Após polêmicas envolvendo sua reestruturação, as Casas Bahia agora divulgam números do último trimestre às vésperas da Black Friday, momento considerado uma grande oportunidade para varejistas. Os resultados, no entanto, são piores do que o esperado para a companhia durante o período.
Nesse sentido, já se esperava uma performance abaixo da média para o 3º trimestre de 2023. No entanto, o prejuízo foi 311% maior do que o mesmo período do ano passado, fechando em R$ 836 milhões. Com esses resultados, é a 5 vez que a empresa encerra com resultados negativos. Confira mais detalhes a seguir!
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O Ebitda (lucro antes de impostos, amortização, depreciação e juros) também foi negativo em R$ 66 milhões. Esse resultado também alterou a proporção do ano, que agora também segue negativa. A receita líquida caiu, chegando em R$ 6,590 bilhões.
Segundo analistas da XP, eles ainda deixaram claro que outros índices também mostraram resultados desanimadores. Por exemplo, o GMV (volume bruto de mercadoria) das Casas Bahia também chegou aos R$ 9,81 bilhões, resultado em queda de 4,1% em 2022.
O resultado, neste momento em que o mercado começa a reaquecer para as vendas de Black Friday e, também, de Natal, mostra que, de fato, pode ser que demore para a empresa se reestruturar. Após o processo de reestruturação, especialistas do Bradesco BBI, por exemplo, já esperavam os números ruins para este trimestre.
Especialistas já esperavam resultados negativos
A expectativa, contudo, está voltada para os próximos planos da Casas Bahia. Já o Goldman-Sachs acredita que o planejamento a curto prazo surtiu o resultado esperado e que a empresa deve começar 2024 com uma configuração “mais enxuta e lucrativa”.
Porém, é importante deixar claro que eles acreditam que existe a possibilidade de tornarem-se competitivos no mercado novamente, só que de forma limitada. Além disso, todas essas informações são do site InfoMoney.
Em setembro deste ano, a empresa já havia anunciado que faria uma reestruturação interna no seu modelo de negócio. Na época, declarou que voltaria às origens, ou seja, o foco voltará a ser eletrônicos, móveis e eletrodomésticos. Por fim, seu marketplace continuará dando espaço para outras lojas veicularem seus produtos.