A recente fraqueza estrutural do Bitcoin (BTC) acendeu o alerta máximo em parte da comunidade cripto. O sentimento de baixa, que vem se intensificando desde o início de junho de 2025, agora ganha contornos ainda mais preocupantes com a análise do respeitado trader e analista técnico Dom (@traderview2), que alertou: “Se isso continuar, o Bitcoin quebra.”
Analista soa o alarme: Bitcoin em risco de colapso estrutural se tendência baixista persistir
Com pressão vendedora persistente e liquidez reduzida, analista Dom alerta para possível colapso do Bitcoin caso compradores não reajam. Entenda os sinais técnicos.
Em sua avaliação publicada nas redes sociais e corroborada por dados on-chain e de mercado, Dom destaca a combinação explosiva de liquidez rarefeita, pressão de venda persistente e falhas estruturais nos gráficos semanais como ingredientes de um potencial colapso.
Este artigo investiga em profundidade os elementos técnicos por trás desse prognóstico sombrio — e os pontos que poderiam reverter esse cenário.
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Panorama do mercado: um ponto de inflexão
Nas últimas semanas, as criptomoedas em geral — e o Bitcoin em particular — têm apresentado comportamento errático.
Apesar de algumas tentativas de recuperação, os movimentos têm sido rapidamente revertidos, com liquidez baixa e resistência agressiva por parte de vendedores em patamares críticos, como os US$ 106.000 e US$ 108.500.
O resultado é um mercado em que o sentimento dominante se torna cada vez mais pessimista. A incerteza global, aliada a sazonalidades e fatores técnicos, reforça o cenário desafiador.
Análise técnica: sinais críticos de fragilidade

Segundo Dom, o gráfico semanal do Bitcoin exibe um padrão clássico de captura de liquidez de baixa: o preço ultrapassa a máxima da semana anterior para, logo em seguida, reverter de forma abrupta. Este comportamento é considerado um sinal de exaustão da tendência de alta, muitas vezes associado à formação de topos locais.
“O BTC subiu, tocou a liquidez da alta anterior e despencou. Essa é uma assinatura clara de armadilha de touros,” afirmou Dom em sua análise.
Formação de três toques descendentes
Outro ponto técnico destacado foi a configuração de três toques consecutivos com força de alta decrescente. Esse padrão sinaliza um enfraquecimento progressivo do ímpeto comprador, sugerindo que os compradores estão perdendo fôlego diante de uma resistência crescente e consistente.
Liquidez: o calcanhar de Aquiles do mercado atual
Binance, Bybit, Coinbase e outras mostram liquidez reduzida
Dom destacou que os principais mercados spot — Binance, Bybit, Coinbase, OKX e Kraken — apresentam livros de ordens com liquidez extremamente baixa abaixo dos preços atuais. Isso significa que, caso haja uma queda brusca, não há compradores suficientes para absorver a pressão de venda, o que pode levar a quedas ainda mais severas.
“O mercado à vista está em estado crítico. A liquidez abaixo dos níveis atuais é praticamente inexistente. Qualquer venda em massa poderia desencadear um crash técnico,” afirmou o analista.
38.000 BTC vendidos em três semanas
De acordo com a leitura de Dom, cerca de 38.000 BTC foram vendidos no mercado spot nas últimas três semanas. Esses ativos foram absorvidos por ordens passivas, o que significa que houve algum suporte até aqui — mas não há garantia de que isso continue caso a pressão aumente.
Mercados perpétuos reforçam a tese de queda
Nos mercados de futuros perpétuos, como o da Binance Futures, o padrão é similar: vendas consistentes do lado dos tomadores, indicando que traders estão agressivamente apostando na queda.
Esse tipo de comportamento amplifica o risco de liquidações forçadas caso o preço caia rapidamente, criando um efeito cascata que já foi visto em outras ocasiões históricas — como nos crashes de março de 2020 ou maio de 2021.
Comparativo com a quebra de fevereiro
Paralelos com colapso a partir dos US$ 90 mil
Dom traçou um paralelo direto com o movimento de baixa ocorrido em fevereiro, quando o BTC despencou de US$ 90 mil para abaixo de US$ 75 mil em questão de dias. Naquela ocasião, uma estrutura semelhante de liquidez escassa e agressividade vendedora levou a uma derrocada rápida e violenta.
A preocupação atual é que o mesmo padrão esteja se formando agora — só que partindo de patamares mais elevados, o que aumenta o impacto potencial de qualquer colapso.
Tendência sazonal agrava o cenário
Tradicionalmente, os meses de verão (junho a agosto) registram menor volume de negociação nos mercados financeiros globais. Com muitos traders e gestores afastados durante as férias, a liquidez já costuma ser mais baixa — o que, em momentos de tensão, amplia o risco de movimentos bruscos.
“Se o mercado já está frágil, a sazonalidade de baixa liquidez pode ser o estopim para um colapso,” explica Dom.
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Pontos de invalidade e esperanças de recuperação
Apesar do tom grave de sua análise, Dom não descarta completamente uma recuperação. Segundo ele, um fechamento semanal acima de US$ 108.500 poderia invalidar a tese de baixa e sugerir que os compradores ainda têm força para retomar o controle.
Por outro lado, ele alerta que quedas até US$ 96.000–US$ 98.000 — ou mesmo um “pavio” até os US$ 80.000 — ainda poderiam ocorrer sem que o BTC perdesse totalmente sua estrutura macro de alta.
Impactos para investidores e estratégias recomendadas
Para traders de curto prazo
Em momentos como este, a gestão de risco se torna ainda mais crucial. Traders devem evitar alavancagens elevadas e manter stops bem posicionados abaixo dos níveis críticos.
Cenário favorável para operações de venda
Para traders experientes, o atual padrão pode representar uma oportunidade para posições vendidas (shorts) — especialmente se houver rompimentos confirmados de suportes estruturais, como US$ 103.000 ou US$ 100.000.
Para holders e investidores de longo prazo
Investidores que operam com foco no longo prazo devem entender que volatilidade é parte do comportamento natural do Bitcoin. Embora dolorosas, correções como a prevista por Dom historicamente antecederam novos ciclos de alta.
Estratégia de acumulação por faixas
Quem visa acumular BTC pode considerar estratégias como o DCA (Dollar-Cost Averaging), concentrando compras em faixas estratégicas como US$ 98.000, US$ 94.000 e até US$ 88.000, se alcançadas.
Conclusão: O Bitcoin está no fio da navalha?

A análise de Dom (@traderview2) joga luz sobre um cenário que poucos querem encarar: o risco real de uma quebra estrutural no Bitcoin, impulsionada por liquidez rarefeita e comportamento técnico negativo.
Embora ainda exista espaço para recuperação — com um fechamento semanal acima de US$ 108.500 —, a fragilidade atual exige atenção redobrada de traders e investidores.
Com livros de ordens vazios, volume vendedor agressivo e um padrão técnico de reversão em formação, o BTC enfrenta um de seus momentos mais críticos desde o início de 2025. Se os compradores não agirem com força nas próximas sessões, a tão temida queda abaixo dos US$ 100 mil poderá deixar de ser um cenário alternativo para se tornar realidade.
