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CEOs ganham até R$ 68 milhões por ano; confira a lista

CEOs das maiores empresas do Brasil ganham até R$ 68 milhões por ano. Veja a lista e saiba mais sobre a disparidade salarial no país

Recentemente, uma análise recente revelou que os CEOs das empresas listadas no Ibovespa têm salários impressionantes, que podem chegar a ser até 1.100 vezes maiores do que a média dos salários de seus funcionários.

De acordo com o estudo exclusivo realizado por Renato Chaves, um renomado consultor em governança corporativa, os presidentes das 83 empresas de capital aberto que compõem o índice têm um salário médio anual de R$ 15,3 milhões. No entanto, alguns CEOs têm pacotes de compensação substancialmente maiores, destacando-se em setores como bancário e saúde.

10 CEOs com a maior remuneração entre as empresas do Ibovespa

Portanto, a metodologia para definir as remunerações dos CEOs envolve não apenas o salário fixo, mas também componentes variáveis como bônus, participação nos lucros, plano de ações e outros benefícios. Confira o ranking:

  1. Itaú Unibanco: R$ 67,7 milhões de remuneração anual;
  2. Hapvida: R$ 67,4 milhões;
  3. JBS: R$ 58,1 milhões;
  4. Vale: R$ 52,6 milhões; 
  5. Prio (ex-Petrorio): R$ 40,6 milhões;
  6. Localiza: R$ 38,5 milhões;
  7. Cosan: R$ 38,2 milhões;
  8. B3: R$ 37,6 milhões;
  9. Suzano: R$ 37,5 milhões; e
  10. Natura&Co: R$ 33,5 milhões.
Homem CEO de costas olhando prédios pela vidraça de sua sala
Imagem: Gorodenkoff / shutterstock.com

Disparidade salarial

Diante disso, as corporações defendem que a remuneração variável é uma forma de alinhar os interesses dos executivos com os da empresa e seus acionistas, mas essa grande disparidade salarial levanta questões sobre igualdade e justiça interna nas organizações. 

Afinal, enquanto alguns CEOS recebem milhões, a média salarial nas mesmas empresas pode ser consideravelmente menor. Assim, de acordo com o estudo, a disparidade de renda é particularmente acentuada em empresas como JBS e Vale, onde a diferença chega a ser mais de 500 vezes o salário médio dos outros trabalhadores. 

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Enfim, esses dados são indicativos de uma crescente concentração de renda nas mãos de poucos, um tema que tem motivado debates sobre as práticas de governança corporativa e a ética empresarial.

Imagem: Gorodenkoff / shutterstock.com