Em março de 2021, um dos piores meses da pandemia de Covid-19 no Brasil, o vereador Carlos Bolsonaro fazia uma intensa campanha contra o isolamento social.
Bolsonaro bancou home office do filho com cartão corporativo
Foi constatado que filho de Bolsonaro teve estadia paga em hotel para realizar home office com o cartão corporativo. Saiba mais!
Ainda que propagasse o discurso de que o home office e o isolamento acabariam com a economia do país, o próprio parlamentar evitou comparecer em compromissos políticos presencialmente. Dessa forma, realizando atividades pertinentes on-line.
Neste mesmo período, o cartão corporativo do ex-presidente Jair Bolsonaro custeou 11 dias de hospedagem no Hotel Nobile Suítes Monumental, em Brasília, para o filho realizar home office.
Família Bolsonaro alega gasto como hospedagem de segurança
Quando questionada sobre o gasto, a família Bolsonaro alegou ser uma questão de segurança para familiares do ex-presidente.
Contudo, exceto sua atuação como vereador no estado do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro nunca teve um papel formal no governo do pai. No entanto, as suas visitas ao Planalto foram igualmente colocadas sob sigilo.
A hospedagem custou mais de R$ 2 mil aos cofres públicos até o momento, e contraria o discurso realizado pelo vereador na época.
Carlos Bolsonaro é alvo de investigação
Atualmente, Carlos é alvo de investigação por realizar rachadinha, que consiste no repasse de parte dos salários dos assessores para o parlamentar.
Além disso, as acusações também incluem disseminação de fake news e incitação à violência e atos antidemocráticos. A primeira acusação, relativa à rachadinha, data de 2019 e ainda se encontra em julgamento.
Segundo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em entrevista ao programa Cara a Tapa, rachadinha “é uma prática comum (…) e em cargo de comissão você pode botar quem bem entender ali”.
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+311 mil seguidores
Quanto à disseminação de fake news, a prática ainda é realidade em seus perfis nas redes sociais. Em 19 de janeiro, o vereador compartilhou o seguinte tweet:
Entretanto, a fake news já foi desmentida. Segundo informações coletadas pelo Estadão, a perda da verba se deu por ação de Bolsonaro e a correção ocorrerá em fevereiro, quando a medida perde a validade.
Imagem: Celso Pupo/shutterstock.com
