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BLOQUEIO? Abrir MEI cancela o Bolsa Família?

Descubra o que acontece se uma pessoa que recebe o Bolsa Família vira um Microempreendedor Individual (MEI)!

Bruna MachadoPor Bruna Machado2 min de leitura
Pessoa com máscara no rosto e segurando um cartão do Bolsa Família com a ilustração de um cadeado em cima, indicando bloqueio.

Antes de mais nada, devemos lembrar que o objetivo do Bolsa Família é levar emancipação financeira às pessoas em situação de pobreza. No entanto, principalmente depois da pandemia, muitas pessoas decidiram seguir o caminho do empreendedorismo, para garantir essa emancipação. 

Desse modo, os empreendedores podem se regularizar por meio do programa Microempreendedor Individual (MEI). Mas, afinal, será que essa regularização do trabalhador autônomo pode cancelar o benefício do Bolsa Família? Entenda agora!

MEI não corre o risco automático de ser cortado do Bolsa Família

Quando se fala em ocupação, devemos destacar que o Bolsa Família institui regras sobre a renda, mas não sobre o tipo de emprego.

Por exemplo, as pessoas de carteira assinada, se estiverem dentro das regras, podem continuar recebendo a renda do governo. Ou seja, é possível ser MEI e receber a transferência de renda do Bolsa Família. 

O programa social em questão também institui suas regras sobre a saúde e educação do ciclo familiar contemplado. No entanto, neste artigo, vamos destacar apenas a regra sobre a renda. Em suma, o Bolsa Família é recebido quando a renda per capita é de até R$ 218.

Ou seja, cada integrante da família que recebe o auxílio do governo não pode ter uma renda maior que R$ 218 por mês. Para chegar a esse cálculo, é preciso somar a renda da família e dividi-la por todos os membros. 

Dessa forma, se o valor se manter nessa renda per capita, o benefício não é cancelado. Além disso, o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) poderá cruzar os dados da declaração anual do MEI para certificar-se do cumprimento dessa regra. 

Como funciona o MEI?

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Inúmeras categorias de trabalho informal podem ser regularizadas com o MEI. Com esse registro, o empreendedor passa a ser uma Pessoa Jurídica (PJ) e recebe um Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). 

Para manter o CNPJ ativo, ele precisa fazer sua declaração anual e pagar a guia do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS). Desse modo, o MEI garante o recolhimento de seus impostos e sua contribuição ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). 

Imagem: rafapress e elimam / shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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