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CEO da Uber vira motorista de aplicativo; entenda

Estratégia faz parte da maior reformulação do app desde sua criação, em 2009. Plataforma quer se tornar “amiga” do motorista.

Fernanda CadavalPor Fernanda Cadaval2 min de leitura
Motorista com mão esquerda sobre o volante enquanto segura celular com o app da Uber aberto e sua mão direita

Como o CEO de uma empresa pode entender os problemas vividos por seus funcionários e, assim, melhorar seu desempenho e satisfação com o trabalho? Colocando-se no lugar de quem trabalha! E foi exatamente isso que o CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, fez.

De acordo com informações do Wall Street Journal, o CEO desempenhou o papel de motorista do aplicativo usando o pseudônimo de Dave K e dirigiu pelas ruas de São Francisco (EUA) em um Tesla Model Y. O objetivo do empresário é reinventar a atuação dos motoristas da Uber.

CEO dirigiu por mais de um ano na Uber

Com o pensamento de que só entende quem vive uma determinada situação, Khosrowshahi dirigiu pelo período de um ano um carro como motorista do app, com o objetivo de entender melhor a experiência dos motoristas da Uber. 

Durante esse tempo, viveu situações comuns para quem exerce a profissão na plataforma de transporte de passageiros.

Como motorista, o empresário teve dificuldades para se inscrever no app, recebeu gorjetas, foi chamado atenção pela Uber por negar viagens e não gostou da falta de educação de alguns usuários.

Falta de profissionais preocupa a plataforma de transportes

Segundo a Uber, o aplicativo vem sofrendo com a falta de motoristas desde as flexibilizações sanitárias da Covid-19. A restrição de profissionais se tornou um desafio.

A atuação fez parte de uma campanha da Uber chamada de Projeto Boomerang, que se transformou na maior reforma da Uber desde sua criação em 2009.

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Sem estar na outra ponta do processo, a empresa trabalhava com suposições sobre a queda de motoristas disponíveis. Mas, após o CEO desempenhar a função, percebeu a importância de ser uma empresa “amiga” do motorista.

“Acho que a indústria como um todo, até certo ponto, não dá valor aos motoristas. A escassez de mão de obra, porém, forçou uma introspecção em toda a empresa, para reexaminar cada suposição que fizemos”, explica Khosrowshahi.

Imagem: Lutsenko_Oleksandr / Shutterstock.com

Fernanda Cadaval

Autor

Fernanda Cadaval

Me chamo Fernanda Patzdorf Cadaval de Macedo, tenho 34 anos, e tenho formação em Letras- Português e Jornalismo. Ler e escrever estão entre minhas atividades favoritas. E poder ser uma facilitadora na formação de opinião das pessoas através do meu trabalho, é um grande privilégio dado por essa profissão que exerço há mais de 10 anos.

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