Contudo, atualmente, esses modelos deixaram de figurar no primeiro escalão de veículos no Brasil. Como resultado, as vendas caíram, ao passo que a rejeição aumentou. Veja o motivo por trás desse quadro.
Preço para manter esses carros populares subiu
Em primeiro lugar, a alta do preço dos combustíveis nas refinarias aumentou também o valor cobrado no posto. Logo, encher o tanque com diesel passou a ser um desafio enorme. Por outro lado, mais um fator que afastou o cidadão dos SUVs e das picapes foram os custos de manutenção desses veículos.
Só para ilustrar esse cenário, em 2022, o preço do diesel superou, pela primeira vez, o da gasolina desde o ano de 2004. Portanto, a queda no número de vendas não é repentina, mas afeta as montadoras. Apenas de janeiro a maio de 2023, o licenciamento de carros populares movidos a diesel diminuiu cerca de 2% em comparação ao mesmo período do ano passado.
Usados também não fazem sucesso
De acordo com Gustavo Zamariola, vendedor de uma loja de veículos em Rio Claro (SP), os carros a diesel passam mais tempo nos pátios do que o de costume. Em resumo, os clientes optam pelos modelos flex, que admitem tanto a gasolina quanto o etanol.
O vendedor pontua que a loja teve que reduzir o preço de uma S10 LTZ 2021 em R$ 20 mil para poder comercializá-lo. Conforme sugere Gustavo, essa “estratégia” é o que permite minimizar o prejuízo na venda das picapes e SUVs.
“Para carros a diesel, já temos a recomendação de pagar de R$ 20.000 a R$ 30.000 abaixo da tabela na compra”, finaliza.
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