“A maioria dos ataques são dos bolsonaristas que, mesmo após a posse de Lula, seguem tranquilamente acampados cometendo crimes na porta dos quartéis”, relata uma das postagens.
Repórter e cinegrafista são agredidos
O caso mais recente de agressão contra profissionais do jornalismo foi nesta sexta-feira (6), em frente ao quartel do Exército que se localiza na Av. Raja Gabáglia, em Belo Horizonte/MG.
Em um repost do jornal “O Tempo” feito pelo Sindicato, além de agressão física, um repórter e um cinegrafista tiveram seus equipamentos de trabalho danificados. O cinegrafista foi empurrado e o repórter recebeu um soco na nuca. Entretanto, um guarda que estava no local apartou a situação.
Vale ressaltar que os jornalistas realizavam a cobertura do desmanche do acampamento, que estava sendo feito pela Guarda Municipal por ordem da prefeitura.
Fotógrafo é hospitalizado
Na última quinta-feira (5), um repórter fotográfico do “Jornal Hoje em Dia” teve que ser levado ao hospital após sofrer agressão de seguidores radicais do ex-presidente Bolsonaro. O fotógrafo registrava, de longe, as manifestações que ocorriam no quartel do Exército, desde o mês de novembro.
Em nota, o Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais apontou:
“Esse é mais um episódio lamentável da escalada de violência contra jornalistas promovida pela extrema-direita bolsonarista brasileira. O Sindicato presta toda solidariedade ao repórter e cobra, mais uma vez, das autoridades apuração e punição rigorosa para os agressores. Não há ainda informações se alguém foi preso”.
Prefeito presta solidariedade
Conforme a publicação mais recente do SJPMG, o prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman, prestou solidariedade aos acontecimentos, após conversar com a presidente da corporação, Alessandra Mello.
O chefe do executivo “manifestou sua solidariedade aos jornalistas agredidos e classificou como intolerável e um atentado ao estado democrático de direito as agressões”, declara o Sindicato.
Agressões em todo o país
Segundo pesquisa da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo – Abraji, em parceria com a Federação Nacional de Jornalistas – Fenaj, foram registradas, no Brasil, cerca de 70 agressões contra jornalistas. Os atos violentos foram causados desde o fim das eleições.
Cerca de 65 desses ataques ocorreram durante a cobertura dos acampamentos e manifestações nas rodovias. A associação constatou atos de agressão em 19 estados brasileiros e no Distrito Federal. De acordo com o estudo, os maiores índices registrados foram: 9 em São Paulo, 7 no Rio de Janeiro, 6 em Santa Catarina, 6 no Paraná e 6 no Distrito Federal.
Todavia, como a pesquisa foi divulgada no dia 3 de janeiro, ainda não há, dentre os dados compilados, os episódios ocorridos na capital mineira.
Ademais, a Abraji declarou que, durante a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não houve impedimento do trabalho jornalístico ou registros de violência contra profissionais da imprensa.
Imagem: Fernando Moreno/ shutterstock.com