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Recorde histórico e corrida institucional: por que o Bitcoin se tornou o ativo mais cobiçado do mercado

Avatar de Tainara Ferreira Tainara Ferreira · · 6 min de leitura
bitcoin

O Bitcoin, ativo digital pioneiro criado em 2008, alcançou em 14 de julho de 2025 um novo marco histórico: o valor de US$ 123 mil por unidade. Mais do que um número simbólico, esse novo recorde reflete mudanças estruturais profundas no mercado financeiro e, sobretudo, no perfil dos investidores que agora lideram a demanda pela criptomoeda.

Se antes eram os entusiastas do varejo os principais responsáveis pelas altas do ativo, hoje são os gigantes institucionais que estão puxando a fila.

Segundo o analista Matheus Parizotto, da Mynt — plataforma de ativos digitais do BTG Pactual — o atual ciclo de valorização do Bitcoin é diferente de qualquer outro já registrado. E o principal fator por trás disso é claro: a demanda crescente por parte de empresas e fundos que incorporam o BTC em suas tesourarias e estratégias de longo prazo.

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Bitcoin deixa de ser alternativo e vira estratégico

A ascensão das “Bitcoin Treasury Companies”

Nos últimos anos, surgiu uma nova categoria de empresas chamada “Bitcoin Treasury Companies” — organizações que alocam parte de seu caixa em Bitcoin, enxergando o ativo como uma reserva de valor sólida e uma alternativa ao dinheiro tradicional.

“Diferente de ciclos anteriores, hoje a valorização do Bitcoin é liderada por empresas que adotam estratégias consistentes e duradouras de acúmulo de BTC em seus balanços”, afirma Matheus Parizotto.

Entre os exemplos mais notórios está a Strategy, nome atual da antiga MicroStrategy, que já acumula mais de 597 mil bitcoins, consolidando-se como a maior detentora corporativa da criptomoeda. No Brasil, a fintech Méliuz também adotou o modelo, tornando-se uma das primeiras empresas nacionais a expor formalmente sua tesouraria ao ativo.

Os números impressionam

No primeiro semestre de 2025, a movimentação institucional em torno do Bitcoin foi intensa:

  • Empresas listadas compraram aproximadamente 245 mil BTCs;
  • ETFs adicionaram 180 mil BTCs às suas carteiras;
  • Ao todo, 425 mil BTCs foram demandados por instituições.

Em contraste, os mineradores colocaram apenas 82 mil novos bitcoins em circulação no mesmo período. Ou seja, a demanda institucional foi mais de cinco vezes maior que a oferta gerada pela rede.

Oferta inelástica: a escassez como motor da valorização

Bitcoin
Imagem: Freepik

A lógica da escassez no centro da valorização

O Bitcoin é programado para ser escasso. Desde sua criação, está determinado que apenas 21 milhões de unidades existirão — e mais de 90% já estão em circulação. Essa característica o torna fundamentalmente diferente de moedas fiduciárias, cuja emissão é controlada por bancos centrais e suscetível a decisões políticas.

Parizotto explica:

“O Bitcoin tem uma oferta inelástica, ou seja, não aumenta conforme o preço sobe. Isso significa que qualquer aumento na demanda — especialmente por parte de grandes players institucionais — se traduz diretamente em valorização de preços.”

Essa escassez matemática é o que garante o potencial do Bitcoin como uma reserva de valor confiável, muitas vezes comparada ao ouro digital.

Validação institucional e efeito manada corporativo

O papel das empresas no fortalecimento do ativo

O interesse corporativo no Bitcoin vai além da especulação. Ao inserir a criptomoeda em seus balanços, empresas enviam um forte sinal ao mercado: elas reconhecem o ativo como uma peça estratégica de proteção e diversificação patrimonial.

“As tesourarias corporativas estão promovendo a legitimação institucional do Bitcoin”, diz Parizotto. “Esse movimento sinaliza para o mercado que o BTC deixou de ser um experimento e passou a ser considerado uma reserva estratégica confiável.”

Além disso, há uma dinâmica de efeito manada institucional: à medida que grandes empresas adotam o Bitcoin, outras tendem a seguir o mesmo caminho para não perder competitividade — especialmente em tempos de incerteza monetária.

ETFs e acesso facilitado ao Bitcoin

O impacto dos fundos de índice no preço

Outro fator decisivo na alta recente do Bitcoin foi o papel dos ETFs (fundos de índice) lastreados em BTC, que se tornaram uma porta de entrada simplificada e regulamentada para investidores institucionais e de varejo qualificado.

A aprovação de ETFs de Bitcoin à vista nos EUA e em outros mercados em 2024 impulsionou a entrada de capital institucional, transformando o BTC em um ativo acessível via plataformas tradicionais.

“Os ETFs deram legitimidade e acessibilidade ao investimento em Bitcoin. Isso foi crucial para atrair fundos de pensão, gestoras e instituições que antes não conseguiam — ou não podiam — se expor ao ativo”, reforça o especialista da Mynt.

Uma nova forma de diversificar investimentos

Bitcoin na carteira recomendada

O Bitcoin passou a integrar todas as edições da Carteira Recomendada da Mynt, plataforma do BTG voltada a criptoativos. Essa inclusão não é meramente simbólica — ela reflete a convicção analítica de que o BTC pode cumprir um papel estratégico em carteiras de todos os perfis de risco.

O produto conta com:

  • Alocação automatizada por perfil;
  • Rebalanceamento mensal;
  • Acesso direto via conta BTG Pactual Digital.

Ou seja, o investidor comum também pode se beneficiar do mesmo racional que move as grandes instituições: proteger patrimônio em ativos com oferta limitada e demanda crescente.

Escassez, institucionalização e o futuro do preço do BTC

A fórmula que sustenta a tendência de alta

A combinação entre:

  • Oferta limitada (21 milhões de BTCs);
  • Crescimento contínuo da demanda institucional;
  • Participação crescente de ETFs;
  • Legitimidade reforçada por empresas listadas.

…cria uma tempestade perfeita para a valorização contínua do ativo. Segundo Parizotto:

“A perspectiva de médio e longo prazo para o Bitcoin é otimista. O movimento é sustentado por fluxos sólidos e estruturais, com potencial de acelerar novas altas à medida que a oferta continue insuficiente para atender a procura.”

O que diferencia o ciclo atual dos anteriores

A maturidade do mercado cripto em 2025

Diferentemente de ciclos anteriores, o rally atual do Bitcoin não é impulsionado apenas por euforia de varejo ou notícias pontuais. Em vez disso, há fundamentos robustos sustentando os preços:

  • Infraestrutura regulatória mais clara;
  • Participação de grandes instituições financeiras;
  • Modelos de custódia aprimorados;
  • Participação ativa de empresas brasileiras.

O Bitcoin está mais institucionalizado, mais integrado ao sistema financeiro e menos dependente de modismos de curto prazo. Essa maturidade é um divisor de águas e pode prolongar o ciclo de alta por meses — ou até anos.

Conclusão: o Bitcoin como pilar estratégico de longo prazo

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

O recorde de preço do Bitcoin em 2025 é apenas a ponta do iceberg. Por trás dele há uma mudança de paradigma: empresas, bancos, fundos e plataformas de investimento reconhecem hoje o BTC como um ativo estratégico legítimo — comparável ao ouro, mas com liquidez digital, transparência e segurança programada.

A crescente demanda institucional, a escassez inalterável e a ampliação do acesso via ETFs e plataformas de investimento como a Mynt estão transformando o Bitcoin no novo epicentro de uma revolução financeira.

Aos investidores, resta uma pergunta: se grandes empresas estão acumulando Bitcoin, por que você ainda está fora?

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