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Bitcoin em descoberta de preço: especialistas veem salto para US$ 200 mil e além

Bitcoin atinge nova máxima e entra em fase de descoberta de preço. Especialistas projetam valores entre US$ 150 mil e US$ 1 milhão até o fim do ciclo atual.

Tainara FerreiraPor Tainara Ferreira6 min de leitura
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O Bitcoin (BTC), a principal criptomoeda do mercado, ultrapassou nesta quinta-feira (22) a marca histórica de US$ 111.700, consolidando sua retomada após uma breve retração para a casa dos US$ 75 mil no início de abril.

A disparada sinaliza mais do que um movimento de curto prazo: o ativo digital entrou, segundo analistas, em uma fase de descoberta de preço — período no qual os limites superiores ainda são incertos.

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Recuperação acelerada impulsionada por fatores geopolíticos

A recente valorização do Bitcoin é atribuída a um conjunto de fatores. Entre eles, a retomada do apetite ao risco por parte dos investidores, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suavizar sua postura em relação à guerra comercial. Em vez de confrontos, Trump agora busca acordos bilaterais, reduzindo a incerteza nos mercados.

Ao mesmo tempo, o cenário macroeconômico internacional se mostra favorável ao Bitcoin, visto como uma reserva de valor não soberana em meio à instabilidade institucional e à impressão excessiva de dinheiro por parte dos bancos centrais.

A fase de descoberta de preço

Bitcoin
Imagem: Vladimka Production / Shutterstock.com

A fase de descoberta de preço ocorre quando um ativo rompe máximas históricas e passa a ser negociado em níveis nunca antes vistos. Neste estágio, não há resistências técnicas anteriores que possam atuar como barreiras de venda, o que pode gerar fortes movimentos ascendentes em busca de um novo equilíbrio de mercado.

Por que o Bitcoin está nesse estágio?

Após o halving de 2024 — evento que reduziu pela metade a recompensa por bloco minerado — e diante do crescente apetite institucional, o Bitcoin entrou em uma trajetória de forte valorização.

Os fundamentos permanecem sólidos: oferta limitada, demanda crescente, adoção institucional e incertezas sobre moedas fiduciárias.

Projeções ousadas: especialistas apontam para novos patamares

O CEO da Blockstream e um dos pioneiros no desenvolvimento do Bitcoin, Adam Back, afirmou recentemente que considera “surpreendentemente baixo” o preço atual do BTC. Segundo ele, dada a adoção institucional pós-halving, é plausível que o ativo atinja entre US$ 500.000 e US$ 1.000.000 antes do fim deste ciclo de alta.

“Se o Bitcoin ultrapassar sua máxima histórica, pode acelerar muito rapidamente”, declarou Back.

Standard Chartered: US$ 200 mil até o fim de 2025

A equipe de pesquisa do banco britânico Standard Chartered também expressa otimismo. Geoffrey Kendrick, chefe global de ativos digitais, prevê que o BTC atingirá US$ 200.000 até o final de 2025.

O motivo principal? A migração de capital americano em busca de ativos não correlacionados e não soberanos.

“Esperamos uma realocação estratégica de ativos americanos, impulsionando a próxima perna da alta do Bitcoin”, afirmou Kendrick.

Além disso, ele projeta que o preço do BTC poderá alcançar até US$ 500 mil até 2029, ao término do mandato presidencial de Donald Trump.

Bernstein: empresas comprarão US$ 330 bilhões em Bitcoin

A Bernstein, renomada gestora de investimentos, aponta que o fluxo de capital institucional será determinante. Em nota enviada a clientes, analistas da companhia estimam que empresas devem adquirir US$ 330 bilhões em Bitcoin nos próximos cinco anos.

“O gênio do Bitcoin saiu da garrafa — e não há como voltar atrás”, escreveram.

Projeção para 2025: US$ 200 mil

A Bernstein também estima que o Bitcoin encerrará 2025 valendo US$ 200 mil, sustentado por essa tendência institucional.

Arthur Hayes: US$ 150 mil com saída de capital dos EUA

O ex-CEO da BitMEX e influente voz no ecossistema cripto, Arthur Hayes, destaca a crescente impressão de dinheiro pelos bancos centrais como motor de valorização. Segundo ele, os investidores buscarão se afastar de ativos lastreados em moedas fiduciárias, favorecendo o BTC.

“O Bitcoin é o bote salva-vidas do capital global”, escreveu Hayes em artigo recente.

Hayes projeta que o BTC poderá atingir US$ 150.000 até o fim de 2025, ainda que alerte que previsões de longo prazo são, em suas palavras, “inúteis”.

Tim Draper: Bitcoin a US$ 250 mil já em 2025

O bilionário e investidor de risco Tim Draper segue firme em sua previsão: o Bitcoin deve atingir US$ 250.000 até o final de 2025. Draper vem defendendo a adoção corporativa do BTC, alegando que empresas sem exposição ao ativo estão sendo “irresponsáveis”.

“Existe uma atração gravitacional em direção ao Bitcoin”, declarou.

Larry Fink, CEO da BlackRock: US$ 700 mil… eventualmente

Um dos maiores nomes de Wall Street, Larry Fink, CEO da BlackRock — maior gestora de ativos do mundo — acredita que o Bitcoin poderá chegar a US$ 700.000, caso fundos soberanos e grandes instituições passem a alocar mesmo pequenas porcentagens em BTC.

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Durante o Fórum Econômico Mundial, Fink enfatizou que não estava promovendo a criptomoeda, mas reconheceu seu potencial exponencial.

Brian Armstrong, da Coinbase: múltiplos milhões de dólares

O CEO da Coinbase, principal corretora de criptomoedas dos EUA, aposta alto: “O Bitcoin valerá milhões múltiplos em algum momento”, disse Brian Armstrong em janeiro.

Segundo ele, a adoção por estados-nação será o fator decisivo que levará o BTC a patamares estratosféricos.

“Ainda temos um longo caminho, mas o Bitcoin está só começando”, afirmou.

Fatores que sustentam o otimismo

Empresas como Tesla, MicroStrategy, BlackRock e até fundos soberanos já adicionaram Bitcoin aos seus portfólios. Esse movimento, que tende a aumentar nos próximos anos, representa uma demanda robusta e crescente.

A aprovação de ETFs spot nos EUA e em outras regiões trouxe novos fluxos de capital para o mercado, democratizando o acesso ao Bitcoin por investidores tradicionais.

O halving de 2024 reduziu a emissão diária de novos bitcoins pela metade. Com a oferta em queda e a demanda em alta, o desequilíbrio estrutural favorece uma escalada de preços.

Geopolítica e fuga do dólar

Com o aumento das tensões globais e a incerteza sobre o futuro do dólar americano, o Bitcoin surge como alternativa neutra e resistente à censura — uma espécie de “ativo de fuga” para capitais em busca de segurança.

Considerações finais: o céu é o limite?

Bitcoin
Imagem: Creativan / shutterstock

Embora o Bitcoin esteja sendo negociado em seu maior valor histórico, analistas concordam que ainda há muito espaço para crescimento. O ativo está rompendo resistências psicológicas, consolidando-se como uma reserva de valor global em meio a um cenário de transformação financeira.

Naturalmente, não há garantias. O Bitcoin continua exposto à volatilidade, à regulação e à adoção tecnológica. Investidores devem estar cientes dos riscos e da natureza especulativa do ativo.

Com previsões que variam de US$ 150 mil a milhões de dólares, o consenso parece claro: o Bitcoin entrou numa nova era de valorização e descoberta de preço. O que antes era considerado impensável, agora é discutido por CEOs de bancos, gestores de fundos e governos.

Tainara Ferreira

Autor

Tainara Ferreira

Tainara Ferreira atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, contribuindo com pautas que facilitam o entendimento de políticas públicas, programas sociais, economia do dia a dia e direitos dos cidadãos. Com olhar atento aos temas que impactam diretamente a vida da população brasileira, tem como missão traduzir informações complexas em conteúdos claros, úteis e acessíveis.

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