Um estudo sobre a restrição de celulares nas salas de aula revelou mudanças significativas no ambiente escolar brasileiro. A medida, sancionada em 2025, já apresenta efeitos positivos no aprendizado, mas também levanta novos desafios para alunos e professores. Continue a leitura e entenda os principais pontos da pesquisa.
Estudo revela impacto positivo da restrição de celulares nas salas de aula
Pesquisa mostra que a restrição de celulares nas salas de aula melhora o foco e reduz o bullying virtual. Descubra os impactos e estratégias.
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Foco e aprendizado melhoram com a restrição de celulares nas salas de aula

De acordo com a pesquisa da Frente Parlamentar Mista da Educação e do Equidade.info, 83% dos estudantes afirmaram que conseguem prestar mais atenção durante as aulas sem o uso do celular.
Nos primeiros anos do Ensino Fundamental I, o índice sobe para 88% dos alunos. Já no Ensino Médio, a percepção positiva alcança 70%, mostrando que, mesmo entre os mais velhos, a medida tem impacto relevante.
“Proteger nossos estudantes do uso do celular em sala de aula é garantir um ambiente mais saudável e focado no aprendizado”, destacou o deputado Rafael Brito, presidente da Frente Parlamentar Mista da Educação.
Redução do bullying virtual após a restrição de celulares nas salas de aula
Outro dado importante é a queda no bullying virtual. Entre gestores, 77% relataram diminuição desses episódios, e entre professores, 65% confirmaram essa percepção.
Porém, apenas 41% dos alunos afirmaram sentir a redução, revelando que muitos conflitos ainda não são reportados ou não chegam ao conhecimento dos adultos.
Para Claudia Costin, presidente do Equidade.info, “a restrição foi positiva, mas sozinha não basta. É preciso criar alternativas de interação e estratégias para cada idade”.
Desafios: tédio e ansiedade entre os estudantes
Embora os resultados sejam majoritariamente positivos, o estudo mostra alguns efeitos colaterais.
- 44% dos alunos relataram sentir mais tédio nos intervalos.
- Esse número foi maior no Ensino Fundamental I (47%) e no turno da manhã (46%).
- 49% dos professores disseram perceber aumento da ansiedade entre os estudantes.
Esses indicadores reforçam que a proibição deve ser acompanhada de novas atividades de lazer e integração nas escolas, a fim de evitar o isolamento social.
Diferenças regionais na aplicação da restrição de celulares nas salas de aula
A pesquisa identificou que o impacto da medida varia entre as regiões do país:
- Nordeste: destaque positivo, com 87% de avanços relatados.
- Centro-Oeste e Sudeste: menores índices, com 82% de percepção de melhora.
Os dados sugerem que fatores regionais e estruturais podem influenciar diretamente a eficácia da restrição.
Estratégias para potencializar os efeitos da restrição de celulares nas salas de aula
Segundo o pesquisador Guilherme Lichand, coordenador do Equidade.info e docente da Stanford Graduate School of Education, é fundamental adotar estratégias personalizadas para cada faixa etária e rede de ensino.
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Ele ressalta que o próximo passo é transformar a lei em uma política permanente, garantindo:
- Aplicação efetiva da medida em todo o país.
- Criação de práticas pedagógicas que mantenham os alunos engajados.
- Adoção de alternativas de interação para suprir a ausência do celular.
- Equilíbrio entre foco acadêmico e bem-estar emocional.
Dados gerais da pesquisa
O levantamento foi realizado entre maio e julho de 2025 e contou com:
- 2.840 alunos
- 348 professores
- 201 gestores escolares
As entrevistas foram aplicadas em escolas públicas e privadas de todas as regiões do Brasil, oferecendo um retrato amplo sobre os efeitos da lei que proíbe celulares nas escolas.
Caminhos para o futuro da educação sem celulares

Os números mostram que a restrição de celulares nas salas de aula já traz resultados positivos, como aumento da atenção e queda no bullying virtual. No entanto, o tédio e a ansiedade entre os alunos apontam para a necessidade de políticas complementares.
Assim, a medida se apresenta como um primeiro passo importante, mas que precisa ser acompanhada de ações que garantam interação social, saúde mental e engajamento pedagógico para os estudantes brasileiros.
Com informações de: Agência Brasil
