocutores do governo apontam que um acordo entre o Estado e os bancos sobre essa modalidade de juros continua longe de um ponto final.

Números de inadimplentes

Em meio ao debate sobre a taxa de juros, o número de inadimplentes tem crescido. Inclusive, tal pauta ganhou força na Federação Brasileira de Bancos, que divulgou uma nota, dizendo:

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“A entidade entende como oportuna a discussão técnica e profunda das causas que levam o cartão de crédito rotativo a ter os mais altos juros do sistema financeiro. Essa linha, que representa apenas 5% da carteira de cartões de crédito, possui forte subsídio cruzado e inadimplência que chega a 40%”.

Nota da Febraban

Portanto, a tendência é que o governo intensifique a divulgação de campanhas alertando para os riscos dos juros rotativos do cartão de crédito. Afinal, com taxas acima de 400% ao ano, a modalidade pode impactar diretamente a vida de uma pessoa.

Imagem: Teerasak Ladnongkhun/shutterstock.com

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Mateus Vasconcellos

Autor

Mateus Vasconcellos

Formado em jornalismo, atuou como redator e roteirista desde 2017.

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