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Caso de família: fortuna de fundador da Casas Bahia tem disputa acalorada na Justiça

A briga pela fortuna do fundador das Casas Bahia, Samuel Klein, envolve escândalos sexuais, crimes e testes de DNA. Entenda o caso!

Januária VargasPor Januária Vargas3 min de leitura
Logotipo das Casas Bahia em uma fachada da loja e, embaixo, uma estátua da Justiça

Três filhos do fundador da Casas Bahia, Samuel Klein (1923 – 2014), brigam na Justiça pela herança deixada pelo pai. No entanto, o embate pela fortuna bilionária encontra-se travado por causa do não reconhecimento de paternidade de um outro suposto filho de Klein, que tentou provar até a morte ser herdeiro do magnata. 

O quarto filho em questão era o advogado Moacyr Ramos de Paiva Agustinho Junior (1976 – 2021), que nasceu em Santos (SP), fruto de um relacionamento de Klein com uma ex-funcionária das Casas Bahia. No ano de 2011, Agustinho entrou com uma ação de paternidade para provar ser filho do “rei do varejo”.

No entanto, Samuel Klein se recusou a fazer o teste de DNA na época e, após a morte do empresário, seus filhos legítimos, Michael, Saul e Eva Klein, também recusaram a realizar o exame. 

Partilha da herança

Segundo apuração do portal Universa, no ano de 2013, o empresário havia feito um testamento que dividia um patrimônio de quase R$ 500 milhões em 50% para os filhos legítimos, devido à obrigação legal, e 50% conforme sua vontade, sendo:

Patrimônio dos filhos legítimos

  • Michael receberia R$ 82,7 milhões;
  • Saul receberia R$ 82,7 milhões;
  • Eva também teria direito a quantia de R$ 82,7 milhões.

Patrimônio conforme a vontade do empresário

  • O filho mais velho, Michael, conseguiria também cerca de R$ 124 milhões;
  • A neta do varejista, Natalie Klein, que é filha de Michael e dona de duas empresas na Nova Zelândia, teria acesso ao montante de R$ 124 milhões.

Fortuna ainda maior

Ademais, advogados de Moacyr afirmam que Michael, Saul e Eva chegaram a receber uma “herança antecipada” que, ao todo somava-se em R$ 2,6 bilhões. Assim sendo, cada um dos filhos reconhecidos recebeu a quantia de R$ 884 milhões. 

Nesse sentido, a defesa de Agustinho alega que uma versão anterior do testamento, criada em 2009, continha um patrimônio maior que o da versão apresentada em 2013. Dessa forma, os advogados acreditam que a transferência do capital foi antecipada para que o santista saísse prejudicado nessa divisão. 

Portanto, caso a paternidade seja reconhecida judicialmente, toda a partilha da herança deverá ser refeita. 

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Filho criminoso

Entretanto, a partilha da fortuna do fundador das Casas Bahia encontra-se bloqueada não apenas devido ao caso envolvendo Moacyr. O filho do meio, Saul Klein, tem feito constantes pedidos milionários de adiantamento da herança.

Em contrapartida, seus irmãos Michael e Eva alegam que Saul encontra-se falido e que utiliza os bens para praticar crimes, como exploração sexual, tráfico de mulheres e prostituição. “Saul é publicamente conhecido por suas extravagâncias financeiras e desvios morais”, declarou Eva em processo contra o irmão.  

Em vista disso, Eva alega ter “provas substanciais” da vida financeira mesclada com as imoralidades praticadas pelo irmão. Aliás, Michael afirma que, para Saul, a herança deixada pelo pai é um “caixa eletrônico”.

Imagem: Orlando Neto e Audio und werbung/ shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital

Januária Vargas

Autor

Januária Vargas

Jornalista, graduada pelo Centro Universitário UNA, com 10 anos de experiência em produção de textos e assessoria de comunicação. Atualmente, estuda Nutrição & Saúde Integrativa e trabalha como redatora do portal Seu Crédito Digital.

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