O Bitcoin (BTC) voltou a roubar os holofotes do mercado financeiro nesta sexta-feira (11) ao alcançar uma nova máxima histórica: US$ 118.483. A alta de 6,6% nas últimas 24 horas não apenas surpreendeu os investidores, como também desencadeou uma verdadeira tempestade para aqueles que apostavam na queda do ativo.
Investidores vendidos sofrem com disparada do Bitcoin acima de US$ 118 mil
Bitcoin bate recorde acima de US$ 118 mil e liquida US$ 1,1 bi de apostadores em queda. Saiba mais sobre o cenário.
De acordo com dados da plataforma CoinGlass, mais de US$ 1,13 bilhão em posições vendidas (shorts) foram liquidadas nas últimas 24 horas, num fenômeno conhecido como short squeeze, que acaba por impulsionar ainda mais os preços.
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Quem mais perdeu na maior liquidação do ano

O salto do Bitcoin pegou desprevenidos cerca de 237 mil traders, sendo que US$ 1,01 bilhão dessas perdas foi de investidores que acreditavam na queda do mercado. Somente os contratos futuros de Bitcoin somaram US$ 590 milhões em liquidações, seguidos pelos de Ethereum (ETH), com US$ 241 milhões.
A maior perda individual registrada foi de US$ 88,5 milhões, em um short de BTC negociado na plataforma HTX. Outras exchanges como Bybit e Binance também concentraram um volume significativo dessas liquidações.
Como o short squeeze ajudou o preço a disparar
O fenômeno do short squeeze ocorre quando traders que apostaram na queda são forçados a recomprar o ativo, alimentando ainda mais a demanda em um mercado já em alta. Esse efeito em cadeia acelerou a escalada do Bitcoin rumo ao novo recorde.
Segundo especialistas, a valorização foi agravada por um fator adicional: a fraqueza do dólar.
Dólar em queda contribui para o novo recorde do Bitcoin
Embora o Bitcoin tenha renovado sua máxima nominal em dólares, boa parte do movimento reflete a desvalorização da moeda americana. O índice DXY, que mede o dólar frente a uma cesta de moedas, caiu de 110 no início de 2025 para abaixo de 98, no pior primeiro semestre em 50 anos para a divisa.
Em termos relativos, o Bitcoin ainda está abaixo dos recordes quando comparado a outros ativos: hoje, 1 BTC vale cerca de 35 onças de ouro, ante as 40 onças registradas no pico de dezembro de 2024.
Fundamentos seguem positivos para o mercado cripto
Além dos fatores macroeconômicos, os fundamentos de longo prazo do Bitcoin continuam sólidos. Empresas listadas em bolsa adicionaram cerca de 159 mil BTC a seus balanços só no segundo trimestre, segundo a Bitwise.
O total acumulado por companhias chega a 847 mil BTC, o que representa aproximadamente 4% da oferta total da criptomoeda. O avanço regulatório nos Estados Unidos também trouxe confiança ao mercado, com a aprovação do GENIUS Act, marco legal para as stablecoins.
Para Gerry O’Shea, diretor de insights da gestora Hashdex, o mercado de alta ainda tem fôlego:
“Mesmo com um cenário macro incerto, o Bitcoin pode chegar a US$ 140 mil ainda este ano”, projeta.
Outras criptomoedas acompanham o rali
A alta do Bitcoin contagiou o mercado cripto como um todo. O Ethereum (ETH) subiu 8,7%, superando os US$ 3.000, enquanto a Cardano (ADA) saltou impressionantes 14,2%. Dogecoin (DOGE), Solana (SOL) e Hyperliquid (HYPE) também registraram ganhos expressivos nas últimas 24 horas.
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Veja o desempenho das 10 maiores criptomoedas às 6h42 desta sexta-feira:
| Criptomoeda | Preço (US$) | Alta 24h (%) |
|---|---|---|
| Bitcoin (BTC) | 118.483 | +6,6 |
| Ethereum (ETH) | 3.022,59 | +8,7 |
| XRP (XRP) | 2,60 | +6,0 |
| BNB (BNB) | 690,05 | +2,7 |
| Solana (SOL) | 165,00 | +4,2 |
| Dogecoin (DOGE) | 0,1978 | +8,6 |
| TRON (TRX) | 0,2963 | +2,0 |
| Lido Staked Ether (STETH) | 3.033 | +9,1 |
| Cardano (ADA) | 0,7201 | +14,2 |
| Hyperliquid (HYPE) | 45,99 | +10,3 |
Perspectivas para os próximos meses

Com fundamentos sólidos, a crescente adoção institucional e um ambiente regulatório mais estável, os analistas projetam novos catalisadores para o mercado cripto. Apesar dos riscos inerentes às criptomoedas, muitos investidores consideram que o bull market ainda está em andamento.
Segundo especialistas, a combinação de um dólar fraco, alta procura por ativos digitais e escassez programada do Bitcoin deve sustentar a tendência positiva pelo menos até o fim do ano.
Como se proteger em tempos de alta volatilidade
Os investidores que apostaram contra o mercado sofreram pesadas perdas neste rali. Para quem opera criptomoedas, é fundamental adotar práticas de gestão de risco, como limitar a alavancagem, diversificar a carteira e utilizar ordens de stop-loss.
Mesmo em alta, o Bitcoin continua sendo um ativo extremamente volátil, o que exige cautela e planejamento dos traders.
Com informações de: InfoMoney
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