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Brasil pode fazer parte da OCDE, segundo Haddad

Após reunião com secretário-geral da OCDE, Haddad esclarece que o Brasil poderá fazer parte do bloco. Saiba mais sobre o contexto!

Liliana LuísaPor Liliana Luísa2 min de leitura
Haddad

Recentemente, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, teve um encontro com o secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE), Mathias Cormann, a fim de discutir sobre o ingresso do Brasil no bloco.

A adesão à OCDE era uma forte vontade do governo desde o mandato de Michel Temer e reforçada constantemente durante o mandato de Jair Bolsonaro. Contudo, em ambos os governos, não houve uma evolução da pauta.

Após a reunião, Haddad se mostrou otimista e esclareceu que os termos de eventual adesão ainda passarão por análise de Lula e toda a sua equipe de governo.

Acordos internacionais facilitarão acesso à OCDE

Desde o início do mandato, Lula tem se dedicado a reconstruir laços com países aliados e blocos econômicos. Por essa razão, em poucos dias, ele se reunirá com chefes de Estado da América Latina e participará do encontro da Celac – bloco do qual Jair Bolsonaro decidiu sair por não ter bons olhos em relação à Cuba e à Venezuela.

Para Haddad, essa integração da América Latina é fundamental para o desenvolvimento desses países, ressaltando o imenso potencial da região devido à sua produção de energia limpa e vantagens comerciais competitivas.

No que concerne à OCDE, o ministro reflete também que o ingresso será mediante benefícios para membros do bloco, mas também para o Brasil.

“Não existe nenhum impedimento que o Brasil pleiteie uma adesão em conformidade com seus interesses, não há uma rigidez que é tudo ou nada. Há espaço para discussão”, afirma Haddad.

Brasil presidirá G20 e Brics

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Enquanto o acordo para ingresso na OCDE caminha, o Brasil terá papel de destaque no G20, em 2024, quando assumirá a presidência do bloco.

Por outro lado, o país também assumirá a presidência do BRICS em 2025, bloco atualmente formado por Rússia, China, Índia, África do Sul e Brasil. Neste caso, o governo solicitou adiamento do cargo para poder desenvolver o projeto de adesão à OCDE.

Imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil

Liliana Luísa

Autor

Liliana Luísa

Formada em Letras, Liliana é uma profissional com 10 anos de experiência no mercado de trabalho, atuando como revisora e redatora.

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