Dessa forma, o caso do “calote da formatura da USP” ganhou os noticiários. Enquanto o Ministério Público investiga Alicia, a ÁS Formatura prometeu entrar em contato com todos os estudantes da turma. Além disso, a companhia deve prometer uma solução.
Na última segunda-feira, dia 23 de janeiro, a empresa ÁS Formatura se reuniu com o Procon-SP para debater sobre o caso. Segundo o órgão de defesa do consumidor, a empresa se comprometeu a entrar em contato com os 130 alunos da turma, visando oferecer uma festa de formatura.
Caso a proposta seja aceita, os alunos devem continuar pagando a mensalidade relacionada à organização da festa, sendo que a empresa responsável pela organização do evento vai arcar com o prejuízo de quase R$1 milhão causado por Alicia.
Ainda vale destacar que a festa estava prevista para ocorrer no dia 1° de janeiro de 2024, sendo que os alunos pagavam desde 2019. No entanto, no final de 2021, Alicia solicitou a transferência integral do valor para uma conta pessoal.
Em depoimento à Polícia Civil, a estudante informou que utilizou o valor para gastos pessoais, como a locação de um imóvel, um veículo e, até mesmo, a compra de aparelhos eletrônicos. Além disso, a estudante investiu parte do dinheiro, sendo que houve prejuízo no processo.
Pelo caso de calote, Alicia vai responder pelo crime de apropriação indébita, cuja pena máxima é de quatro anos, além do pagamento de multa. Vale destacar que a aluna ainda responderá em liberdade.
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