“Quando o poder público investe gera emprego, gera renda e gera oportunidade do ponto de vista do impacto no PIB brasileiro. Por exemplo, nós vamos trabalhar o reajuste do Bolsa Família, isso é muito importante. O impacto disso na economia é real na vida lá do pequeno comércio, na economia local, é muito grande”, afirmou o líder do governo em entrevista ao Conexão GloboNews.
Proposta antiga
No segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2008, a Câmara já estudava a criação de uma regra fixa para o reajuste anual do valor do Bolsa Família. Assim, o Projeto de Lei 3520/08, era de autoria do deputado Antônio Carlos Magalhães (ACM) Neto (DEM-BA). “Seria uma forma de repor, a cada ano, as perdas que os beneficiários do Bolsa Família têm com o aumento da inflação”, pontuou o deputado.
Portanto, a proposta estabelecia que o valor do Bolsa Família seria corrigido pela variação do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) acumulada nos últimos 12 meses.
Promessa
À vista disso, antes mesmo do início da campanha eleitoral à presidência da República, a equipe de Lula, além da mudança do nome do programa social de Auxílio Brasil para Bolsa Família, já pretendia aumentar o benefício pago e a criar um reajuste anual automático dos valores do programa.
Contudo, para colocar esse e outros planos de governo em prática, é preciso, antes de mais nada, buscar espaço no Orçamento e ter a aprovação da maioria do Congresso Nacional.
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