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Brasil terá mais beneficiários que contribuintes da Previdência até 2060, segundo Ipea

Projeção do Ipea: Brasil terá mais beneficiários que contribuintes da Previdência até 2060. Entenda o impacto e prepare-se para o futuro.

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou um estudo revelador sobre o futuro da Previdência Social no Brasil. De acordo com a pesquisa, espera-se que até 2060 o número de pessoas que recebem aposentadoria, pensão por morte ou benefício de prestação continuada atinja a impressionante marca de 66,4 milhões.

Atualmente, em 2024, o Brasil conta com 31,4 milhões de beneficiários. Assim, a projeção indica uma duplicação no número de favorecidos, criando desafios significativos para o sistema de seguridade social, em um contexto onde a proporção de contribuintes pode não ser suficiente para sustentar o aumento na demanda por benefícios.

O que significa o crescimento acelerado para o modelo atual da previdência?

Os dados do relatório apontam um cenário preocupante para o futuro próximo: a relação entre beneficiário e contribuinte da previdência, que em 2022 era de 1,97 contribuintes para cada beneficiário, despencará para apenas 0,86 em 2060. Isso sugere que haverá mais pessoas dependendo do sistema do que aquelas contribuindo efetivamente para ele.

Fachada do edifício sede do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), onde se lê "Previdência Social".
Imagem: rafastockbr / Shutterstock.com

Uma importante variável dessa equação da previdência é o envelhecimento da população brasileira, especialmente notável nas regiões Sul e Sudeste. Essa dinâmica demográfica implica não apenas em um maior número de aposentadorias mas também em uma desaceleração do número de contribuintes ativos. Decorrente da diminuição de pessoas em idade trabalhista.

Existe uma solução para o desequilíbrio previdenciário?

Perante tais previsões, os especialistas Rogério Nagamine e Graziela Ansiliero, autores do estudo, reiteram a necessidade de readequação das políticas previdenciárias. Eles propõem um debate amplo sobre o futuro do financiamento da seguridade social, considerando também a saúde e assistência social no cenário da reforma tributária atual.

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Em um recorte mais detalhado, a situação é igualmente diversa nos diversos estados brasileiros. Enquanto o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rio de Janeiro apresentam os maiores índices de participação de aposentados e pensionistas, estados como Amapá, Roraima e Amazonas registraram os menores índices, com uma participação de apenas 5% no Amapá contra 19,5% em solo gaúcho.

  • A atenção necessária deve ser voltada para as regiões com menor cobertura previdenciária.
  • Medidas de incentivo à formalização do trabalho e contribuição previdenciária são essenciais para balancear as disparidades.
  • Um plano de longo prazo se faz necessário para prever e mitigar os impactos futuros dessa transição demográfica e econômica.

Assim, a perspectiva para as próximas décadas para a previdência é desafiadora, e uma reação adequada do planejamento governamental se faz mais necessária do que nunca para garantir um futuro estável e segurado para a população brasileira na terceira idade.

Imagem: Joa Souza / Shutterstock.com