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Bitcoin rompe resistência e pode alcançar US$ 120 mil, indicam analistas com histórico de acertos

O Bitcoin permanece em uma faixa consolidada entre US$ 107 000 e US$ 110 500. Contudo, analistas com histórico forte de acertos, como Axel Adler Jr. da CryptoQuant, indicam que o ativo está prestes a iniciar um novo rally.

Com o suporte de ETFs, acúmulo institucional e expectativas de flexibilização monetária, o BTC pode alcançar níveis entre US$ 115 000 e US$ 123 000 ainda neste mês – e, em cenários otimistas, mirará a casa dos US$ 220 000.

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Por que o Bitcoin está se preparando para um movimento expressivo?

O mercado de ETFs de Bitcoin segue firme, com aportes volumosos diários — US$ 600 milhões em dados recentes. Essa demanda institucional oferece um piso robusto de suporte, limitando quedas e criando ambiente favorável para rompimentos técnicos.

O mercado já começa a precificar uma futura flexibilização monetária nos EUA, com cortes nas taxas de juros. Esse ambiente favorece ativos alternativos como o Bitcoin, visto como reserva de valor diante da desvalorização de moedas fiduciárias.

Eventos recentes, como o ataque hacker ao Banco Central do Brasil, reforçam a relevância de ativos descentralizados, transparentes e alternativos aos sistemas financeiros tradicionais. Denise Cinelli, COO da CryptoMKT, avalia:

“O interesse crescente dos grandes fundos através dos ETFs … reforçam a percepção sobre a importância de soluções descentralizadas e transparentes.”

Estrutura técnica: rompimento da resistência em US$ 110 500

Bitcoin
Imagem: Seu Crédito Digital / Freepik

Segundo operadores como Guilherme Prado (Bitget BR), o Bitcoin mantém uma estrutura de alta claramente marcada entre US$ 107 000 (suporte) e US$ 110 500 (resistência). O rompimento acima dessa faixa, especialmente com volume, é o gatilho necessário para abertura de espaço rumo a US$ 115 000–123 000.

Ponto de reversão: atenção ao suporte de US$ 107 000

Apesar do otimismo, Axel Adler Jr. adverte sobre o risco de pullback:

“O suporte local está em US$ 108 mil […] Há um forte suporte de base em US$ 105 mil — zona crítica para avaliar a profundidade da correção”.
Perder esses níveis pode validar novas entradas — tanto na baixa, com stops de proteção, quanto no fundo, para compradores que atuam no suporte.

Indicadores que confirmam o início de um novo ciclo

O momentum de 30 dias do Bitcoin chegou a +4,2%, saindo de uma zona neutra. Valores acima de zero indicam retomada da atividade de compra, embora ainda abaixo da média de longo prazo (+10%). Esse movimento sugere início de tração, mas com espaço para aceleração.

O indicador “Market‑to‑Realized Growth Rate” (ambos com média Móvel de 365 dias) transitou de valores negativos (-0.00056 em junho) para positivos (+0.00083 em julho), refletindo que o mercado está pagando um prêmio sobre o valor realizado, típico de fases iniciais de alta.

Reforço adicional vem de picos diários — +2,8% em 2 de julho — seguidos de leves correções e estabilização, apontando para um momento de acumulação antes do próximo movimento expressivo.

Aumento de interesse aberto em Futuros

O “open interest” nos contratos futuros de BTC cresceu +7% nos últimos 30 dias, após receber caps temporários nos meses anteriores. Esse crescimento indica que novos traders estão entrando no jogo, sugerindo suporte ao movimento de alta, mas ainda sem sinais de euforia excessiva.

Liquidações de curtíssimos (short squeeze)

A métrica de liquidações long‑short aponta que cerca de 9,5% mais posições vendidas foram liquidadas na última semana. Além de limpar ordens vendidas, este movimento fortalece o rally, estabelecendo o cenário ideal para uma corrida acelerada.

Índice “Poder do Mercado Futuro”

Esse índice combina capital em aberto, taxa de financiamento e ordens xtaker. Agora em +22 000 (SMA de 30 dias), já sinaliza predominância de posições compradas, ainda distante dos extremes anteriores (80‑100k), indicando potencial de crescimento sem superaquecimento.

Cenários projetados pelos analistas

Curto prazo: US$ 115 000–123 000

Analistas expõem que a faixa de US$ 123 000 é meta plausível em agosto, caso o BTC rompa US$ 110 500 e mantenha momentum e volume. Esse movimento seria impulsionado pelo otimismo institucional e fortalecimento fundamental.

Médio prazo: US$ 146 000–150 000

Rodrigo Miranda, da Universidade do Bitcoin, acredita que após consolidar no curto prazo, o BTC pode alcançar US$ 146 000 a US$ 150 000, impulsionado por demanda institucional deixando oferta cada vez mais escassa nas exchanges.

Longo prazo: US$ 180 000–220 000

Miranda projeta para este ciclo — posicionado pós‑halving — alvo audacioso entre US$ 180 000 e US$ 220 000, validado tanto por modelos de escassez quanto por padrões históricos de crescimento.

Estratégias para se posicionar

Aproveitar correções para acumular

Correções até o suporte de US$ 107 000 são consideradas boas oportunidades para posições compradas. Esse ponto oferece risk‑reward atrativo para novos investidores e para aqueles reposicionando.

Utilizar opções como hedge ou alavancagem

A compra de opções de compra (“calls”) com strike em torno de US$ 120 000–130 000 pode amplificar ganhos se o movimento confirmar. Isso permite obter exposição com risco limitado ao prêmio pago.

Stop-loss e gerenciamento de risco

Caso o Bitcoin perca o suporte em US$ 108 000, a exposição deve ser revista. Stops bem posicionados reduzem perdas em cenários adversos, protegendo o portfólio.

Riscos que podem mudar o panorama

Se as atas do Fed sinalizarem que a política monetária ainda seguirá apertada ou que os cortes de juros demorarão, a volatilidade negativa pode se intensificar, subindo as taxas de juros e fortalecendo o dólar, o que prejudica ativos de risco como Bitcoin.

Decisões sobre tarifas comerciais — especialmente a extensão de pausas — servem como gatilho. Boas notícias tendem a beneficiar ativos como BTC; notícias adversas podem provocar volatilidade simétrica.

Durante rallies anteriores o mercado presenciou vendas em fases especulativas. Compare, por exemplo, o momento entre US$ 124k–146k. Correções inerentes são esperadas.

Crises geopolíticas ou novos incidentes de cibersegurança (como ataques a exchanges ou bancos centrais) podem aumentar a aversão ao risco e gerar corridas para liquidez temporária.

Conclusão: otimismo cauteloso com metas claras

Bitcoin
Imagem: Freepik

O Bitcoin se aproxima de um momento crítico. A resistência em US$ 110 500 deve ser o gatilho para o próximo movimento altista, que pode trazer o preço para US$ 115 000–123 000 ainda este mês — abrindo espaço no médio prazo para US$ 146 000–150 000, e no longo prazo, US$ 180 000–220 000.

Indicadores como momentum positivo, crescimento do “open interest” e eliminação de posições vendidas formam um cenário otimista, ainda sem sinais de bolha. A manutenção do suporte acima de US$ 108 000 será essencial para evitar correções mais profundas.

Para investidores, a palavra de ordem é disciplina: entrar em suportes, proteger com stops, e aproveitar o movimento com responsabilidade. Para o Bitcoin, a próxima parada aguarda — e pode ser histórica.