O C6 Bank encerrou o primeiro semestre de 2025 com resultados robustos, impulsionados pelo crescimento de sua base de clientes de alta renda, pela disciplina no controle da inadimplência e pela eficiência operacional. O banco digital, liderado pelo CEO Marcelo Kalim e com participação societária do norte-americano JPMorgan Chase, registrou lucro líquido de R$ 1,049 bilhão no período, alta de 8% em relação ao mesmo semestre de 2024, quando o lucro foi de R$ 969 milhões.
A performance positiva consolida a estratégia de fortalecer a atuação no segmento premium e ampliar a oferta de produtos customizados para investidores de maior patrimônio. A instituição também projeta um segundo semestre com novos lançamentos, expansão em crédito consignado e investimentos onshore e offshore.
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Receita líquida: R$ 4,238 bilhões (+3% em 12 meses)
ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido): 43%, com projeção de 40% para o ano
Índice de eficiência: 46% (queda de 9 pontos percentuais)
Carteira de crédito expandida: R$ 72,4 bilhões (+49% em 12 meses)
Composição da carteira de crédito
Crédito consignado: 46%
Financiamento de veículos: 26%
Crédito pessoal: 16%
Crédito para empresas (PJ): 11%
Home equity: 1%
A alta expressiva da carteira de crédito foi acompanhada por um perfil mais seguro. Segundo o CFO Philippe Katz, hoje cerca de 80% da carteira está garantida com algum tipo de colateral — um avanço significativo frente aos 68% registrados há dois anos.
Foco no cliente de alta renda: pilar da estratégia de crescimento
Captação recorde e fidelização
O banco vem se consolidando como um player relevante no segmento private. A captação total cresceu 64% em um ano, totalizando R$ 93,5 bilhões em junho. As captações a prazo cresceram 70%, e os depósitos à vista, 25%. Segundo Katz e Igor Rongel, head de private banking, o sucesso está diretamente ligado à resolução de “dores operacionais” ignoradas por instituições tradicionais.
“É um cliente que quer fazer um Pix de valor elevado e encontra travas, que perde o cartão e demora a receber outro. Nós nos posicionamos para resolver esses problemas com agilidade”, afirmou Rongel.
Relacionamento e diferenciação
Para atender esse público exigente, o C6 Bank aposta em personalização: assessores exclusivos, escritórios de relacionamento nas capitais e serviços diferenciados com o cartão Graphene — voltado ao segmento private. O concierge 24/7 e o acompanhamento próximo com banqueiros especializados são alguns dos diferenciais que têm atraído e retido clientes.
Inadimplência controlada e crédito com qualidade
Imagem: Piotr Swat / shutterstock.com
Índices saudáveis e consistência no perfil de risco
O NPL 90+ (inadimplência acima de 90 dias) ficou em 2,1% em junho, excluindo os efeitos da Resolução 4.966, que alterou provisões de perdas esperadas. O custo do crédito foi reduzido de 0,6% para 0,3% em dois anos.
“Isso é reflexo do crescimento com garantias e perfil de risco saudável. É estrutural e tende a se manter nesse nível”, disse Katz.
O banco destaca que, ao expandir em áreas como o crédito consignado privado — com menor risco e maior previsibilidade —, garante consistência nos indicadores de inadimplência.
Eficiência operacional e alavancagem estruturada
Queda nas despesas e ganhos de escala
O índice de eficiência caiu para 46%, refletindo o modelo escalável da operação. Segundo Katz, o banco conseguiu manter os custos operacionais praticamente estáveis mesmo com o aumento na carteira e receita.
Um exemplo citado foi a área de crédito para veículos: com cerca de 350 colaboradores, o C6 movimenta atualmente mais de R$ 20 bilhões na carteira, sem aumento expressivo no time.
“A estrutura de custos já está contratada. Estamos preparados para crescer sem precisar dobrar a operação. Isso se traduz em maior rentabilidade”, reforçou o CFO.
ROE e Basileia sob controle
O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 43% está acima da média do setor. A expectativa é que o indicador se mantenha em torno de 40% ao longo do ano. Já o índice de Basileia, em 13,7%, é considerado adequado para sustentar o crescimento planejado sem necessidade de novo aporte de capital.
Expansão e lançamentos para o segundo semestre
Novos produtos em investimento e cartão VIP
O segundo semestre será marcado por lançamentos de produtos nas áreas de:
Investimentos onshore e offshore
Assessoria para empresas (PJ) com foco em alta renda
Novidades no segmento de cartões VIP, incluindo o Graphene
Segundo Rongel, a ideia é facilitar o atendimento integrado entre pessoas físicas e jurídicas, com um único ponto de contato para o cliente empreendedor que também tem sua conta pessoal no banco.
“Estamos ampliando os escritórios de relacionamento e vamos continuar a investir em atendimento de excelência”, afirmou.
Aposta no consignado privado
O banco pretende acelerar a originação de crédito consignado privado, uma modalidade que considera promissora e alinhada ao perfil de risco desejado. Essa vertical, somada ao avanço em veículos e investimentos, deve garantir a manutenção do ritmo de crescimento em 2025.
Projeções para o fechamento de 2025
Imagem: Freepik/Edição: Seu Crédito Digital
Segundo Katz, a carteira de crédito deve ultrapassar R$ 80 bilhões até o final do ano. A expectativa é que o banco feche 2025 superando o lucro de 2024, com sustentação baseada em três pilares:
Crescimento com garantias e baixa inadimplência
Modelo escalável com alavancagem operacional
Foco em alta renda e fidelização por relacionamento personalizado
Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.