Após apresentar resultados sólidos no segundo trimestre de 2025, o Bradesco foi apontado como o banco mais promissor da bolsa brasileira pelo Itaú BBA. A corretora revisou suas estimativas para a instituição financeira e elevou o preço-alvo das ações para R$ 22, o que representa um potencial de valorização de 41% em relação ao fechamento da última sexta-feira.
Bradesco é o banco mais promissor da bolsa, diz Itaú BBA — entenda o potencial
Itaú BBA vê Bradesco como destaque entre bancos e projeta alta de 41% nas ações com forte crescimento operacional.
Segundo os analistas liderados por Pedro Leduc, a rápida recuperação operacional do Bradesco indica não apenas um momento positivo, mas também uma tendência sustentável de crescimento.
“A capacidade de execução de receitas do banco parece ter sido restaurada por meio de uma combinação de crescimento da carteira de crédito, gestão de spreads, receitas de serviços e seguros”, afirmam os especialistas do Itaú BBA.
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Lucro em alta e retorno competitivo

No segundo trimestre, o lucro do Bradesco cresceu 29%. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) subiu 3,2 pontos percentuais, alcançando 14,6%. Para os analistas do Itaú BBA, esse desempenho é reflexo direto de um modelo de negócio mais eficiente e de estratégias bem definidas de recuperação.
Com base nisso, o BBA elevou suas projeções de lucro para 2025 e 2026:
- R$ 25 bilhões em 2025, com ROE de 14,9%;
- R$ 29 bilhões em 2026, com ROE de 16,3%.
Além dos lucros, a geração de capital se mostrou robusta o suficiente para sustentar o crescimento futuro sem comprometer a liquidez do banco, um ponto de atenção para o mercado em períodos recentes.
“Os níveis atuais de ROE também estão gerando capital suficiente para o crescimento, aliviando as preocupações com capital e liquidez”, reforçam os analistas.
Crescimento das margens e eficiência na captação
Mesmo com uma redução no risco da carteira de crédito, o Bradesco expandiu suas margens financeiras (NIM) nos últimos trimestres. Para o Itaú BBA, esse movimento é resultado de uma captação mais eficiente.
O banco tem otimizado seus custos de captação com duas principais frentes:
- Depósitos a prazo no varejo, que se tornaram mais baratos com campanhas específicas;
- Maximização dos depósitos corporativos, que têm maior volume e melhor custo-benefício.
“Vemos todas essas iniciativas para reduzir os custos de captação, combinadas com margens mais altas sobre passivos e um mix de clientes com maior rendimento, como impulsos sustentáveis para a expansão do NIM”, explica o relatório do Itaú BBA.
Esse modelo reforça a visão de que o banco encontrou um caminho de eficiência, mesmo num cenário macroeconômico ainda desafiador, com a taxa Selic mantida em 15%.
Recuperação no setor de cartões de crédito
Outro ponto de destaque é o retorno do Bradesco à competitividade no setor de cartões de crédito. Embora tecnologias como o Pix e os pagamentos online tenham reduzido a dependência dos cartões, o banco voltou a crescer nesse mercado.
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No período pós-pandemia, o Bradesco havia encolhido suas operações com cartões diante da alta inadimplência. Agora, porém, o volume de transações (TPV) dá sinais de recuperação.
“Pela primeira vez em muitos trimestres, o Bradesco não perdeu participação de mercado em saldos de cartão no segundo trimestre”, aponta o relatório.
A retomada nesse segmento ocorre justamente num momento em que o Nubank — principal concorrente no mercado digital — mostra sinais de desaceleração. Segundo o Itaú BBA, os saldos de cartão do Nubank cresceram menos nos últimos 12 meses, enquanto o Bradesco voltou a ganhar terreno.
“Isso pode ser mera coincidência, já que o Bradesco tem se concentrado mais no segmento de renda média e alta, mas essa também é a fronteira de crescimento da Nu”, comentam os analistas.
Fidelização como diferencial estratégico

Mesmo em um contexto com novas ferramentas de pagamento, os analistas acreditam que o cartão de crédito ainda é peça-chave para o engajamento dos clientes, o que tem impactos diretos na captação, na monetização e na redução da inadimplência.
“Esse engajamento, por sua vez, leva a mais depósitos, monetização e/ou menor propensão à inadimplência”, analisa o BBA.
O uso estratégico desse produto, aliado ao reposicionamento do banco em segmentos de maior renda, reforça o novo momento vivido pelo Bradesco, agora mais competitivo frente aos bancos digitais.
Com informações de: Money Times
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