Após a reunião, Haddad se mostrou otimista e esclareceu que os termos de eventual adesão ainda passarão por análise de Lula e toda a sua equipe de governo.
Acordos internacionais facilitarão acesso à OCDE
Desde o início do mandato, Lula tem se dedicado a reconstruir laços com países aliados e blocos econômicos. Por essa razão, em poucos dias, ele se reunirá com chefes de Estado da América Latina e participará do encontro da Celac – bloco do qual Jair Bolsonaro decidiu sair por não ter bons olhos em relação à Cuba e à Venezuela.
Para Haddad, essa integração da América Latina é fundamental para o desenvolvimento desses países, ressaltando o imenso potencial da região devido à sua produção de energia limpa e vantagens comerciais competitivas.
No que concerne à OCDE, o ministro reflete também que o ingresso será mediante benefícios para membros do bloco, mas também para o Brasil.
“Não existe nenhum impedimento que o Brasil pleiteie uma adesão em conformidade com seus interesses, não há uma rigidez que é tudo ou nada. Há espaço para discussão”, afirma Haddad.
Brasil presidirá G20 e Brics
Enquanto o acordo para ingresso na OCDE caminha, o Brasil terá papel de destaque no G20, em 2024, quando assumirá a presidência do bloco.
Por outro lado, o país também assumirá a presidência do BRICS em 2025, bloco atualmente formado por Rússia, China, Índia, África do Sul e Brasil. Neste caso, o governo solicitou adiamento do cargo para poder desenvolver o projeto de adesão à OCDE.
Imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil