Bitcoin rumo aos US$ 100 mil: O que esperar agora? Análise da Sentora revela níveis críticos de suporte
O Bitcoin luta para manter o nível de US$ 100 mil após nova queda. A análise da Sentora destaca zonas críticas de suporte e alerta para possível volatilidade.
O Bitcoin (BTC), a principal criptomoeda do mercado global, voltou a atrair atenção após recuar de seu recorde histórico registrado em maio. Após superar a marca simbólica de US$ 100.000, o BTC enfrentou dificuldades para sustentar o avanço e atualmente encontra-se em uma fase de consolidação.
No início de junho, o preço chegou a cair para cerca de US$ 101.000, gerando apreensão entre investidores.
No entanto, uma análise recente da empresa de inteligência blockchain Sentora — anteriormente conhecida como IntoTheBlock — revelou níveis críticos que podem determinar o futuro do ativo nas próximas semanas. A pergunta agora é: o suporte dos US$ 95 mil será suficiente para conter uma nova pressão de venda?
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Panorama atual do mercado: instabilidade em meio à consolidação
Desde que alcançou sua nova máxima histórica em maio, o Bitcoin tem encontrado obstáculos para avançar além da casa dos US$ 105 mil. A valorização inicial, alimentada por fluxos recordes em ETFs spot nos Estados Unidos, esfriou nas últimas semanas, refletindo um mercado cauteloso.
O movimento de lateralização — com pequenas correções e tentativas de retomada — deixou os analistas divididos. Parte acredita que o BTC está se preparando para uma nova arrancada, enquanto outros alertam para o risco de correções mais profundas se suportes importantes forem perdidos.
Volatilidade moderada e investidores em compasso de espera
No momento da redação deste artigo, o Bitcoin era negociado em torno de US$ 104.400, acumulando um ganho de aproximadamente 3% nas últimas 24 horas. Apesar da leve recuperação, os volumes de negociação e o sentimento geral de mercado indicam uma fase de atenção redobrada.
Sentora destaca zonas de defesa e risco para o BTC

A Sentora utilizou a chamada análise de custo-base, que examina onde os investidores adquiriram suas moedas e o volume comprado em cada faixa de preço.
A metodologia permite identificar áreas de forte suporte (quando muitos investidores compraram em um determinado nível e tendem a defender suas posições) ou resistência (quando os investidores podem vender para sair do prejuízo).
Na representação gráfica, pontos verdes sinalizam suporte (normalmente abaixo do preço atual), enquanto pontos vermelhos indicam resistência (acima do valor atual). Quanto maior o ponto, maior o volume de BTC adquirido naquela faixa e, portanto, maior a força potencial daquela zona.
US$ 95 mil a US$ 99 mil: o campo de batalha decisivo
Segundo a Sentora, a região entre US$ 95.000 e US$ 99.000 é atualmente a principal zona de suporte on-chain para o Bitcoin. Isso se deve à forte acumulação de BTC por investidores nesse intervalo de preços.
Essa faixa representa uma “almofada” para o ativo, ou seja, se o preço voltar a recuar, é esperado que os investidores reforcem suas posições, comprando mais BTC para manter suas estratégias. O comportamento coletivo, se confirmado, poderia impedir quedas mais acentuadas e até impulsionar uma nova fase de alta.
Por outro lado, caso esse suporte seja rompido, o alerta da Sentora é claro: o mercado deve se preparar para um aumento considerável na volatilidade.
Análise técnica: os próximos movimentos no gráfico do Bitcoin
Do ponto de vista técnico, o BTC permanece acima de suas principais médias móveis, mas com sinais de fraqueza no curto prazo. O Índice de Força Relativa (RSI), por exemplo, ainda opera abaixo de 60, sugerindo ausência de forte pressão compradora.
A linha de tendência traçada desde o início do ciclo de alta em 2023 permanece intacta, mas vem sendo testada com frequência, sinalizando que o momento de decisão pode estar próximo.
Suportes e resistências imediatos
- Suporte principal: US$ 95.000 – US$ 99.000 (forte acúmulo on-chain)
- Suporte secundário: US$ 92.000 (última retração de 38,2% de Fibonacci)
- Resistência imediata: US$ 105.000 (máxima de junho)
- Resistência crítica: US$ 110.000 (linha psicológica + zona de liquidez)
Volume de negociação segue em declínio
Outro fator relevante observado pelos analistas é a redução no volume negociado em exchanges centralizadas. Embora o preço do BTC se mantenha relativamente estável, a menor movimentação pode ser um sinal de indecisão, o que costuma anteceder movimentos bruscos no gráfico.
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Sentimento do mercado: entre o otimismo cauteloso e o medo latente
O índice Fear & Greed, que mede o sentimento geral do mercado cripto, está atualmente na faixa de 52 pontos — um retrato de “neutralidade”. O indicador havia atingido 76 em maio, durante o rali de alta, mas recuou nas últimas semanas com a correção de preços e incertezas macroeconômicas.
Fluxo de ETFs continua positivo, mas desacelerou
O fluxo de entrada líquida em ETFs de Bitcoin spot, como o IBIT da BlackRock e o FBTC da Fidelity, continua positivo, mas com ritmo reduzido. Segundo dados do CoinShares, os produtos de investimento em cripto registraram entradas de US$ 487 milhões na última semana de maio, número que caiu para cerca de US$ 180 milhões nos primeiros dias de junho.
Macroeconomia e política monetária no radar dos investidores
As próximas decisões do Federal Reserve (Fed) dos EUA podem ter impacto direto no preço do BTC. O mercado espera cortes nas taxas de juros ainda em 2025, mas a inflação americana acima do esperado tem gerado dúvidas sobre o timing do afrouxamento monetário.
Caso o Fed adote uma postura mais agressiva, ativos de risco como o Bitcoin podem enfrentar pressão. Por outro lado, sinais de flexibilização poderiam renovar o apetite por BTC como reserva de valor e proteção contra a desvalorização do dólar.
Bitcoin a US$ 100 mil: e agora?

A zona dos US$ 100 mil voltou a ser uma referência psicológica importante. Mais do que um número redondo, o nível representa um divisor de águas entre um mercado otimista e uma possível reversão temporária de tendência.
Se os touros vencerem
Caso o suporte de US$ 95 mil se mantenha e os investidores retomem a compra agressiva, o Bitcoin pode buscar novamente as resistências em US$ 105 mil e US$ 110 mil. A superação dessas marcas abriria caminho para novas máximas históricas, com alvos especulativos em US$ 120 mil e até US$ 135 mil nos próximos meses.
Se os ursos assumirem o controle
Por outro lado, uma quebra abaixo de US$ 95 mil poderia gerar uma cascata de liquidações, sobretudo em posições alavancadas, o que poderia levar o preço de volta à zona de US$ 88 mil – US$ 90 mil, onde há outro suporte relevante identificado por analistas técnicos.
Considerações finais: atenção redobrada e cautela estratégica
A análise da Sentora não é uma profecia, mas sim uma leitura técnica de padrões de comportamento que podem se repetir. O Bitcoin está em um ponto de inflexão, e os próximos dias devem ser decisivos para o rumo do mercado em junho.
Investidores — institucionais ou de varejo — devem acompanhar de perto os dados on-chain, os indicadores técnicos e as sinalizações macroeconômicas, buscando montar estratégias que considerem diferentes cenários.
