Confira, abaixo, por quais suspeitas de crimes Bolsonaro pode ser investigado depois de deixar a presidência, ou seja, por meio de processos na Justiça comum.
Processos que o ex-presidente Bolsonaro pode ter de enfrentar na Justiça comum
Enquanto ainda estava na presidência, Bolsonaro já era investigado em 4 diferentes inquéritos:
- interferência na Polícia Federal;
- vazamento de dados sigilosos de ataque ao TSE;
- fake news, ataques e notícias falsas sobre ministros do STF;
- disseminação de notícias falsas da vacina contra Covid-19.
Agora, sem foro privilegiado, os processos devem ter andamento na Justiça comum, e não há mais necessidade de autorização de instâncias para dar continuidade às investigações sobre o político.
Além disso, Bolsonaro precisará contratar um advogado particular para enfrentar os processos. Enquanto presidente, ele contava com a AGU (Advocacia-Geral da União), mas também não tem mais direito a solicitar trabalhos de advogados da União.
Ações sobre o ex-presidente
Além dos processos citados acima, Jair Bolsonaro também consta em outras doze ações no TSE. As acusações são sobre crimes contra o sistema eleitoral. Uma delas, por abuso de poder político.
O acontecido envolve Bolsonaro e o general Braga Netto, que, em evento realizado no Palácio da Alvorada no ano passado, em que estavam presentes diversos embaixadores estrangeiros, o então presidente e o general deram declarações que atacavam o Poder Judiciário e o sistema eleitoral.
Sem o foro privilegiado, se em alguma das investigações Jair Bolsonaro for condenado, o ex-presidente não poderá mais ser eleito, ou seja, se tornará inelegível.
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