Com o avanço da tecnologia, os aplicativos de navegação e trânsito se tornaram aliados indispensáveis de motoristas em todo o país. Plataformas como Waze e Google Maps ajudam milhões de condutores a encontrar as melhores rotas e evitar congestionamentos.
Usar o celular para alertar sobre blitz ou radares pode resultar em infração, entenda os riscos
Alertar sobre blitz ou radares com celular pode causar multa. Entenda o que diz a lei e como usar apps como Waze de forma segura e legal.
No entanto, uma prática comum entre alguns usuários — alertar outros motoristas sobre a localização de blitz policiais ou radares móveis — pode resultar em infração de trânsito.
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O uso de apps como Waze é permitido por lei?
De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), não há proibição explícita quanto ao uso de aplicativos que informam sobre radares fixos ou limites de velocidade. Apps de navegação como Waze e Google Maps são considerados ferramentas legítimas, desde que usados para consulta de rotas ou informações gerais, e não para interferir na fiscalização.
A Lei nº 9.503/1997, que institui o CTB, não proíbe o uso desses recursos informativos. Contudo, o manuseio do celular enquanto o veículo está em movimento é uma infração gravíssima, prevista no artigo 252, inciso VI, com multa de R$ 293,47 e sete pontos na CNH.
Portanto, o aplicativo pode ser usado, mas o motorista deve configurá-lo antes de iniciar o trajeto ou utilizar suportes de fixação e comandos por voz.
Apps de radar e os limites da legalidade
No Brasil, é permitido que aplicativos informem a presença de radares fixos, já que esses equipamentos estão instalados de forma permanente e servem como medida de controle de velocidade. A informação sobre eles é pública e, inclusive, divulgada por órgãos de trânsito.
O problema surge quando o motorista utiliza o celular ou aplicativos para alertar sobre fiscalizações móveis, como blitz policiais ou radares temporários, especialmente em grupos de mensagens ou redes sociais. Essa prática pode ser interpretada como obstrução à fiscalização, o que configura crime previsto no artigo 265 do Código Penal, com pena de prisão de um a cinco anos e multa.
Além disso, usar o celular para fotografar, filmar ou compartilhar informações em tempo real sobre operações policiais pode atrapalhar o trabalho das autoridades e colocar em risco a segurança de todos os envolvidos.
Quais equipamentos são considerados ilegais no trânsito brasileiro?
Enquanto os aplicativos de navegação são aceitos, equipamentos que interferem na fiscalização são terminantemente proibidos pelo CTB. O artigo 230, inciso III, é claro ao classificar como infração gravíssima “conduzir o veículo com qualquer dispositivo que impeça a identificação da placa”.
Entre os principais dispositivos ilegais estão:
Bloqueadores ou embaralhadores de radar
Esses equipamentos são capazes de emitir sinais que impedem o funcionamento dos radares eletrônicos, burlando o sistema de fiscalização. O uso é considerado grave e pode resultar em remoção do veículo e multa elevada.
Películas ou capas que dificultam a leitura da placa
Qualquer material que reduza a visibilidade da placa ou altere sua leitura por radares e câmeras configura infração gravíssima, com sete pontos na CNH.
Dispositivos que modificam caracteres da placa
Itens que alterem ou ocultem números e letras — inclusive aqueles com controle remoto para virar a placa — são ilegais. Se flagrados, os motoristas estão sujeitos à apreensão do veículo e à multa de R$ 293,47, além de sete pontos.
O que diz a lei de trânsito sobre alertas de blitz e radares
Embora o uso de aplicativos seja legal, a forma como são utilizados é determinante. Se o motorista usa o celular para compartilhar informações de blitz em tempo real ou para avisar outros condutores sobre fiscalizações, pode ser enquadrado por interferir na ação policial.
Essa conduta vai além do âmbito administrativo e pode ser interpretada como conduta criminosa, especialmente se tiver o objetivo de evitar abordagens ou encobrir irregularidades no veículo.
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Já o uso de aplicativos em modo passivo, apenas para receber informações e planejar a rota, é totalmente legal e, quando bem utilizado, pode aumentar a segurança viária.
Como usar a tecnologia a favor da segurança no trânsito
Aplicativos como o Waze podem contribuir positivamente para a redução de acidentes e a educação no trânsito, quando usados corretamente. As notificações de radares e limites de velocidade ajudam a reforçar comportamentos seguros e a evitar multas por desatenção.
Contudo, a tecnologia deve ser uma aliada, e não uma ferramenta de burlar regras. Ao utilizar esses recursos, é importante seguir algumas recomendações:
- Configure o trajeto antes de iniciar a viagem;
- Use suporte fixo para o celular e comandos de voz;
- Evite interagir com o aplicativo durante a condução;
- Não compartilhe informações sobre blitz ou operações policiais;
- Respeite os limites de velocidade e sinalizações.
Segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), o uso indevido de celular ao volante é uma das principais causas de acidentes em rodovias federais. Isso reforça a importância do uso consciente da tecnologia.
Quais são os pontos principais sobre a legalidade dos apps de radar?
Entenda antes de usar
Os motoristas que desejam utilizar aplicativos de navegação devem conhecer as regras básicas para evitar penalidades:
- Permitidos: aplicativos de navegação e alerta de radares fixos.
- Proibidos: equipamentos ou ações que interfiram na fiscalização.
- Infrações associadas: manuseio de celular ao volante e obstrução de operações policiais.
Imagem: Joa Souza / shutterstock
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