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Desvalorização do Dólar impulsiona Bitcoin: Stormer alerta sobre dívida trilionária dos EUA e corrida por criptomoedas

Stormer alerta que não é o Bitcoin que se valoriza, mas o dólar que se desvaloriza. Dívida trilionária dos EUA e entrada institucional aquecem criptomoedas.

Tainara FerreiraPor Tainara Ferreira6 min de leitura
Bitcoin

Alexandre Wolwacz, mais conhecido como “Stormer”, um dos traders mais respeitados do Brasil, trouxe uma análise contundente que joga luz sobre a recente disparada do Bitcoin acima da marca de US$ 110 mil. Para ele, o fenômeno não é apenas resultado de uma valorização do criptoativo em si, mas sim reflexo da perda de força do dólar norte-americano no cenário global.

Em meio a um cenário de incertezas fiscais, geopolíticas e um mercado sedento por ativos alternativos, Stormer alerta: o Bitcoin está sendo impulsionado por fatores macroeconômicos que colocam o dólar em xeque. O investidor institucional, com seu peso significativo nos mercados, tem sido o principal catalisador da nova alta.

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O Avanço do Bitcoin: uma marcha silenciosa dos gigantes

De acordo com Stormer, o movimento de alta observado nas últimas semanas não é fruto do entusiasmo do varejo, mas da atuação silenciosa e estratégica dos grandes investidores.

“O investidor institucional não entra comprando tudo de uma vez. Ele atua em fases, acumulando posições enquanto o mercado está calmo, aproveitando a queda do dólar frente a outras moedas”, explica.

Nas últimas semanas, enquanto o dólar se enfraquecia em relação ao real e a outras moedas globais, esses investidores estariam acumulando BTC em grandes volumes, preparando o terreno para uma alta sustentada.

Quando esses players atingem sua meta de alocação, param de vender — e é nesse momento que o varejo entra, impulsionando ainda mais os preços.

Para onde vai o Bitcoin agora?

Bitcoin
Imagem: Hi my name is Jacco / shutterstock

Stormer, que também é sócio-fundador do escritório Liberta Investimentos, credenciado à XP, vê o atual rali do Bitcoin como parte de uma tendência maior, com espaço para novos avanços, apesar da possibilidade de correções no curto prazo.

“O próximo grande nível de resistência está na faixa dos US$ 125 mil. A tendência é claramente de alta, mas, como todo ativo volátil, é natural que ocorram realizações de lucro no caminho.”

Com isso, o trader destaca que o Bitcoin deve seguir oscilando dentro de uma estrutura ascendente, sustentada por fundamentos macroeconômicos e pelo apetite crescente por ativos descentralizados e com oferta limitada.

Dólar em queda: a outra face da valorização do Bitcoin

Para Stormer, não é o Bitcoin que está se tornando exponencialmente mais valioso, mas sim o dólar que está perdendo poder de compra.

“Estamos vendo o dólar se desvalorizar frente à maioria das moedas. Isso ajuda a entender por que o Bitcoin disparou. Em um cenário como esse, ativos escassos e globais ganham protagonismo.”

Essa leitura contraria a narrativa comum de que o Bitcoin está “subindo” por mérito próprio, destacando que a verdadeira força propulsora está na fragilidade da moeda americana — algo que preocupa economistas e investidores ao redor do mundo.

Fatores que impulsionam o enfraquecimento do dólar

Um dos principais fatores que contribuíram para essa dinâmica foi a suspensão temporária da guerra tarifária entre os Estados Unidos e a China. Essa trégua abriu espaço para os investidores buscarem mais risco, direcionando recursos para ativos emergentes e criptomoedas.

“Com menos tensão no ar, o investidor busca retornos maiores. E esses retornos estão em mercados emergentes, como o Brasil, e nos criptoativos. Vimos a bolsa brasileira romper topos históricos junto ao rali do Bitcoin.”

Essa maior disposição ao risco é típica em ambientes em que a percepção de estabilidade global aumenta, ainda que temporariamente.

Crise da dívida dos EUA: o gatilho mais preocupante

O segundo gatilho, de acordo com Stormer, é ainda mais sério e potencialmente explosivo: a rolagem da dívida pública americana, estimada em US$ 9 trilhões apenas no segundo semestre de 2025.

“Os Estados Unidos precisam refinanciar um terço de sua dívida total — que já passa dos US$ 30 trilhões — a juros muito mais altos do que no passado. Isso coloca uma pressão tremenda sobre o Tesouro americano.”

Esse cenário de rolagem massiva com taxas elevadas gera uma tempestade perfeita para o dólar, tornando-o cada vez menos atrativo como reserva de valor. A consequência natural é a fuga para ativos alternativos — e o Bitcoin é o principal entre eles.

ETFs como alternativa: HASH11 e COIN11 em foco

Stormer destaca que, para o investidor brasileiro que deseja exposição ao mercado cripto sem precisar comprar diretamente moedas digitais, a ETF HASH11 é uma excelente porta de entrada.

“HASH11 tem 70% em Bitcoin e 30% em Ethereum. É uma forma eficiente e regulada de se posicionar em cripto. O Ethereum, inclusive, tem grande espaço para valorização neste ciclo.”

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Com a possibilidade de valorização acentuada do Ethereum, especialmente com o avanço de aplicações em DeFi e NFTs, essa alocação mista pode oferecer um equilíbrio entre risco e retorno.

COIN11: diversificação cripto em um único ativo

Outra alternativa é a ETF COIN11, que agrega uma cesta mais diversificada de criptoativos. Stormer vê com bons olhos o ativo, principalmente para quem busca exposição diversificada e balanceada ao universo cripto sem precisar gerenciar carteiras individuais.

“COIN11 traz exposição a várias criptomoedas de forma simplificada. Para o investidor que não quer se preocupar com custódia ou rebalanceamento, é uma excelente opção.”

Emergentes e criptos no centro da nova ordem financeira

Com a desvalorização do dólar, ativos de mercados emergentes voltaram ao radar de grandes investidores. No Brasil, por exemplo, o índice Ibovespa rompeu máximas históricas, impulsionado por fluxos estrangeiros e pela melhora na percepção de risco.

“Estamos diante de uma reconfiguração do sistema financeiro. O dólar deixa de ser a âncora absoluta e novos polos de valorização surgem. Bitcoin e bolsas emergentes são beneficiários diretos desse movimento.”

Essa nova dinâmica cria oportunidades e desafios, exigindo atenção redobrada por parte de investidores, analistas e gestores.

O que esperar dos próximos meses?

Stormer alerta que, apesar da tendência de alta, o Bitcoin continuará exibindo movimentos voláteis no curto prazo, incluindo correções de 10% a 20%, que são comuns no mercado cripto.

“Esses solavancos são naturais. Mas olhando o quadro geral, ainda estamos em um ciclo altista que pode durar até o final de 2025, dependendo do comportamento das taxas de juros e da dívida americana.”

Considerações finais: um novo paradigma financeiro

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Imagem: Chinnapong/ Shutterstock.com

O recado deixado por Stormer é claro: o mundo está mudando, e o sistema financeiro tradicional está sob pressão. Em um cenário onde o dólar enfraquece, a dívida americana se torna insustentável, e o investidor busca alternativas seguras e rentáveis, o Bitcoin aparece como uma solução viável e atrativa.

Aos investidores atentos, resta acompanhar com cuidado os movimentos da macroeconomia global, compreender o impacto de decisões geopolíticas e utilizar veículos como ETFs para navegar com mais segurança no universo cripto.

Tainara Ferreira

Autor

Tainara Ferreira

Tainara Ferreira atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, contribuindo com pautas que facilitam o entendimento de políticas públicas, programas sociais, economia do dia a dia e direitos dos cidadãos. Com olhar atento aos temas que impactam diretamente a vida da população brasileira, tem como missão traduzir informações complexas em conteúdos claros, úteis e acessíveis.

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