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CEOs ganham até R$ 68 milhões por ano; confira a lista

CEOs das maiores empresas do Brasil ganham até R$ 68 milhões por ano. Veja a lista e saiba mais sobre a disparidade salarial no país

Avatar de Djamilla Ribeiro Martins Djamilla Ribeiro Martins · · 2 min de leitura
Homem CEO de costas olhando prédios pela vidraça de sua sala

Recentemente, uma análise recente revelou que os CEOs das empresas listadas no Ibovespa têm salários impressionantes, que podem chegar a ser até 1.100 vezes maiores do que a média dos salários de seus funcionários.

De acordo com o estudo exclusivo realizado por Renato Chaves, um renomado consultor em governança corporativa, os presidentes das 83 empresas de capital aberto que compõem o índice têm um salário médio anual de R$ 15,3 milhões. No entanto, alguns CEOs têm pacotes de compensação substancialmente maiores, destacando-se em setores como bancário e saúde.

10 CEOs com a maior remuneração entre as empresas do Ibovespa

Portanto, a metodologia para definir as remunerações dos CEOs envolve não apenas o salário fixo, mas também componentes variáveis como bônus, participação nos lucros, plano de ações e outros benefícios. Confira o ranking:

  1. Itaú Unibanco: R$ 67,7 milhões de remuneração anual;
  2. Hapvida: R$ 67,4 milhões;
  3. JBS: R$ 58,1 milhões;
  4. Vale: R$ 52,6 milhões; 
  5. Prio (ex-Petrorio): R$ 40,6 milhões;
  6. Localiza: R$ 38,5 milhões;
  7. Cosan: R$ 38,2 milhões;
  8. B3: R$ 37,6 milhões;
  9. Suzano: R$ 37,5 milhões; e
  10. Natura&Co: R$ 33,5 milhões.
Homem CEO de costas olhando prédios pela vidraça de sua sala
Imagem: Gorodenkoff / shutterstock.com

Disparidade salarial

Diante disso, as corporações defendem que a remuneração variável é uma forma de alinhar os interesses dos executivos com os da empresa e seus acionistas, mas essa grande disparidade salarial levanta questões sobre igualdade e justiça interna nas organizações. 

Afinal, enquanto alguns CEOS recebem milhões, a média salarial nas mesmas empresas pode ser consideravelmente menor. Assim, de acordo com o estudo, a disparidade de renda é particularmente acentuada em empresas como JBS e Vale, onde a diferença chega a ser mais de 500 vezes o salário médio dos outros trabalhadores. 

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Enfim, esses dados são indicativos de uma crescente concentração de renda nas mãos de poucos, um tema que tem motivado debates sobre as práticas de governança corporativa e a ética empresarial.

Imagem: Gorodenkoff / shutterstock.com

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