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Bolsa Família: descubra se você está na mira do governo para desligamento

Será feito um pente-fino entre os beneficiários do Bolsa Família para identificar aqueles que estão recebendo forma irregular. Veja mais

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins2 min de leitura
Imagem de mulher segurando um cartão do Bolsa Família usando uma máscara facial branca

Em março, o governo federal irá relançar o Bolsa Família como principal programa de transferência de renda do Brasil. Dessa forma, também será feito um pente-fino entre os beneficiários no intuito de identificar aqueles que estão recebendo os repasses de forma irregular, sem cumprir os requisitos do programa.

Assim, segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, a análise será feita entre os meses de março e dezembro de 2023. À vista disso, a análise será feita durante todos esses meses para que não haja filas de espera nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). 

Dessa forma, caso o chefe da família não seja convocado a comparecer em uma das unidades, quer dizer que não houve problemas com o seu cadastro.

Inclusão de novas famílias

De acordo com Wellington Dias (PT), chefe da pasta, cerca de 5 milhões de cadastros serão analisados. Segundo a Controladoria-Geral da União, ao menos 2,5 milhões de famílias recebem o Bolsa Família (atual Auxílio Brasil) de forma irregular.

“O objetivo dessa iniciativa é abrir a porta e dar as mãos aos mais pobres, incluir quem está de fora e corresponde aos critérios e excluir quem está recebendo irregularmente. Quem realmente precisa da transferência de renda não será desligado.“

Pente-fino

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Portanto, o foco principal do pente-fino são as famílias unipessoais, isto é, formadas por uma pessoa só. Em 2022, durante a gestão de Jair Bolsonaro, esse grupo teve um aumento de 120% e há suspeitas de que pelo menos metade desses cidadãos estão incluídos no programa irregularmente, por meio de fraude.

Ademais, também estão na mira do governo aqueles que não cumprem os requisitos, como a renda máxima permitida para integrar o programa (R$ 210,00 por pessoa da família), e declaram informações falsas no momento do cadastro. Além disso, as famílias que estão com dados desatualizados serão chamadas para o recadastramento e, caso não compareçam, podem perder o benefício.

Imagem: rafapress / shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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