A senadora norte-americana Cynthia Lummis revelou que generais das Forças Armadas dos Estados Unidos, especialmente os estacionados na região do Sudeste Asiático, estariam favoráveis à criação de uma reserva estratégica nacional em Bitcoin (BTC).
Militares dos EUA endossam reserva estratégica de Bitcoin em meio à escalada com China, diz Senadora Lummis
Senadora Cynthia Lummis revela que líderes militares dos EUA apoiam a criação de uma reserva estratégica em Bitcoin. Entenda todos os detalhes.
A proposta, segundo ela, faz parte de uma visão mais ampla de preparação para conflitos econômicos e geopolíticos com a China — incluindo possíveis confrontos armados.
As declarações da senadora republicana foram feitas durante uma entrevista à Bloomberg, em 3 de junho de 2025, e alimentaram um debate crescente sobre o papel das criptomoedas na política externa e de defesa dos Estados Unidos.
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A ascensão do Bitcoin como ativo estratégico
Ao comentar sobre o cenário atual de disputas econômicas e tecnológicas entre China e EUA, Lummis afirmou que “há generais, especialmente no Sudeste Asiático, que acreditam ser crucial manter uma reserva estratégica em Bitcoin”.
Ela reforçou que o Bitcoin está deixando de ser visto apenas como um ativo especulativo e ganhando importância como instrumento de soberania econômica.
“Estamos diante de uma guerra econômica em andamento. Precisamos estar preparados não apenas para confrontos militares, mas também para um cenário em que a moeda, os dados e os ativos digitais são armas”, disse.
BTC como instrumento de defesa econômica
A proposta de formar uma reserva nacional de Bitcoin ecoa práticas tradicionais de segurança econômica, como os estoques estratégicos de petróleo.
A ideia central é criar um fundo de reserva em BTC que possa ser utilizado como proteção contra crises financeiras, sanções internacionais ou manipulação de mercados por potências adversárias.
O contexto geopolítico: EUA, China e o novo terreno de disputa
Guerra econômica e moeda digital
A crescente rivalidade entre China e Estados Unidos extrapola a esfera militar. Está cada vez mais presente nos domínios da moeda digital, tecnologia blockchain, inteligência artificial e infraestrutura de dados.
A China, apesar de proibir o comércio e mineração de criptomoedas desde 2021, investe pesadamente no yuan digital, sua moeda digital de banco central (CBDC), e no desenvolvimento de tecnologias de controle financeiro descentralizado.
Enquanto isso, os EUA buscam se posicionar como líder global no setor de criptoativos, especialmente após a expansão dos ETFs de Bitcoin, adoção por empresas e movimentos políticos pró-BTC.
Lummis e Vance alertam sobre ameaça chinesa
Durante o evento Bitcoin 2025, realizado em 28 de maio em Nashville, o senador JD Vance reforçou a importância do Bitcoin na política externa americana. Segundo ele, o domínio das criptomoedas é uma nova corrida armamentista, “onde quem controlar a infraestrutura digital terá poder geopolítico”.
Vance declarou:
“Se os Estados Unidos não mantiverem sua liderança em Bitcoin e ativos digitais, outros países, como a China, preencherão esse vácuo. E isso será uma derrota estratégica.”
Apoio militar ao Bitcoin: Realidade ou estratégia política?
Embora o Departamento de Defesa dos EUA não tenha comentado oficialmente as declarações de Lummis, fontes próximas a centros de estudo militar e defesa econômica indicam que há, de fato, uma ala nas Forças Armadas interessada em estudar as implicações táticas e estratégicas do Bitcoin.
Oficiais posicionados em regiões próximas à influência chinesa — como Taiwan, Coreia do Sul, Filipinas e Japão — estariam entre os mais favoráveis à adoção de criptomoedas como ativos de proteção.
Isso se deve, em parte, ao crescente uso de sanções econômicas como armas de guerra, o que gera a necessidade de ativos soberanos e incensuráveis.
Implicações práticas da adoção
Se o Pentágono ou o Tesouro Nacional dos EUA decidirem incorporar Bitcoin a seus mecanismos de reserva, isso pode gerar:
- Uma valorização imediata do BTC no mercado;
- Um realinhamento da política monetária global;
- Adoção institucional em outras áreas do governo;
- Uma possível reação diplomática da China, que vê o Bitcoin como um risco à estabilidade do yuan digital.
A visão de Donald Trump sobre criptomoedas

O ex-presidente e pré-candidato republicano Donald Trump, que busca retornar à Casa Branca em 2025, tem declarado abertamente que deseja tornar os Estados Unidos a capital global das criptomoedas.
Em declarações recentes, Trump afirmou:
“Se não fizermos isso, a China vai dominar esse setor. E se a China dominar o mercado de criptomoedas, perderemos o controle sobre o próximo sistema financeiro mundial.”
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Da oposição ao apoio: mudança de postura
Vale lembrar que durante seu primeiro mandato, Trump foi crítico ao Bitcoin, classificando-o como “baseado no ar”. No entanto, a nova postura reflete uma mudança estratégica, possivelmente motivada pela influência de seus assessores econômicos e pela percepção de ameaça representada pela digitalização da moeda chinesa.
Bitcoin e segurança nacional: Uma nova fronteira
A proposta de usar Bitcoin como um ativo de reserva estratégica se apoia em três pilares:
- Descentralização: impossível de censurar ou confiscar por governos inimigos;
- Transparência e segurança: audível por qualquer parte e protegido por criptografia;
- Mobilidade e resistência a sanções: permite movimentações globais de capital sem intermediação de bancos ou sistemas estatais.
Essas características tornam o BTC ideal para resistir a embargos, sabotagens financeiras ou quebras de confiança no sistema fiduciário internacional.
Impacto no debate político
A proposta da senadora Cynthia Lummis, embora ainda não oficializada em forma de projeto de lei, já está transformando o debate eleitoral de 2025 nos EUA. Criptomoedas passaram a figurar como tema prioritário na agenda republicana — e, cada vez mais, também na plataforma democrata.
Reações do mercado e do setor cripto
As declarações da senadora e o apoio supostamente vindo de setores militares foram recebidos com entusiasmo por analistas e investidores. O preço do Bitcoin subiu ligeiramente nas horas seguintes à entrevista, e influenciadores cripto celebraram a entrada do tema em círculos estratégicos do poder americano.
Michael Saylor, presidente da MicroStrategy e entusiasta notório do Bitcoin, comentou nas redes sociais:
“Bitcoin é segurança nacional. Se os generais perceberam isso antes dos banqueiros, o futuro está mais próximo do que imaginamos.”
Possíveis riscos e desafios
Apesar do otimismo, alguns especialistas alertam para possíveis implicações geopolíticas negativas. Caso os EUA adotem o BTC como reserva estratégica, países adversários podem acelerar seus próprios projetos de moedas digitais soberanas, como forma de desdolarização agressiva.
Além disso, pode haver resistência dentro do próprio governo americano, especialmente entre setores ainda céticos quanto à volatilidade das criptos.
Conclusão: Um marco histórico para o Bitcoin?

O apoio de membros das Forças Armadas dos EUA à formação de uma reserva estratégica em Bitcoin marca uma nova etapa na institucionalização do ativo digital. O que antes era visto como uma alternativa marginal ao sistema bancário, agora é discutido nos corredores do Pentágono e nas campanhas presidenciais como ferramenta legítima de soberania nacional.
Enquanto os EUA repensam suas estratégias geopolíticas e econômicas para enfrentar a ascensão chinesa, o Bitcoin emerge como um elemento central nesse xadrez global. A proposta de Cynthia Lummis, reforçada por líderes como JD Vance e Donald Trump, pode ser o primeiro passo para uma nova doutrina de defesa baseada em tecnologia descentralizada.
O mundo observa. E o Bitcoin, cada vez mais, deixa de ser apenas uma moeda — para tornar-se uma questão de Estado.
