Bitcoin pode cair para US$ 92 mil em fase de acumulação: Analistas explicam possível reversão e oportunidade de compra
A principal criptomoeda do mercado, o Bitcoin (BTC), iniciou o mês de junho sob pressão após atingir um novo recorde histórico acima dos US$ 111.000. Desde então, o ativo passou por uma retração de 6%, sendo negociado ao redor de US$ 104.000 nesta segunda-feira (2).
Essa mudança no comportamento de preço tem alimentado especulações entre analistas sobre o início de uma fase de acumulação, o que pode abrir caminho para novas movimentações relevantes no curto e médio prazo.
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O ciclo “Poder de 3” e a estrutura de mercado
Um dos analistas que está chamando a atenção para a atual estrutura do mercado é o pseudônimo “Youriverse”, ativo na plataforma TradingView.
Ele argumenta que o Bitcoin está passando por um ciclo clássico conhecido como “Poder de 3”, que envolve três fases:
- Acumulação: onde os grandes investidores acumulam posições silenciosamente;
- Manipulação: quando o mercado é sacudido com volatilidade, induzindo o varejo a vender;
- Distribuição: momento em que os grandes vendem suas posições ao público em geral.
Segundo Youriverse, a fase de acumulação iniciada em maio levou o Bitcoin aos seus novos recordes históricos. No entanto, a dificuldade de romper com firmeza a região dos US$ 112 mil indicou exaustão compradora, o que abriu espaço para uma reversão e a atual correção.
Pressão de venda e fraqueza do suporte

O Bitcoin foi rejeitado logo após ultrapassar os US$ 111 mil, o que, segundo Youriverse, é um forte indicativo de que a pressão compradora diminuiu.
Essa rejeição ocorreu em uma região considerada psicológica para os mercados: a faixa entre US$ 110 mil e US$ 112 mil, onde muitos investidores anteciparam lucros após a recente alta.
Ruína do suporte em US$ 106 mil
O suporte anteriormente estabelecido em US$ 106 mil não conseguiu conter a pressão de venda. A perda dessa faixa sinalizou o início de uma nova estrutura de baixa, com o BTC agora operando em patamares mais vulneráveis.
Com a criptomoeda sustentando cotações abaixo dos US$ 106 mil por vários dias, a resistência imediata agora se consolidou nessa mesma faixa, o que pode dificultar retomadas de curto prazo.
Análise técnica: os próximos níveis críticos
De acordo com os gráficos observados por Youriverse, o próximo suporte crítico é a região de US$ 100 mil, um número redondo que também tem peso simbólico para o mercado. Abaixo disso, o suporte seguinte estaria na faixa dos US$ 92.000 a US$ 95.000, considerado o “piso” atual em caso de prolongamento da correção.
Possível armadilha para o varejo
Para o analista, a atual movimentação de queda pode ser parte de uma “armadilha de liquidez”, onde os grandes players forçam o preço a cair para comprar mais barato enquanto investidores de varejo vendem em pânico.
“A rejeição acima do ATH e a quebra abaixo de US$ 106K introduziram uma oferta significativa acima, que pode atuar como resistência no curto prazo,” disse Youriverse.
Contexto macroeconômico pesa sobre o mercado
Um fator que tem influenciado negativamente o mercado de criptoativos é a crescente tensão comercial entre Estados Unidos e China. O presidente Donald Trump recentemente anunciou um aumento nas tarifas sobre a importação de aço e alumínio, o que elevou a incerteza entre investidores globais.
Esse tipo de guerra comercial costuma afetar diretamente os ativos de risco, como o Bitcoin, pois reduz a liquidez nos mercados e estimula a busca por proteção em ativos mais conservadores.
Expectativas com o Federal Reserve
Outro fator importante nesta semana será a participação do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, em evento previsto para esta segunda-feira às 14h (horário de Brasília).
Investidores aguardam sinais sobre futuras direções na política monetária dos EUA, que podem impactar a percepção de risco no mercado cripto.
Oportunidade ou risco? O que analistas esperam
Apesar do sentimento de curto prazo ser negativo, analistas como Youriverse acreditam que uma eventual queda para a região de US$ 92.000 pode funcionar como ponto de inflexão para um novo rali. Isso porque é nessa faixa que há maior concentração de ordens de compra e interesse institucional.
Além disso, se a fase de acumulação for confirmada, o atual recuo pode ser o prólogo de uma nova tendência de alta no segundo semestre de 2025.
Comparativo com ciclos anteriores
A dinâmica atual remete a padrões já vistos em ciclos anteriores do Bitcoin, especialmente após grandes valorizações. Em várias ocasiões, o BTC recuou entre 10% e 25% antes de renovar suas máximas.
Conclusão: quedas não são o fim do ciclo
Embora o Bitcoin esteja em um momento de correção, o contexto mais amplo do mercado, aliado a padrões técnicos como o ciclo do “Poder de 3”, sugerem que o ativo está passando por uma fase de acumulação e realinhação de preços.
Com suporte se formando abaixo dos US$ 100 mil e oportunidades de entrada entre US$ 92 mil e US$ 95 mil, o mercado pode estar diante de uma nova fase de fortalecimento.
A oscilação do Bitcoin não é novidade, mas saber interpretar suas fases é o que diferencia os especuladores dos investidores preparados.