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Brasil vai retomar exportações de frango em 28 dias, diz ministro

Brasil poderá retomar exportações de frango em 28 dias se não houver novos casos de gripe aviária. Entenda.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
frango ovos

Com o registro do primeiro caso de gripe aviária em aves comerciais no Brasil, o setor agropecuário acendeu um sinal de alerta. Contudo, segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, se nenhuma nova ocorrência for detectada em 28 dias, o país poderá restabelecer o status de livre da doença, abrindo caminho para a retomada das exportações de carne de frango.

A declaração foi dada nesta segunda-feira (19), com base nos protocolos sanitários internacionais.

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28 dias decisivos para o status sanitário do Brasil

China bloqueia compra de frango do Brasil por causa da gripe aviária
Imagem: David Tadevosian / Shutterstock.com

A detecção do vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma granja de matrizes no município de Montenegro (RS) levou à suspensão imediata das exportações por países como China, Argentina e membros da União Europeia. No entanto, Fávaro esclareceu que a adoção de medidas rigorosas de contenção pode reverter a situação em menos de um mês.

“O importante é a gente fazer todo o bloqueio e o rastreamento de tudo o que saiu dessa granja. Fazendo a inutilização de toda essa produção, a gente diminui muito o risco de novos casos. Diminui muito mesmo”, afirmou o ministro.

Ele também destacou que o período de 28 dias corresponde ao ciclo do vírus. Se dentro desse intervalo nenhuma nova infecção for registrada, o Brasil poderá pleitear oficialmente o retorno ao status de país livre da gripe aviária.

Retomada será gradual, mesmo com status recuperado

Apesar da possibilidade de reverter a suspensão, Fávaro alertou que o processo de retomada das exportações não será imediato. A reabertura dos mercados internacionais dependerá da confiança dos países importadores e da resposta às medidas de contenção implementadas.

“Não significa que, imediatamente, todos os mercados se abrirão. Muitos vão fazer questionamento, tirar dúvidas. E é normal isso”, explicou.

Segundo ele, mesmo com a comprovação de ausência de novos casos, países como China e membros da União Europeia poderão manter restrições específicas a regiões afetadas, como o próprio estado do Rio Grande do Sul.

China estava prestes a suspender outra restrição

Na mesma conversa com jornalistas, o ministro revelou que a China estava prestes a reabilitar o Rio Grande do Sul como exportador de carne de frango. Essa restrição, imposta anteriormente por conta da Doença de Newcastle, havia sido amplamente discutida durante a visita oficial do presidente Lula ao país asiático.

“A China estava na iminência de voltar a comprar do Rio Grande do Sul, pois se deram por satisfeitos. Inclusive, na missão do presidente Lula à China, a GACC deu sinais de que estava satisfeita com todos os relatórios fornecidos sobre Newcastle e, provavelmente, ia tirar as restrições até do Rio Grande do Sul”, relatou Fávaro.

Contudo, o novo caso de gripe aviária acaba por adiar essa reabilitação, impondo um novo desafio ao setor de avicultura comercial brasileiro.

Segurança alimentar garantida, segundo governo

O Ministério da Agricultura reforçou que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro. A gripe aviária não é transmitida por meio da ingestão desses alimentos, desde que sejam devidamente inspecionados.

Em nota, a pasta assegurou:

“A população brasileira e mundial pode se manter tranquila em relação à segurança dos produtos inspecionados, não havendo qualquer restrição ao seu consumo. O risco de infecções em humanos pelo vírus da gripe aviária é baixo e, em sua maioria, ocorre entre tratadores ou profissionais com contato intenso com aves infectadas (vivas ou mortas)”.

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Esse esclarecimento visa manter a confiança dos consumidores e evitar prejuízos ao mercado interno, que continua abastecido e sem riscos sanitários.

Restrições internacionais e impactos comerciais

Mesmo que o foco tenha ocorrido de forma isolada no Rio Grande do Sul, os acordos comerciais com países como a China e o bloco europeu preveem restrições amplas diante de qualquer registro da doença. Assim, mesmo sendo um surto regional, a suspensão se estende a todo o território nacional.

A medida segue os protocolos da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), e só poderá ser revertida com comprovação científica de controle da doença, o que torna os próximos 28 dias essenciais para o comércio exterior brasileiro de carne de frango.

Vigilância e resposta rápida serão decisivas

ministro da Agricultura e Pecuária Carlos Fávaro
Imagem: José Cruz / Agência Brasil

O governo federal, por meio do Ministério da Agricultura, aposta em uma resposta técnica rigorosa e rápida para conter o avanço da gripe aviária em território nacional. O sucesso da operação de contenção será determinante para o retorno às exportações, que representam uma fatia significativa do agronegócio brasileiro.

O cenário ainda exige cautela, mas o Brasil se mostra preparado para superar mais esse desafio sanitário, reforçando sua posição como um dos maiores exportadores mundiais de carne de frango.

Com informações de: Agência Brasil

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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