O BTG Pactual divulgou na terça-feira (15) sua primeira Carteira Recomendada ESG, composta por 10 ações selecionadas com base em critérios ambientais, sociais e de governança (ESG). No relatório, o banco afirma que “o investimento responsável está se tornando cada vez mais importante” para investidores latino-americanos.
A carteira inclui as ações da Copel, Cosan, Cyrela, Equatorial, Itaú, Lojas Renner, Nubank, Orizon, Rede D’or e Rumo, cujas teses de investimento foram justificadas com fundamentos ESG e potencial de valorização expressivo.
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Nos últimos 30 dias, a carteira registrou uma queda de aproximadamente 3,1%, desempenho inferior ao Ibovespa, que recuou 1,5% no período. Ainda assim, o BTG projeta ganhos robustos: o Cosan, por exemplo, pode subir 260,5%, enquanto Crescimentos relevantes estão previstos para Rumo (+46%), Equatorial (+39,7%) e Rede D’or (+36,1%).
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Critérios ESG que embasam a carteira do BTG
Metodologia de seleção
O BTG adota uma abordagem criteriosa, com revisão mensal da composição, priorizando empresas com fundamentação ESG sólida, valuations atraentes e boa liquidez. A carteira é derivada do universo do índice S&P Brasil BMI, que agrupa companhias com free float e capitalização compatíveis.
São considerados oito temas materiais: economia de baixo carbono, transição energética e economia circular (aspectos ambientais); inovação, digitalização, diversidade e NPS (dimensões sociais); além de boa governança corporativa.
Visão por ação: teses e upside estimado
Copel (CPLE6) – +26,4%
A estatal paranaense atrai destaque pela nova política de dividendos e estrutura de capital equilibrada (alavancagem de ~2,8x dívida líquida/EBITDA). A aposta é que a ação recupere múltiplos de 20% a 25%, aproximando-se dos líderes de dividendos. Além disso, possui boas práticas de distribuição de proventos e governança alinhada.
Cosan (CSAN3) – +260,5%
Maior potencial de alta da carteira, a Cosan está reestruturando sua dívida em meio ao cenário de juros elevados. O BTG enxerga oportunidade de desalavancagem e geração de valor, com upside expressivo. A empresa também tem sido incluída por atender critérios ESG, embora o relatório pontue a urgência da reestruturação.
Cyrela (CYRE3) – +26,0%
A incorporadora foi incluída pela qualidade do seu banco de terrenos, participação no programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) e valuation atrativo. Mesmo com ambiente macroeconômico desafiador, há espaço para superação em relação a pares.
Equatorial (EQTL3) – +39,7%
Empresa de energia que apresenta TIR real de 10,3%; considerada excelente para estratégia de carry trade. Ativa em eficiência e governança, compõe a carteira ESG por ser referência no setor.
Itaú (ITUB4) – +13,5%
O maior banco privado do Brasil permanece na carteira devido a resultados sólidos no 1T25, forte geração de capital e foco em eficiência. O banco cumpre critérios ESG em governança e práticas sustentáveis.
Lojas Renner (LREN3) – +17,6%

No setor de varejo, destaca-se pela gestão consistente, múltiplos atraentes (~11x P/L 2026) e bom desempenho recente. A empresa também tem iniciativas ESG ligadas à diversidade e sustentabilidade.
Nubank (ROXO34) – +9,1%
Apesar das recentes quedas — motivadas pela saída do presidente e tarifações externas — o BTG vê potencial de crescimento no volume de cartões no Brasil. O banco digital possui uma estratégia detalhada em ESG — especialmente na dimensão social —, com foco em inclusão financeira e diversidade.
Orizon (ORVR3) – +8,6%
A small-cap de gestão de resíduos se destaca por sua recente captação via follow-on (R$ 635 milhões), baixa alavancagem e expansão em biometano. Considerada solução para desafios ESG — reciclagem e segurança no trabalho.
Rede D’or (RDOR3) – +36,1%
Rede de hospitais que segue com forte perspectiva de crescimento. A tese se baseia em impulso estrutural do setor de saúde. A empresa também atende critérios ESG ligados à governança e relação com stakeholders.
Rumo (RAIL3) – +46,0%
Operadora de logística ferroviária, escolhida por conta da retomada do volume de frete, controle de CAPEX, baixa alavancagem e ambiente regulatório estável. O valuation é considerado atrativo por BTG.
Performance versus mercado
Em junho, a Carteira ESG apresentou leve queda de 0,4%, superando o desempenho do Ibovespa, que recuou 0,7%, mas ficando abaixo do S&P/B3 ESG, que avançou 0,9%. Mesmo com resultados recentes desfavoráveis, o BTG acredita que os potenciais de valorização — especialmente para Cosan, Rumo e Equatorial — justifiquem a carteira.
Por que investir em ESG na bolsa brasileira?
O relatório destaca que o investimento responsável cresce em relevância, especialmente na América Latina. A abordagem ESG não busca apenas rentabilidade, mas mitigação de riscos ambientais, sociais e de governança, além de alinhamento com avanços globais em sustentabilidade.
Benefícios da estratégia ESG:
- Redução de risco regulatório
- Melhoria de reputação e eficiência operacional
- Maior resiliência econômica a longo prazo
Considerações para o investidor

Diversificação e rebalanceamento
A carteira ESG do BTG mantém peso igual de 10% por ação, com rebalanceamento mensal. Isso garante exposição constante e dinâmica às empresas com melhores fundamentos ESG.
Riscos envolvidos
Mesmo com critérios ESG, o desempenho permanece sujeito a volatilidade do mercado, mudanças macroeconômicas e riscos específicos de cada companhia. A divergência entre performance recente e expectativas ressalta a necessidade de horizonte de investimento.
Potenciais de upside
Com projeções de alta de até 260% (Cosan), a carteira oferece retorno elevado. Contudo, os investidores devem estar atentos ao horizonte temporal e sofrer possíveis oscilações.
Perspectivas e próximos passos
O BTG reforça que a carteira será publicada mensalmente, permitindo acompanhamento constante dos fundamentos ESG e do mercado. A instituição também possui premiações em sustentabilidade, o que reforça seu compromisso com critérios ESG
Imagem: rafapress / shutterstock.com




