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Tarifas de Trump impulsionam corrida por ativos digitais e levam Bitcoin a recorde histórico

Bitcoin atinge US$ 112.500 sob influência de tarifas dos EUA, com cenário técnico favorável e fluxo de opções otimista. Entenda os fatores que energizam essa alta.

Tainara FerreiraPor Tainara Ferreira5 min de leitura
Bitcoin

O Bitcoin (BTC) atingiu um novo recorde histórico de US$ 112.500 na quinta-feira, 10 de julho de 2025, impulsionado tanto pela adoção contínua de ativos de risco quanto por um ambiente macroeconômico conturbad.

Isso tudo marcado pela imposição de tarifas comerciais por parte do presidente Donald Trump. Entenda todos os detalhes sobre o assunto a seguir.

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O impulso por trás da valorização

Desde o rompimento de US$ 110.000, o Bitcoin vinha oscilando entre US$ 111.500 e US$ 112.000, enquanto os futuros de ações nos EUA recuavam. No entanto, a nova leva de tarifas — variando de 20% a 50% para 22 países, com o Brasil recebendo a maior alíquota — agitava o mercado global.

Ainda assim, segundo especialistas, o movimento segue sustentado por forte força compradora, o que sustenta a valorização em meio a incertezas macroeconômicas.

O dólar norte-americano, que se manteve estável em torno de 97,4, foi impactado marginalmente, mantendo-se firme apesar da desvalorização do real brasileiro, que recuou cerca de 2,8%, chegando a R$ 5,60, conforme relatado pela Reuters.

Fatores de curto prazo e análise técnica

Bitcoin
Imagem: Ginger_Cat / shutterstock.com

Diversos analistas destacam que o movimento recente de alta tem apoio técnico, apontando metas concretas após o rompimento:

  • Extensões de Fibonacci: O próximo objetivo está entre US$ 112.200 e US$ 114.500, de acordo com Ana de Mattos, da Ripio.
  • Regiões de suporte: Em caso de correção, os patamares de US$ 106.700 e US$ 101.475 são vistos como zonas de escorregamento técnico plausível.

Outro analista, Murilo Cortina, da QR Asset Management, observou que o rompimento de US$ 110.000 representou forte pressão compradora e superação de uma barreira psicológica relevante. Já para André Franco, da Boot Research, o cenário de curto prazo segue positivo, com liquidez elevada e menor sensibilidade das ações à guerra tarifária.

Impacto das tarifas de Trump: além do câmbio

As tarifas anunciadas por Trump, que incluem alíquotas de 50% sobre as exportações brasileiras, exerceram pressão sobre o real e os ativos emergentes. O setor tecnológico, por sua resiliência, tem captado parte da demanda por ativos de risco — o que beneficia o Bitcoin.

Especialistas alertam, porém, para um cenário de corrida global por estocagem de risco. A continuidade dessas medidas, sobretudo se estendidas a economias como China e União Europeia, pode aumentar a volatilidade e exigir cautela.

Contratos de opções refletem otimismo

Nos bastidores, dados de mercado indicam que há um número elevado de opções compradas (calls) em níveis de US$ 115.000 a US$ 120.000 até o fim de julho na Deribit. Segundo analistas, esse fluxo sinaliza expectativas de novas altas no curto prazo.

Ao mesmo tempo, o mercado de opções registra volume recorde, com mais de US$ 40 bilhões em contratos abertos recentemente, refletindo confiança e liquidez profunda.

Cenários prováveis: altas ou correções

A análise técnica apresente dois caminhos possíveis:

  1. Rali continuado: com rompimento consistente acima de US$ 114.500, o BTC pode acelerar rumo a patamares acima de US$ 120.000 e abrir caminho para a faixa de US$ 130.000–US$ 135.000, segundo projeções Fibonacci.
  2. Puxada de liquidez: caso entre fluxo vendedor, é esperada correção até a faixa entre US$ 106.700 e US$ 101.500, mantendo a estrutura de alta intacta, mas renovando aportes em níveis mais baixos.

Perspectiva macrossistêmica e portfólio digital

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Enquanto o dólar tenta estabilizar após pico, investidores parecem dispostos a manter exposição a cripto, mesmo diante da turbulência tarifária. E isso constitui um elemento-chave: o BTC passou a ser tratado como um ativo de risco diversificado e, em alguns casos, como alternativa estratégica em portfólios.

Conforme detalhado pela Gate.com, tarifas mais elevadas aumentam a demanda por ativos alternativos e proteção de valor, o que favorece tanto o Bitcoin quanto o mercado cripto como um todo.

Riscos e volatilidade continuam vigentes

Ainda que o momento atual seja positivo, o mercado permanece sensível ao aumento de alavancagem, paralelamente ao elevado volume de opções. Isso eleva o risco de oscilações abruptas em caso de liquidações forçadas.

Adicionalmente, o risco geopolítico — com novas tarifas, retali ações ou problemas com China e UE — pode minar o índice de risco global, equilibrando o movimento de alta com incertezas.

O que observar nas próximas semanas

  • Novos anúncios de tarifas que possam afetar grandes economias;
  • Evolução técnica dos níveis de suporte e resistência mencionados;
  • Dados de Deribit sobre vencimentos de opções e psicologia do mercado;
  • Indicadores macroeconômicos como yields e decisões do Fed, que podem realinhar fluxo global.

Considerações finais

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Imagem: Arsenii Palivoda / shutterstock

A nova máxima histórica de US$ 112.500 é reflexo de um mercado cripto em sintonia com o ambiente de risco globalizado. O Bitcoin se beneficia do interesse institucional, liquidez elevada e fundos buscando diversificação. No entanto, permanece vulnerável a fatores macroeconômicos, geopolíticos e estruturais.

Com base nas análises técnicas e fluxo de opções, a perspectiva de alta até US$ 115.000–120.000 e US$ 135.000 é plausível — desde que as barreiras respondam com força compradora e sem excesso de alavancagem especulativa.

Contrariando o rótulo de “bolha”, o momento atual parece mais uma fase de fortalecimento, em que o Bitcoin reafirma seu papel como ativo de risco, reserva estratégica e componente estratégico em carteiras modernas.

Tainara Ferreira

Autor

Tainara Ferreira

Tainara Ferreira atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, contribuindo com pautas que facilitam o entendimento de políticas públicas, programas sociais, economia do dia a dia e direitos dos cidadãos. Com olhar atento aos temas que impactam diretamente a vida da população brasileira, tem como missão traduzir informações complexas em conteúdos claros, úteis e acessíveis.

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