O Bitcoin (BTC) está no centro das atenções novamente, após semanas de fortes valorizações que o levaram a romper recordes históricos, superando a marca dos US$ 122 mil em 14 de julho de 2025. Agora, investidores e traders se perguntam: o BTC conseguirá manter essa força ou estamos diante de uma nova correção?
Bitcoin em ponto de inflexão: preço pode romper US$ 120 mil ou iniciar nova correção, apontam analistas
Bitcoin enfrenta resistência em US$ 120 mil após recorde histórico; analistas estão divididos sobre próximo movimento. Confira análise técnica e previsões para o BTC.
Nesta quarta-feira, 23 de julho, o ativo digital é negociado em torno de US$ 117.900, com queda de 0,3% nas últimas 24 horas, segundo dados do Portal do Bitcoin e da CoinGecko. Esse recuo, embora leve, é interpretado por alguns como um sinal de exaustão da alta — e por outros, como uma consolidação saudável antes de novos avanços.
A dúvida central: o Bitcoin vai conseguir fechar a semana acima de US$ 120 mil?
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Divisão entre traders e sinais contraditórios nos gráficos
Mercado de previsões revela divisão entre otimismo e cautela
No mercado de previsões da Myriad, plataforma que acompanha as apostas de traders em movimentos futuros de preço, apenas 47% acreditam que o BTC encerrará a semana acima de US$ 120 mil, enquanto 53% estão mais céticos. O número revela um mercado indeciso, ainda digerindo os efeitos do último rali e testando os limites técnicos da criptomoeda.
Análise técnica reforça zona de incerteza
No gráfico de 4 horas, o Bitcoin se encontra próximo a uma linha de tendência descendente que começou a se formar após o pico em 14 de julho. Esse comportamento, típico de correções pós-topo histórico, gera preocupações quanto à força compradora necessária para sustentar um novo avanço.
Entre os indicadores mais relevantes do momento estão:
Squeeze Momentum Indicator: compressão em andamento
O Squeeze Momentum Indicator (SMI) mostra uma fase de baixa volatilidade que pode anteceder um movimento mais forte — para cima ou para baixo. Essa “compressão” é comum antes de rompimentos importantes e pode sugerir um movimento direcional significativo nas próximas sessões.
Índice Direcional Médio (ADX) sugere tendência enfraquecida
Com leitura atual de 13, o ADX sinaliza que não há uma tendência bem definida no momento. Esse valor está abaixo do limiar de 20, considerado necessário para confirmar uma tendência forte. Para os touros (traders otimistas), isso é um sinal de alerta: rompimentos de resistência sem força tendem a ser falsos.
Padrões técnicos sugerem estrutura de alta, mas há obstáculos

Médias móveis mantêm viés positivo
A estrutura técnica no gráfico diário permanece positiva, com a Média Móvel Exponencial (EMA) de 50 dias acima da EMA de 200 dias. Esse cruzamento é classicamente interpretado como sinal de força no médio prazo, com suporte firme em torno de US$ 116 mil.
Volume em queda durante rali preocupa
Apesar da estrutura otimista, analistas apontam que o volume de negociação tem diminuído durante os últimos avanços de preço. Isso sugere perda de ímpeto e levanta a possibilidade de que o rali esteja sendo impulsionado por poucos compradores — um cenário instável, que pode levar a reversões súbitas.
Índice de Força Relativa (RSI): sem excesso, mas já elevado
O RSI (Índice de Força Relativa) está em 59, indicando que o BTC ainda não está sobrecomprado, mas já se aproxima de níveis elevados. Leituras acima de 70 geralmente indicam risco de correção, enquanto abaixo de 30 sugerem sobrevendido.
Possíveis cenários: rompimento ou rejeição em US$ 120 mil?
Níveis técnicos no radar dos traders
- Resistência imediata: US$ 120.000 (barreira psicológica e técnica);
- Resistência forte: US$ 122.838 (recorde histórico de 14 de julho);
- Suporte imediato: US$ 117.500 (Volume Profile Point of Control);
- Suporte crítico: US$ 115.000.
Cenário 1: Rompimento confirmado
Caso o Bitcoin rompa com volume e se mantenha acima de US$ 120 mil, o mercado pode mirar US$ 129 mil e US$ 131 mil como próximas resistências. Esse movimento acionaria stop-losses de posições vendidas e poderia gerar uma nova onda de compras impulsiva.
Cenário 2: Rejeição e correção
Caso o BTC falhe em se manter acima de US$ 117.500, o ativo pode testar US$ 115 mil — e abaixo disso, a tendência de alta seria seriamente comprometida no curto prazo. Isso poderia levar o ativo até US$ 112.500, região técnica de suporte testada anteriormente.
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Fatores externos influenciam movimento do BTC
Cenário macroeconômico segue sendo peça-chave
A próxima reunião do Federal Reserve é aguardada com ansiedade. Caso o banco central americano sinalize cortes de juros ainda em 2025, ativos de risco como o Bitcoin tendem a ser favorecidos. Por outro lado, dados de inflação acima do esperado podem inverter esse quadro.
Liquidez global e ETFs ainda sustentam a tese de alta
Segundo dados do Federal Reserve Bank, o índice M2 de liquidez global atingiu novo pico no início de julho — e histórica correlação positiva com o Bitcoin indica que mais liquidez tende a gerar mais valorização.
Além disso, os ETFs spot de Bitcoin nos EUA seguem com fluxo positivo líquido, apesar da volatilidade. O fundo IBIT, da BlackRock, ainda lidera em volume diário de negociação, sendo usado como barômetro por grandes gestores institucionais.
Altcoins ganham espaço com lateralização do BTC
Enquanto o Bitcoin oscila próximo a US$ 120 mil, diversas altcoins — criptomoedas alternativas — ganharam fôlego nas últimas sessões.
BNB, XRP e Solana se destacam
- BNB atingiu novo recorde de US$ 808 e voltou ao top 5 das criptomoedas mais valiosas;
- XRP subiu mais de 70% em julho, com investidores reagindo ao aumento de volume e expectativa de uso institucional;
- Solana (SOL) também experimenta alta, sendo apontada como plataforma alternativa ao Ethereum em aplicações DeFi e NFTs.
Essa movimentação confirma uma possível altseason, termo usado para descrever momentos em que altcoins superam o desempenho do BTC.
Conclusão: Bitcoin em compasso de espera, mas com fundamentos sólidos

A atual fase do Bitcoin é de consolidação em zona de resistência, com o mercado dividido entre uma nova perna de alta e uma correção técnica saudável. Embora a tendência de médio prazo permaneça positiva, a ausência de impulso forte no curto prazo mantém a cautela.
Os traders monitoram de perto o patamar dos US$ 120 mil, considerado ponto de inflexão decisivo para os próximos dias. A força institucional, avanço regulatório e liquidez favorável ainda sustentam a tese de valorização, mas é preciso atenção aos volumes e aos dados macroeconômicos que surgirão até o fim da semana.
