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Criptomoedas em alerta: Pi Network afunda e Bitcoin se segura nos US$ 114 mil

Bitcoin retorna a US$ 114 mil com instabilidade nas últimas 24h, altcoins caem e o token PI da Pi Network despenca novamente, com BONK e PENGU liderando as perdas.

Tainara FerreiraPor Tainara Ferreira5 min de leitura
bitcoin

Nas últimas 24 horas, o Bitcoin (BTC) enfrentou forte volatilidade. Após ser rejeitado sobre os US$ 116.000, caiu a pouco abaixo de US$ 113.000, recuperou parte do terreno e agora negocia em torno de US$ 114.000.

A capitalização de mercado está próxima de US$ 2,27 trilhões, e sua dominância sobre as altcoins se mantém em cerca de 60%.

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Altcoins recuam: XRP, SOL, DOGE, HYPE e outras entre os maiores declínios

Enquanto o BTC mantém estabilidade, diversas altcoins registram perdas na faixa de até 4%:

  • Ethereum (ETH) foi barrado perto de US$ 3.700 e agora ronda US$ 3.600;
  • XRP, Solana (SOL), Dogecoin (DOGE), HYPE, Stellar (XLM), TON estão entre as quedas mais expressivas;
  • BNB, TRX e BCH apresentam retrações menores.

Pi Network entre os piores desempenhos: queda de mais de 4%

O token PI da Pi Network sofreu nova queda significativa, de cerca de 4% em 24 horas, aproximando-se de sua mínima histórica, registrada na semana passada.

BONK e PENGU lideram perdas nas maiores altcoins

Entre as 100 maiores altcoins do mercado, BONK e PENGU foram os ativos mais penalizados, com quedas entre 6% e 7% no período.

LTC despenca 5%, MNT é exceção positiva

A Litecoin (LTC) registrou retração de 5%, mesmo após forte valorização recente. Já o token MNT permanece em alta, acumulando entre 2% e 3% desde ontem.

Impacto geral: queda de US$ 30 bilhões no mercado cripto

Bitcoin
Imagem: Seu Crédito Digital/Freepik

A capitalização total do setor cripto diminuiu em aproximadamente US$ 30 bilhões, agora abaixo de US$ 3,8 trilhões, mostrando amplificação da aversão ao risco e retração dos investidores.

Causas da instabilidade: cenário macro e vigilância do Fed

Fed mantém juros altos e abre espaço à aversão ao risco

A instabilidade do Bitcoin teve início após o Federal Reserve recusar-se, pelo quinto mês seguido, a reduzir as taxas de juros. Esse tom mais rígido afeta diretamente ativos de risco, como criptomoedas, gerando volatilidade.

Novas tarifas e riscos geopolíticos elevam ambiente de incerteza

Além do aperto monetário, o mercado reflete receios em torno de tarifas comerciais e notícias sobre movimentações militares estratégicas — como submarinos nucleares — contribuindo para a pressão vendedora nas últimas sessões.

Análise técnica do Bitcoin: resistências e suportes críticos

BUSCO grafico: rejeições em US$ 116.000 e suporte em US$ 113.000

Os touros tentaram barrar a queda quando o BTC atingiu os US$ 112.000, dando origem a uma recuperação até próximo dos US$ 116.000, mas sem força suficiente para romper esse patamar. Esse padrão reforça a existência de resistência estrutural nessa faixa.

Pressão de dominância reforça retração de altcoins

Com dominância acima de 60%, o Bitcoin concentra a maior parcela de capital do mercado, reduzindo o fluxo para altcoins que tendem a sofrer correções mais fortes nesta fase.

Pi Network: por que o token sofre mais do que as demais altcoins?

Sobreoferta em exchanges alimenta pressão vendedora

Análises recentes indicam que mais de 384 milhões de tokens PI estão depositados em exchanges centralizadas — um volume crescente que amplia a liquidez de venda e dificulta sustentação de preço, apesar do padrão de acumulação entre investidores de longo prazo.

Quebra de tendência e risco de mínimos

Estudos técnicos apontam que o PI segue um canal descendente, com quedas progressivas e sucessivas rejeições abaixo dos suportes de US$ 0,40–0,46, muito próximo de seu piso histórico.

Catalisadores de queda e especulação desvanecida

Embora o Pi Network tenha anunciado investimento de US$ 20 milhões na startup de robótica OpenMind, o token perdeu 16% de valor em poucos dias, refletindo que notícias positivas não têm sido suficientes para conter a tendência de baixa.

O que está por trás da fraqueza das altcoins?

Realização de lucros após pump e alta dominância do BTC

Os investidores parecem preferir travar lucros nas altcoins, enquanto o Bitcoin retoma protagonismo, consolidando como ativo de refúgio em momentos de incerteza.

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Ausência de catalisadores institucionais para altcoins

Diferentemente do Ethereum, que ainda mantém interesse de ETFs e adoção institucional, tokens como BONK, PENGU e HYPE carecem de fundamentos sólidos ou fluxos de capital que sustentem valor em ciclos turbulentos.

Fontes de risco e cenários futuros

Possível retração até US$ 112 mil ou US$ 110 mil

Caso o BTC perca o suporte ao redor dos US$ 114 mil, pode buscar os níveis de US$ 112 mil ou até US$ 110 mil, conforme o comportamento do Índice de Força Relativa (RSI) e volume de liquidações em futuros.

BTC pode declinar até US$ 95 mil se stress se intensificar

Alguns analistas alertam que a zona dos US$ 105 mil a US$ 95 mil seria o “período de perigo escondido” (danger zone), caso os fluxos institucionais continuem negativos e o apetite por risco desapareça.

Estratégias recomendadas para investidores

Cautela e diversificação em meio à volatilidade

Investidores devem avaliar:

  • Diminuir exposição a altcoins voláteis;
  • Manter parte de capital em Bitcoin e stablecoins;
  • Estabelecer stop loss para mitigar quedas bruscas.

Análise técnica combinada com fundamentos de rede

Projetos com bases sólidas, parceria, adoção real e clareza regulatória (por exemplo, Ethereum, Solana) continuam sendo preferidos em cenários de alta aversão ao risco. Investimentos especulativos em tokens como PI, BONK e PENGU exigem maior profundidade na análise de risco.

Conclusão: mercado cripto em momento delicado e seletivo

Criptomoedas
Imagem: Freepik

O atual movimento de queda no Bitcoin, a pressão sobre altcoins e a turbulência no PI da Pi Network refletem uma combinação de fatores:

  • Decisão do Fed de manter juros elevados;
  • Instabilidade macro e tensões geopolíticas;
  • Rejeições técnicas em níveis críticos de preço;
  • Forte dominância do BTC restringindo capital em altcoins.

Para quem opera no trampo cripto, o momento exige prudência, disciplina e foco no longo prazo. Projetos com fundamentos claros, adoção institucional e regulação sustentável seguem como os mais resilientes.

Já tokens mais especulativos, como Pi, BONK e PENGU, permanecem sob risco elevado enquanto a liquidez estiver abundante nas exchanges.

Tainara Ferreira

Autor

Tainara Ferreira

Tainara Ferreira atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, contribuindo com pautas que facilitam o entendimento de políticas públicas, programas sociais, economia do dia a dia e direitos dos cidadãos. Com olhar atento aos temas que impactam diretamente a vida da população brasileira, tem como missão traduzir informações complexas em conteúdos claros, úteis e acessíveis.

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