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Bradesco, Itaú e Santander querem ‘CENSURAR’ este comercial; entenda motivo

Instituições financeiras como Bradesco, Itaú e Santander entraram com pedido para retirar um comercial do ar. Saiba mais!

Amanda SampaioPor Amanda Sampaio2 min de leitura
Mulher lendo um documento com uma caneta na mão, enquanto segura um cartão de crédito. Em desfoque, há alguns cartões de crédito e uma calculadora em cima da mesa.

Algumas instituições financeiras, como o Bradesco, o Itaú e o Santander, entraram com pedido no Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) para tirar do ar um comercial. Na peça publicitária, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) defende o parcelamento sem juros em cartões de crédito.

O vídeo mostra uma intenção clara de tentar derrubar a competitividade de compras parceladas sem juros. Isso aconteceu depois do presidente do Banco Central (BC), Campos Neto, afirmar que os altos juros desse tipo de crédito (chamado “crédito rotativo”) é a maior causa de dívidas dos brasileiros.

Posicionamento dos bancos “censurar” comercial

Em suas falas, o presidente do BC garante que a o cenário de endividamentos se dá devido aos parcelamentos sem juros. No entanto, a Abrasel defende a modalidade. Segundo o órgão, mudar a forma de parcelamento poderia garantir mais perdas para a sociedade.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) compartilhou dados que provam o parcelamento no cartão de crédito sem juros são mais de 75% do total gastos em compras parceladas. Além disso, a Federação e os bancos Santander, Itaú e Bradesco garantiram que não há interesse em acabar com esse tipo de modalidade.

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Em nota, a Febraban disse que “nenhum dos modelos em discussão pressupõe uma ruptura do produto e de como ele se financia”. Dessa maneira, com a repercussão, clientes e algumas outras entidades começaram a campanha “#naomexanoparceladosemjuros”, para tentar frear as mudanças.

Presidente da Abrasel se posiciona após pedido liminar

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Segundo Paulo Solmucci, presidente da Associação, a intenção do comercial foi tentar chamar a população para o debate. Assim, ele garante que tanto a Febraban, como o Santander, Itaú e Bradesco, pretendem, com o pedido, silenciar e censurar a entidade.

“Quem nos silenciar, ignorando o apoio que recebemos de parlamentares, autoridades e da sociedade neste alerta que, é importante dizer, continuaremos a fazer”, disse. Por fim, segundo ele, a Abrasel pretende continuar com os comerciais, para impedir que os políticos continuem realizando acordos secretos com as instituições.

Imagem: Bacho/shutterstock.com

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Amanda Sampaio

Autor

Amanda Sampaio

Relações Públicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - Unesp, redatora há mais de 3 anos em diversos nichos.

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