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Carros populares foram esquecidos e não vendem mais; entenda o motivo

Modelos que faziam sucesso em um passado não tão distante agora permanecem por muito tempo no estoque. Confira!

Guilherme TirelliPor Guilherme Tirelli2 min de leitura
vendedor de concessionária preocupado enquanto está sentado no porta-malas de carro

As tendências do setor automotivo mudam de forma constante. Por anos os compactos foram os líderes de vendas, e alguns sedans ainda fazem muito sucesso. De fato, os carros populares são os preferidos de grande parte dos brasileiros.

Nos últimos anos, os SUVs e picapes eram os veículos ideais para quem gostava de se aventurar em todos os terrenos do Brasil. O motor a diesel, bem como a robustez e autonomia, chamavam a atenção dos consumidores.

Contudo, atualmente, esses modelos deixaram de figurar no primeiro escalão de veículos no Brasil. Como resultado, as vendas caíram, ao passo que a rejeição aumentou. Veja o motivo por trás desse quadro.

Preço para manter esses carros populares subiu

Em primeiro lugar, a alta do preço dos combustíveis nas refinarias aumentou também o valor cobrado no posto. Logo, encher o tanque com diesel passou a ser um desafio enorme. Por outro lado, mais um fator que afastou o cidadão dos SUVs e das picapes foram os custos de manutenção desses veículos.

Só para ilustrar esse cenário, em 2022, o preço do diesel superou, pela primeira vez, o da gasolina desde o ano de 2004. Portanto, a queda no número de vendas não é repentina, mas afeta as montadoras. Apenas de janeiro a maio de 2023, o licenciamento de carros populares movidos a diesel diminuiu cerca de 2% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Usados também não fazem sucesso

De acordo com Gustavo Zamariola, vendedor de uma loja de veículos em Rio Claro (SP), os carros a diesel passam mais tempo nos pátios do que o de costume. Em resumo, os clientes optam pelos modelos flex, que admitem tanto a gasolina quanto o etanol.

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O vendedor pontua que a loja teve que reduzir o preço de uma S10 LTZ 2021 em R$ 20 mil para poder comercializá-lo. Conforme sugere Gustavo, essa “estratégia” é o que permite minimizar o prejuízo na venda das picapes e SUVs.

“Para carros a diesel, já temos a recomendação de pagar de R$ 20.000 a R$ 30.000 abaixo da tabela na compra”, finaliza.

Imagem: Juice Flair / shutterstock.com

Guilherme Tirelli

Autor

Guilherme Tirelli

Fissurado por novos desafios e aventuras, contar histórias e escrever são as minhas paixões. Acredito, portanto, no poder das palavras para construir pontes e emocionar. Atualmente estou no 6º semestre de Jornalismo pela Puc-SP, navegando por todos os campos da comunicação.

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