O Bitcoin (BTC) continua a oscilar próximo de seu novo recorde histórico, consolidando uma fase de lateralidade após uma impressionante alta iniciada abaixo de US$ 100 mil. No momento da publicação, a principal criptomoeda do mercado está cotada a aproximadamente US$ 118.800, com ganhos de 2% nas últimas 24 horas e 9% na semana, segundo a CoinGecko.
Em contraste, altcoins como Ethereum (ETH), XRP (XRP) e Dogecoin (DOGE) apresentaram ganhos mais expressivos no mesmo período, superando 16% em muitos casos. Esse cenário reforça uma possível rotação de capital no mercado, em que o BTC serve como âncora enquanto os investidores buscam retornos mais agressivos em ativos alternativos.
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Detentores de curto prazo realizam lucros e pressionam o preço
US$ 3,5 bilhões em lucros em um único dia
Dados da Glassnode, uma das principais plataformas de análise on-chain do mundo, revelam que mais de US$ 3,5 bilhões em lucros foram realizados por investidores de curto prazo em apenas 24 horas. Este movimento resultou na estabilização do preço do Bitcoin, com um comportamento lateralizado nos últimos dias.
Pressão vendedora reduz momentum
Essa saída de capital por parte dos chamados “short-term holders” (STHs) acontece naturalmente após ralis intensos, como o observado entre abril e junho de 2025. A pressão vendedora interrompe o impulso altista momentaneamente, mas não necessariamente indica o fim de um ciclo de valorização.
Mercado ainda não está superaquecido, segundo métricas on-chain

Dados da CryptoQuant apontam para espaço de crescimento
Apesar da correção e do comportamento lateral recente, o mercado do Bitcoin ainda não atingiu níveis de superaquecimento, segundo relatório da CryptoQuant. De acordo com o analista sênior Crypto Dan, os indicadores de risco sistêmico do BTC estão muito abaixo dos picos registrados em março e dezembro de 2024.
O que é o superaquecimento?
No contexto de criptoativos, o superaquecimento de mercado é medido por métricas como:
- Múltiplos de lucros realizados (Realized Profit);
- Índices de dominância de detentores de curto prazo;
- Taxa de financiamento de futuros (Funding Rate);
- RSI (Índice de Força Relativa) on-chain.
Gráficos mostram que ainda há fôlego
O gráfico de múltiplos fornecido pela CryptoQuant revela que, mesmo após a recente alta, os indicadores seguem abaixo da zona de alerta vermelho. Isso reforça a tese de que o Bitcoin ainda pode buscar patamares mais elevados sem comprometer a saúde do mercado.
Análise técnica: Suportes e resistências-chave
Suporte imediato em US$ 110 mil
Caso o movimento de realização de lucros continue, os analistas apontam que o primeiro grande suporte se encontra na faixa dos US$ 110 mil. Uma queda abaixo desse nível poderia acelerar uma correção mais intensa, embora o atual cenário macro não aponte para esse caminho.
Resistência psicológica em US$ 120 mil
No curto prazo, a principal resistência é o rompimento sustentado da marca de US$ 120 mil. Caso esse patamar seja superado com força, o BTC pode acelerar rumo aos US$ 130 mil e abrir espaço para um novo rali.
Previsões para o segundo semestre de 2025
Analistas falam em US$ 150 mil — ou até US$ 400 mil
Conforme divulgado pela NewsBTC, um influente analista do setor afirmou que o mercado ainda está nos estágios iniciais de um movimento maior. Segundo ele, o “verdadeiro movimento do Bitcoin” está apenas começando.
“Tenho um alto grau de confiança de que veremos US$ 400 mil até o final deste ano. Na verdade, esse alvo pode até ser conservador.” — declarou o analista em rede social.
Adoção institucional é motor-chave
A principal justificativa para esse otimismo é a crescente adoção institucional, com fundos, bancos e tesourarias corporativas alocando parte de seus recursos em Bitcoin. O número de carteiras com mais de 1.000 BTCs também aumentou significativamente nos últimos três meses, reforçando a tese de acúmulo estratégico.
Cenário macroeconômico: Um aliado da alta?
Expansão do M2 global sustenta ativos escassos
O crescimento do M2 global, que mede a quantidade de dinheiro circulando na economia mundial, segue em expansão. O Bitcoin tem uma correlação histórica de 90% com o M2, e analistas consideram essa relação uma das mais relevantes para projeções de longo prazo.
Incertezas no Fed não devem afetar o BTC negativamente
Apesar dos rumores sobre a possível saída de Jerome Powell da presidência do Federal Reserve, o impacto sobre o Bitcoin deve ser limitado. A Constituição dos EUA impede que o presidente remova o chefe do banco central, e até mesmo Donald Trump já recuou em falas mais agressivas nesse sentido.
Dados econômicos dos EUA no radar
- Pedidos semanais de auxílio-desemprego;
- Vendas no varejo.
Esses indicadores, se positivos, podem impulsionar o apetite por risco e favorecer os ativos digitais. Um cenário de crescimento econômico combinado com juros moderados seria o ideal para o BTC romper novas resistências.
O que dizem os especialistas?
Glassnode: mercado ainda está em fase saudável
A equipe da Glassnode reiterou que os fundamentos on-chain seguem fortes. A retirada de lucros é um comportamento típico de ciclos de mercado e não indica reversão de tendência.
CryptoQuant: queda de superaquecimento é sinal positivo
De acordo com Crypto Dan, a diminuição dos sinais de superaquecimento comparados aos picos anteriores mostra que o Bitcoin está mais maduro e resiliente, com espaço real para novos picos de preço.
O que esperar para o Bitcoin em 2025?
Três cenários possíveis
Cenário otimista: rumo a US$ 150 mil–400 mil
- Manutenção do momentum;
- Aprovação de novos ETFs;
- Adoção institucional contínua;
- Expansão monetária global.
Cenário neutro: lateralidade entre US$ 110 mil e US$ 130 mil
- Realizações de lucros equilibradas com entrada institucional;
- Dados econômicos mistos;
- Volatilidade reduzida.
Cenário pessimista: correção abaixo de US$ 100 mil
- Crise macroeconômica grave;
- Mudança abrupta na política monetária;
- Ataques regulatórios fortes.
Considerações finais: Ainda é cedo para falar em fim da alta

A combinação de dados on-chain, comportamento do mercado e cenário macroeconômico sugere que a atual fase do Bitcoin não representa um topo absoluto. Pelo contrário: os indicadores mostram um mercado ainda saudável e longe do estresse observado em ciclos anteriores.
Para investidores atentos, o momento pede cautela, mas também estratégia. A diversificação e o monitoramento contínuo dos dados são essenciais para aproveitar possíveis saltos de preço — inclusive rumo aos tão falados US$ 150 mil ou além.



