Alguns acreditam que a caneta de luxo seja de um modelo mais recente
Contudo, após observação, internautas disseram que tratava-se de uma edição especial de 2002, em homenagem a Scott Fitzgerald. Com alguns detalhes em prata e ouro, a caneta de luxo de Lula pode ser comprada por cerca de R$ 7 mil hoje.
Em contrapartida, um porta-voz da empresa alemã Montblanc no Brasil afirma que a primeira caneta lançada na série especial chegou às lojas em 1992, inicialmente em homenagem ao escritor Ernest Hemingway.
Ainda assim, o eleitor – após uma videochamada com o novo presidente – afirmou que a caneta utilizada por Lula na posse é a mesma que ele deu em 1989.
O caso gera certa polêmica pelo histórico do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ter reforçado que usava uma caneta de uso comum – a famosa Bic – para os assuntos presidenciais.
“Vou cobrar [melhorias], eu disse que ia cobrar, que usasse a caneta para o bem do Piauí. Falei da fome, de acabar com a fome, miséria, pobreza. Falei essas coisas para ele”, revela Menezes.
De acordo com Fernando, na época em que deu a caneta, o então candidato à presidência achava que Collor ia ganhar. Em suma, a atitude de dar a caneta foi por um ensinamento que recebeu na escola. Um de seus professores lhe afirmou que “um homem que saísse de casa sem caneta não era homem”.
Presidente reforça sua presença política
Enquanto contava sobre a história da caneta presenteada pelo eleitor, Lula revela que não conseguiu usá-la por muito tempo, pois não venceu as eleições de 1989, de 1994 ou de 1998. Em 2002, quando era possível fazê-lo, esqueceu de levar a caneta.
Então, quando assinou a posse na época, foi o então senador Ramez Tebet, pai da atual ministra do Planejamento, Simone Tebet, quem lhe emprestou uma caneta.
Em 2006, não conseguiu encontrar o presente do eleitor e, novamente, utilizou uma caneta emprestada, desta vez por ninguém menos que o atual ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias.
Imagem: Isaac Fontana / shutterstock.com