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Carro elétrico: quanto custa ‘encher o tanque’ com uma carga completa?

É crescente a procura por carros elétricos. Diante do maior interesse dos consumidores, vale saber quanto custa carregar esses veículos. Veja!

Hannah AragãoPor Hannah Aragão3 min de leitura
Carro elétrico sendo abastecido

Com uma proposta sustentável por não utilizar combustíveis fósseis e consequentemente não emitir dióxido de carbono na atmosfera, governos de todo o mundo estão criando incentivos para que os consumidores optem pelos carros elétricos. No entanto, a busca por esse tipo de veículo faz crescer também o interesse quanto aos custos para manter os modelos eletrificados.

A procura por um automóvel envolve muita pesquisa quanto à eficiência e o consumo. Para os carros elétricos não é diferente. Siga na leitura para saber quanto custa uma carga completa para o veículo.

Saiba quanto custa uma carga completa de um carro elétrico

Eles não agravam o efeito estufa. Contudo, o consumidor precisa saber se o abastecimento de um carro elétrico pesa no bolso. No Brasil, adquirir esse tipo de veículo ainda é consideravelmente mais caro. A exemplo do Kwid E-Tech, a versão mais simples sai a R$ 150 mil no site oficial da Renault. Já o modelo a gasolina custa 54% menos, saindo a R$ 68 mil.

Em um estudo feito pelo TecMundo, considerou-se o valor médio da tarifa de São Paulo em 2022, que era de R$ 0,656 por kWh para os consumidores residenciais. Para abastecer o carro elétrico Kwid que possui a capacidade de carregamento de sua bateria de 26,8 kWh seria preciso desembolsar R$ 17,60. Com a carga completa, é possível rodar quase 300 quilômetros.

Considerando a recarga dele em um eletroposto Shell Recharge, o valor por kWh é mais caro, custando R$ 1,90. Mas, a carga é mais rápida. Para uma carga completa o motorista precisará desembolsar R$ 51.

Na comparação do carro elétrico com o modelo à combustão, o mesmo estudo trouxe alguns pontos relevantes. Ao avaliar o Kwid 1.0 Zen, que possui capacidade para 38 litros de gasolina, e considerar o preço médio do combustível no Brasil em março, que foi de R$ 5,51 por litro, conclui-se que o tanque completo sairia a R$ 209. Com o tanque cheio, o modelo faz cerca de 566 quilômetros em área urbana.

Desse modo, é possível entender que, a curto prazo, o carro elétrico pode não ser mais vantajoso. No entanto, no consumo eles são consideravelmente mais baratos de se manter.

E a manutenção?

Apesar do alto valor desembolsado na hora da compra, os custos para manter o carro elétrico se mostram menores do que os modelos à combustão. Isso considerando os principais gastos com manutenção.

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A economia com manutenção de carros elétricos pode ser percebida a partir da estrutura do próprio veículo. Sem câmbio, filtro de ar, filtro de óleo, radiador, correias, sistema de escapamento, velas, catalisador, radiador, entre tantos outros itens, a necessidade de revisão é menor.

Porém, problemas com a bateria podem ter um alto custo. Na maioria dos casos ela é coberta pela garantia do veículo e costuma ter uma vida útil de até 10 anos. Apesar disso, é importante saber que trocar essa parte do modelo eletrificado pode custar cerca de R$ 15 mil.

No geral, no Brasil ainda é caro ter um carro elétrico. Contudo, é possível perceber o aumento da aceitação do público ao longo das últimas décadas. Diante disso, a expectativa que se cria é que o veículo eletrificado poderá ficar mais acessível no futuro.

Imagem: Reprodução / DepositPhotos – Edição: Seu Crédito Digital

Hannah Aragão

Autor

Hannah Aragão

Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. Atualmente fazendo parte do Seu Crédito Digital, acumulo experiências como redatora de finanças, economia e futebol.

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