Bitcoin em alta: criptomoeda testa US$ 121 mil e mercado analisa próximos movimentos diante de incertezas políticas e técnicas
Nesta sexta-feira, 18 de julho de 2025, o Bitcoin voltou a ganhar fôlego no mercado cripto e se aproximou da marca dos US$ 121 mil.
A criptomoeda mais valiosa do mundo mostra sinais de força renovada, impulsionada por dados econômicos positivos nos Estados Unidos e um ambiente mais propenso ao risco nos mercados globais.
Apesar do avanço, analistas alertam que a região dos US$ 121 mil funciona como uma barreira técnica importante e que o ativo ainda precisa romper esse patamar com convicção para iniciar uma nova perna de alta.
Leia mais:
Bitcoin encara linha histórica de tendência e alerta mercado para possível topo de ciclo
Panorama atual do mercado: BTC sobe 1% e se aproxima de zona crítica
De acordo com dados do CoinMarketCap, o Bitcoin é negociado neste momento a US$ 119.070, com valorização de cerca de 1% nas últimas 24 horas. A máxima recente foi registrada em US$ 120.998, indicando forte pressão compradora após o ativo atingir a mínima semanal de US$ 115.735 no dia 15 de julho.
A movimentação ocorre em um contexto de otimismo generalizado no mercado financeiro, com o MSCI da Ásia atingindo o maior nível desde 2021. O bom humor decorre principalmente de dados sólidos da economia americana, como aumento nas vendas do varejo, queda nos pedidos de auxílio-desemprego e resultados robustos de empresas listadas em Wall Street.
Análise técnica aponta zona de resistência e suporte chave
Resistência imediata em US$ 121 mil
A analista técnica e parceira da Ripio, Anna de Mattos, destaca que o preço atual está prestes a enfrentar uma resistência crítica em US$ 121 mil, que poderá ser determinante para o rumo do BTC nas próximas semanas:
“O bitcoin está testando uma resistência de curto prazo em US$ 121 mil. Para superá-la, será necessário um fluxo comprador expressivo. Caso consiga romper com força, os próximos alvos estão nas faixas de US$ 125 mil e US$ 130 mil”, afirma.
Suporte de curto e longo prazo
Contudo, caso a criptomoeda não consiga romper esse nível, o cenário de curto prazo poderá mudar drasticamente:
“Se o ativo enfrentar pressão vendedora significativa, o BTC pode recuar para o suporte em US$ 116 mil. Uma perda dessa faixa abriria espaço para uma queda até US$ 111.500, zona de suporte de longo prazo com baixa liquidez intermediária”, completa a analista.
O fator regulatório: o que está acontecendo nos Estados Unidos?
Enquanto o aspecto técnico é determinante para o curto prazo, o ambiente regulatório global, especialmente nos EUA, segue no centro das atenções dos investidores.
Nos últimos dias, a Câmara dos Representantes dos EUA rejeitou o pacote legislativo conhecido como Genius Act, que visava criar um arcabouço regulatório para stablecoins e outros ativos digitais.
Pressão de Trump não foi suficiente para aprovar o Genius Act
A proposta contava com apoio do ex-presidente e atual pré-candidato Donald Trump, mas não avançou na casa legislativa. A rejeição do projeto reforça o cenário de impasse regulatório nos EUA, considerado um dos maiores entraves à expansão institucional do mercado cripto.
“Esse ambiente de incerteza regulatória afeta diretamente o apetite por risco dos investidores institucionais. Mesmo com sinais técnicos positivos, a falta de clareza jurídica pode limitar o ímpeto comprador do BTC”, analisa Anna de Mattos.
Cenário internacional favorece ativos de risco
Apesar da tensão regulatória nos EUA, o ambiente macroeconômico tem sido favorável à valorização do Bitcoin. Segundo André Franco, CEO da Boost Research, o bom desempenho da economia americana — especialmente dos setores de consumo e tecnologia — tem se refletido na busca por ativos digitais como forma de diversificação e proteção.
Apelo por ativos tecnológicos impulsiona o BTC
“O bitcoin se beneficia da atual onda de otimismo global em relação à tecnologia e aos ativos digitais. O fortalecimento do apetite por risco, aliado à liquidez elevada no sistema financeiro internacional, tem sido crucial para sustentar a atual alta”, explica Franco.
Eleições no Japão e política monetária global também influenciam
Além dos dados dos EUA, as eleições iminentes no Japão e os ajustes monetários esperados na Europa e na China estão influenciando as taxas de câmbio, com o dólar ganhando força e o iene recuando.
Esse movimento também favorece moedas alternativas, como o Bitcoin, ao diluir a confiança em moedas fiduciárias tradicionais.
O que esperar do Bitcoin nas próximas semanas?
Com o BTC oscilando entre zonas críticas de suporte e resistência, analistas permanecem atentos a novos gatilhos — tanto no campo técnico quanto no político e econômico.
Cenários projetados: alta até US$ 130 mil ou correção até US$ 111 mil
- Cenário otimista: rompimento claro da faixa de US$ 121 mil, com alvos em US$ 125 mil e US$ 130 mil;
- Cenário neutro: consolidação entre US$ 116 mil e US$ 121 mil com lateralização prolongada;
- Cenário pessimista: perda do suporte em US$ 116 mil e queda até US$ 111.500.
Investidores institucionais monitoram entrada de capital via ETFs
Outro fator que pode influenciar o desempenho do BTC são os fluxos de capital nos ETFs de Bitcoin à vista aprovados nos EUA.
Segundo dados recentes da BlackRock e da Fidelity, houve uma entrada líquida de mais de US$ 400 milhões na última semana, o que indica renovado interesse por parte dos fundos institucionais.
Conclusão: mercado segue otimista, mas cautela permanece
O Bitcoin se encontra em um momento decisivo. Com valorização consistente ao longo da semana e testes técnicos importantes em curso, o mercado permanece dividido entre a expectativa de rompimento para novas máximas e o receio de correções abruptas em caso de decepções regulatórias ou econômicas.
Enquanto isso, investidores institucionais e de varejo acompanham atentamente os desdobramentos nos Estados Unidos, na Ásia e na Europa, em busca de sinais que possam confirmar se o BTC está pronto para romper os US$ 121 mil e buscar novas máximas históricas — ou se enfrentará mais uma rodada de realização.