O Bitcoin (BTC), maior criptomoeda do mundo, começou o dia 10 de julho de 2025 cotado a US$ 111.143,67, sustentando uma valorização de quase 2% nas últimas 24 horas. O ativo segue “nas nuvens”, mesmo diante do cenário geopolítico turbulento provocado pela mais recente rodada de tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, agora contra o Brasil.
Na véspera, o BTC chegou a atingir US$ 112.152,02, seu novo recorde histórico, embora esse número não tenha sido capturado por todos os agregadores de preço devido à descentralização dos mercados de criptoativos.
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O que está por trás da alta do Bitcoin?
1. Expectativa de corte de juros nos EUA
A divulgação da ata da última reunião do FOMC (Comitê Federal de Mercado Aberto, o equivalente americano ao Copom) revelou que alguns membros do Federal Reserve defendem a redução da taxa de juros já em julho. Ainda que essa visão não seja majoritária, o simples fato de que há disposição dentro do Fed para tal medida trouxe alívio aos mercados.
Essa expectativa reduz o custo de oportunidade de se manter alocado em ativos de risco, como o Bitcoin, e estimula fluxos para o mercado cripto.
“Quando o Fed acena com juros mais baixos, os investidores olham imediatamente para o Bitcoin como uma alternativa atrativa ao dólar”, afirma o economista Thomas Velásquez, da Vértice Capital.
2. Adoção institucional e acúmulo de BTC
Além disso, empresas e instituições seguem comprando e acumulando Bitcoin, o que impacta diretamente a oferta disponível em circulação. Essa demanda crescente tende a pressionar os preços para cima, sobretudo num ambiente de oferta limitada, dado o teto de emissão de 21 milhões de BTC.
Empresas como MicroStrategy, Tesla e diversos fundos de investimento continuam reforçando suas reservas em Bitcoin, enxergando o ativo como uma reserva de valor de longo prazo.
A guerra tarifária ganha novo capítulo: EUA x Brasil

Apesar da bonança no universo cripto, o pano de fundo geopolítico está longe de ser calmo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou ontem uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil, no movimento mais agressivo até agora da atual rodada de guerra comercial conduzida por sua administração.
A decisão foi acompanhada por uma carta à Presidência brasileira em que Trump defende Jair Bolsonaro, seu aliado político, das acusações judiciais no Brasil, aumentando a tensão entre os poderes.
“Embora o impacto direto no PIB dos EUA ou do Brasil seja pequeno, o gesto é simbólico e aumenta o clima de incerteza global”, afirma o analista geopolítico Marcelo Oliveira.
Impacto no Bitcoin
Historicamente, períodos de insegurança política e conflitos comerciais favorecem o Bitcoin como um ativo de proteção. No entanto, analistas alertam que uma escalada significativa das tensões pode gerar aversão ao risco, pressionando os ativos mais voláteis no curto prazo.
As 10 maiores criptomoedas do mundo hoje (10/07/2025)
A seguir, o desempenho das dez maiores criptomoedas por valor de mercado, com dados fornecidos pelo CoinMarketCap:
| # | Nome | Preço (USD) | Variação 24h | Variação 7d | Variação YTD |
|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Bitcoin (BTC) | 111.143,67 | +1,91% | +1,28% | +19,00% |
| 2 | Ethereum (ETH) | 2.782,66 | +6,05% | +7,21% | -16,47% |
| 3 | Tether (USDT) | 1,00 | +0,02% | 0,00% | +0,23% |
| 4 | XRP (XRP) | 2,44 | +3,03% | +6,42% | +17,36% |
| 5 | BNB (BNB) | 670,55 | +1,44% | +1,22% | -4,34% |
| 6 | Solana (SOL) | 157,48 | +2,66% | +1,76% | -16,78% |
| 7 | USD Coin (USDC) | 0,9999 | 0,00% | 0,00% | 0,00% |
| 8 | TRON (TRX) | 0,2902 | +1,00% | +2,24% | +14,18% |
| 9 | Dogecoin (DOGE) | 0,1808 | +4,43% | +4,14% | -42,71% |
| 10 | Cardano (ADA) | 0,6296 | +4,21% | +4,43% | -25,38% |
Panorama dos mercados globais
Os mercados da Ásia fecharam o dia em alta, refletindo o bom humor dos investidores com o possível corte de juros nos Estados Unidos e o forte desempenho das ações de tecnologia. O índice Nikkei subiu 1,3%, enquanto o Hang Seng avançou 0,9%.
Na Europa, os principais índices também operam em território positivo, apesar da tensão comercial instaurada com o Brasil. O DAX alemão registra alta de 0,8%, e o CAC francês sobe 0,6%.
Futuros de Wall Street em queda
Em contrapartida, os índices futuros americanos amanheceram em leve queda, refletindo a cautela com os dados de auxílio-desemprego que serão divulgados ao longo do dia. Esse indicador pode reforçar — ou enfraquecer — as expectativas de corte de juros.
Entenda por que o preço do BTC varia tanto
O Bitcoin é um ativo com oferta finita — apenas 21 milhões de moedas poderão ser mineradas ao longo da história. Atualmente, mais de 19,7 milhões já foram minerados, o que torna a criptomoeda cada vez mais escassa.
Qualquer aumento na demanda por BTC, portanto, tende a provocar uma pressão de alta sobre os preços, sobretudo em momentos de entrada de capital institucional ou de busca por proteção contra instabilidades financeiras.
Volatilidade intrínseca do mercado cripto
Por ser negociado em mercados 24/7 e globalmente descentralizados, o Bitcoin está sujeito a alta volatilidade. Oscilações de 2% a 5% em um único dia são consideradas normais, o que exige atenção e gestão de risco dos investidores.
Mineração de Bitcoin em 2025: ainda vale a pena?
Mineração é o processo pelo qual transações são verificadas e adicionadas ao blockchain do Bitcoin. Os mineradores usam computadores de alto desempenho para resolver problemas criptográficos e, como recompensa, recebem novos BTCs.
Ainda compensa minerar?
Com o aumento da dificuldade de mineração, a necessidade de hardware avançado e custo energético elevado, minerar Bitcoin se tornou uma atividade mais viável para empresas ou operações industriais, especialmente em países com energia barata.
Porém, com o BTC acima de US$ 111 mil, operações eficientes voltam a ser bastante lucrativas.
O impacto político da guerra tarifária no mercado cripto
A decisão de Trump de taxar produtos brasileiros e, simultaneamente, demonstrar apoio explícito a Jair Bolsonaro acende um alerta na diplomacia internacional. Para analistas, o gesto tem menos impacto econômico e mais valor simbólico e político.
Embora o Bitcoin não tenha sentido imediatamente os efeitos da nova rodada de tarifas, uma escalada na retórica protecionista ou ações semelhantes contra China, Europa ou México podem provocar realocação de ativos e instabilidade de curto prazo.
O que esperar do BTC nos próximos dias?
Com o BTC consolidado acima dos US$ 111 mil, o mercado volta os olhos para a próxima resistência técnica e psicológica: os US$ 115 mil. Um rompimento consistente desse patamar pode abrir caminho para novas máximas — entre US$ 120 mil e US$ 130 mil, segundo analistas.
Os dados de desemprego nos EUA e os próximos movimentos de Trump devem impactar o sentimento do mercado nos próximos dias. A sinalização do Fed em relação aos juros também será crucial.
Conclusão: BTC segue firme apesar das turbulências

O Bitcoin continua a impressionar com sua resiliência e capacidade de valorização mesmo em meio a tensões políticas e incertezas macroeconômicas. Acima de US$ 111 mil, a principal criptomoeda do mundo demonstra força técnica e institucional para alcançar novos patamares.
Embora o cenário global permaneça complexo, com guerras tarifárias, disputas políticas e volatilidade em alta, o BTC segue se destacando como porto seguro digital, com amplo suporte de investidores e adoção crescente.




