No Brasil, idosos com 65 anos ou mais que não possuem condições de se sustentar financeiramente têm direito a um benefício mensal de R$ 1.518,00, equivalente ao salário mínimo vigente em 2025.
O valor é pago pelo governo federal por meio do Benefício de Prestação Continuada (BPC), assegurado pela Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS).
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A principal vantagem do BPC é que ele não exige contribuição prévia ao INSS, diferentemente da aposentadoria convencional.
Isso significa que até mesmo pessoas que nunca trabalharam com carteira assinada ou que nunca recolheram ao INSS podem ser contempladas — desde que se enquadrem nos critérios de renda e idade estabelecidos pelo governo.
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O que é o BPC e qual sua origem?

O Benefício de Prestação Continuada foi criado pela Constituição Federal de 1988 e regulamentado pela Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), em 1993. Seu objetivo é assegurar o mínimo de dignidade a idosos e pessoas com deficiência que vivem em situação de vulnerabilidade social.
Finalidade do BPC
O BPC não é uma aposentadoria. Trata-se de um benefício assistencial, ou seja, não contributivo. Isso significa que ele é financiado pelo orçamento da União, e não pelo sistema previdenciário. O valor pago mensalmente é sempre um salário mínimo, o que hoje corresponde a R$ 1.518,00.
Quem pode receber
O benefício é destinado a dois grupos:
- Idosos com 65 anos ou mais que não tenham meios próprios de sustento e vivam em famílias de baixa renda;
- Pessoas com deficiência de qualquer idade, com impedimentos de longo prazo (físicos, mentais, intelectuais ou sensoriais) que também se encontrem em situação de vulnerabilidade.
Requisitos para receber o BPC
Critérios para idosos
Para idosos, é necessário:
- Ter 65 anos ou mais;
- Não receber nenhum outro benefício previdenciário, exceto o Bolsa Família;
- Estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico);
- Possuir renda mensal familiar per capita inferior a 1/4 do salário mínimo — ou seja, R$ 379,50 por pessoa da família (considerando o salário mínimo de 2025).
Como é calculada a renda familiar per capita?
O cálculo da renda leva em consideração todas as pessoas que moram na mesma casa, como:
- Cônjuge ou companheiro;
- Pais e irmãos solteiros;
- Filhos e enteados solteiros;
- Crianças e adolescentes sob tutela legal.
Entram no cálculo da renda familiar:
- Salários formais e informais;
- Pensões e aposentadorias (acima de um salário mínimo);
- Seguro-desemprego;
- Rendimentos de qualquer natureza.
Não entram no cálculo:
- Bolsa Família (atual Auxílio Brasil);
- Benefício do BPC;
- Aposentadorias de até um salário mínimo;
- Benefícios eventuais ou emergenciais.
Critérios para pessoas com deficiência
Além de atender aos critérios de renda e estar inscrito no CadÚnico, o cidadão com deficiência precisa passar por uma avaliação médica e social realizada pelo INSS. Essa avaliação verifica:
- O grau de impedimento (se é de longo prazo e que limite a participação plena na sociedade);
- A real condição de vulnerabilidade socioeconômica.
Como solicitar o BPC?
Etapas do pedido
- Inscrição no Cadastro Único
O primeiro passo é garantir que o requerente e sua família estejam registrados no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Esse cadastro deve estar atualizado e pode ser feito em qualquer CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) do município. - Requerimento no INSS
A solicitação do BPC pode ser feita de três maneiras:- Pelo telefone 135 (de segunda a sábado, das 7h às 22h);
- Pelo site meu.inss.gov.br;
- Pelo aplicativo Meu INSS, disponível para Android e iOS;
- Presencialmente em agências do INSS, com agendamento prévio.
- Avaliação (no caso de deficiência)
Para pessoas com deficiência, é obrigatória a realização de perícia médica e avaliação social, realizadas por profissionais do INSS e do Serviço Social.
A gestão e operacionalização do BPC
A gestão do BPC é responsabilidade do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Já a parte operacional do pagamento e avaliação dos pedidos é feita pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Como o valor é pago?
O benefício é pago mensalmente, com depósito em conta aberta no nome do beneficiário na Caixa Econômica Federal ou no Banco do Brasil. O saque pode ser feito com cartão magnético específico do BPC.
O BPC dá direito ao 13º salário?
Não. O BPC não prevê o pagamento de 13º salário, pois não é um benefício previdenciário, mas sim assistencial. Ou seja, o beneficiário recebe apenas os 12 pagamentos mensais de um salário mínimo ao longo do ano.
O beneficiário do BPC pode trabalhar?
Idosos
No caso dos idosos, o início de atividade remunerada implica o fim do benefício, pois presume-se que a renda obtida já garante a própria manutenção.
Pessoas com deficiência
Já para pessoas com deficiência, existe a possibilidade de ingresso no mercado de trabalho sem perder imediatamente o benefício. O programa BPC Trabalho, por exemplo, permite a suspensão temporária do benefício, que pode ser retomado caso o contrato de trabalho termine.
É possível acumular o BPC com outros benefícios?
O BPC não pode ser acumulado com aposentadorias, pensões ou qualquer outro benefício previdenciário do INSS. No entanto, ele pode ser combinado com:
- Bolsa Família (Auxílio Brasil);
- Benefícios eventuais e de emergência;
- Benefícios estaduais e municipais de assistência social.
Atualizações recentes e combate a fraudes
Nos últimos anos, o governo intensificou o uso de cruzamento de dados para combater fraudes e pagamentos indevidos no BPC. Casos em que beneficiários omitiram rendas ou declararam dados falsos podem resultar em:
- Cancelamento imediato do benefício;
- Exigência de restituição dos valores pagos indevidamente;
- Encaminhamento para apuração criminal, nos casos mais graves.
Número de beneficiários no Brasil

Segundo dados do MDS de abril de 2025, o BPC é pago a mais de 5,1 milhões de pessoas em todo o país, sendo:
- 3,2 milhões de idosos com 65 anos ou mais;
- 1,9 milhão de pessoas com deficiência.
O número tende a crescer com o envelhecimento da população brasileira e o aumento da informalidade no mercado de trabalho, que reduz a quantidade de contribuintes do INSS.
Conclusão: o BPC é um direito fundamental
O Benefício de Prestação Continuada é uma política pública fundamental para garantir o direito à dignidade humana. Mesmo em meio a limitações orçamentárias, o BPC continua sendo um instrumento essencial de inclusão social, especialmente em tempos de instabilidade econômica e desemprego.
Com o aumento da expectativa de vida e o envelhecimento da população, é cada vez mais importante divulgar o direito a esse benefício e orientar os cidadãos sobre como acessá-lo corretamente. Afinal, o acesso à renda básica na velhice não é um favor do Estado, mas um direito garantido por lei.

