Calma no mercado, força no Bitcoin: Por que o longo prazo é promissor
O Bitcoin (BTC) termina o segundo trimestre de 2025 em alta, prestes a contabilizar uma valorização próxima a 30%, mesmo num cenário macroeconômico volátil e marcado por episódios geopolíticos sensíveis.
A cotação atualmente gira entre US$ 100.000 e US$ 110.000, com pouca movimentação nos mercados à vista e de derivativos — um sinal que, apesar da aparente estagnação, ecoa potencial altista sustentável para o médio e longo prazo.
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Calma no curto prazo, estrutura altista no médio prazo
Desde sua máxima histórica de US$ 111.980 em maio, o Bitcoin vem operando numa zona lateral, próxima a US$ 100–110 k. A falta de pressão dos traders de varejo é evidente, mas não impede o BTC de se descolar para cima em função da atuação de holders de longo prazo e influxo institucional.
Retorno acumulado em 2025
Em 2025, o Bitcoin acumula cerca de +15%, complementando os ganhos já registrados antes da consolidação. Esse desempenho destaca um equilíbrio entre momento altista e resiliência estrutural — mesmo com volumes reduzidos.
Sinal verde do acúmulo de longo prazo

De acordo com a Glassnode, a oferta líquida em circulação se encontra majoritariamente em braços fortes: 75% dos bitcoins estão em carteiras que não vendem há meses ou anos. Isso reduz drasticamente o risco de quedas profundas, uma vez que a pressão baixista está contida.
Volume de negociação baixo
Com média de US$ 7,7 bilhões em volume de negociação no mercado à vista — bem abaixo dos picos de 2021/2022 —, o mercado atual não apresenta sinais de pânico, mas sim de acúmulo silencioso, enquanto investidores longos firmam suas posições.
Forte participação institucional
Nos últimos 13 pregões, ETFs à vista de Bitcoin nos EUA mantêm entrada líquida de US$ 2,9 bilhões, especialmente por meio do iShares Bitcoin Trust (IBIT). Ainda que operações via OTC signifiquem liquidez fora do mercado spot, elas reforçam a confiança de longo prazo.
Derivativos apontam estabilidade tensa antes do vencimento
O dia 28 de junho marca o maior vencimento de opções de BTC de 2025, com US$ 15 bilhões em contratos prestes a expirar. Esses vencimentos podem gerar distorções momentâneas em preço, mas também oferecem pontos de reversão.
Nível de “máxima dor”
Esse conceito — que corresponde ao strike onde perdas somadas são máximas — está em US$ 102.000. Se o BTC oscilar demais para baixo, ele pode castigar posições vendidas antes do vencimento.
Volatilidade em baixa
A volatilidade implícita caiu para menos de 38%, o menor desde outubro de 2023. Esse patamar indica expectativas de baixo movimento no curto prazo, mas também abre espaço para explosão de volatilidade assim que o vencimento for ultrapassado.
Divergência moderada entre puts e calls
A relação put/call está em 0,73, mostrando tendências ligeiramente defensivas no mercado de opções, embora sem indicar uma queda significativa iminente. A retração de 7% no interesse aberto reforça essa prudência.
Cenário macro e seu impacto nos próximos trimestres
3T tradicionalmente mais fraco, mas com gatilhos potenciais
Embora o terceiro trimestre costume ser menos favorável para o BTC, existe até 90% de chance de corte da taxa de juros em setembro, conforme precificação de mercado. Se confirmado, isso pode desencadear forte reação de compra.
Linha do Fed em julho
Com decisão em julho aguardada, a manutenção da taxa sem cortes pode prolongar o momento consolidativo — já que o mercado já antecipou um corte apenas para setembro.
Rica combinação de fatores reais
- Redução nas taxas: estimula risco e capital flui para ativos como BTC
- Estímulo na liquidez global: especialmente da China
- Dólar enfraquecido: favorece moedas alternativas
Esses elementos podem abrir caminho para retomada expressiva de longo prazo, especialmente se combinados.
Riscos e gatilhos negativos no horizonte
Incertezas geopolíticas
O cessar-fogo recente entre Israel e Irã amenizou riscos sistêmicos, mas potencial de escalada persiste. Além disso, políticas tarifárias dos EUA (como sugeridas por Trump pós-9 de julho) podem gerar novo estresse global.
Cautela macro nos mercados de risco
Ambiente macroeconômico adverso — com tensões comerciais ou novos episódios militares — pode segurar BTC e pressionar o clima de risco.
Correlação limitada com dólar e commodities
O dólar possui correlação fraca com o Bitcoin, portanto sua queda não necessariamente impulsiona o BTC. No entanto, alta em commodities e melhora em mercados emergentes podem turbinar o ambiente de risco favorável.
Análise técnica — onde o preço aponta
O suporte em US$ 100.000 se provou valioso, tendo sido defendido na semana passada antes de retomar força. Centro de gravidade permanece em US$ 106.500, região definida como barreira/resistência recente.
Canal de baixa ainda ativo
O preço segue em um canal descendente, com topos/fundos mais baixos desde maio. Uma quebra acima de US$ 110.000 em fechamento diário seria um gatilho para tendência altista.
Zonas-chave de suporte
- US$ 105.500–106.500: buffer que mantém possível reversão
- US$ 100.000: linha divisória do suporte psicológico
Se cair abaixo, mercado pode testar 97–98 mil.
Roadmap do Bitcoin para 3T e adiante
Cenários possíveis no curto prazo
- Sem corte em julho, corte em setembro: consolidação longa até setembro;
- Corte antecipado em julho: retorno de alavancagem e retomada dos volumes;
- Novo conflito ou comércio instável: possível queda temporária antes de retomada.
Indicadores a monitorar
- Volume nos ETFs spot e IBIT;
- Marketing de opções: nova explosão de volatilidade após vencimento;
- Fluxo de capital institucional: retoma com mais ETFs (ETH, SOL…);
- Indicadores macro (PCE, inflação, dólar).
O que significa a consolidação para investidores?
Para holders de longo prazo
O momento serve como descanso antes de próximo impulso. A base em US$ 100k, com estabilidade, cria um cenário de compra tática nos níveis atuais.
Para traders de curto e médio prazo
- Otrade volume baixo exige estratégias com prazo maior;
- Vencimento de opções pode gerar janelas de swing;
- Uma quebra acima de 110k abre caminho para retornos de curto prazo.
Conclusão: paciência com fundamentos sólidos
Apesar da falta de volatilidade e volumes menores, o panorama 2025 do Bitcoin se fortalece diante de sinais positivos: acúmulo por holders, aporte institucional em ETFs e ambiente macro mais flexível com possibilidade real de corte tarifário.
Quem analisa a movimentação com paciência e visão de ciclo entenderá que este momento é um trampolim, antes de um eventual segundo semestre explosivo no preço do ativo.
A continuidade do suporte em US$ 100–106k, confirmada com volumes moderados e sentimento institucional positivo, é o alicerce para uma possível retomada rumo à máxima histórica e além.