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China amplia apuração sobre carne bovina importada; saiba o que muda

Ministério do Comércio chinês prorroga apuração sobre carne bovina até novembro; Brasil acompanha com atenção.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos3 min de leitura
Fraudes isenção

O Ministério do Comércio da China comunicou nesta quarta-feira (6 de agosto de 2025) a prorrogação por três meses da investigação sobre a importação de carne bovina, que havia sido iniciada em dezembro do ano passado. Agora, o processo está previsto para ser finalizado em 26 de novembro, estendendo o prazo que antes terminaria em 26 de agosto.

Segundo o governo chinês, a extensão foi necessária diante da complexidade da apuração e da “grande carga de trabalho” envolvida na operação.

“As autoridades investigadoras continuarão a avançar na investigação em conformidade com a lei e tomarão uma decisão objetiva e imparcial com base nas conclusões. A China manterá a comunicação com todas as partes para, em conjunto, manter um ambiente de comércio internacional saudável e estável”, afirmou um porta-voz do ministério.

Leia mais: México ultrapassa EUA na compra de carne durante tarifaço

Por que a China está investigando a carne importada?

Trump carne preço
Imagem: bublikhaus – freepik

A apuração teve início a partir de um pedido de produtores locais chineses, que afirmam estar sendo prejudicados pelo volume crescente de carne bovina importada. Segundo eles, a competitividade da produção nacional estaria ameaçada, o que justificaria a adoção de medidas de proteção comercial.

Com base nisso, a investigação pretende analisar possíveis impactos à cadeia local de produção e avaliar a aplicação de medidas corretivas — como elevação de tarifas, cotas ou restrições — sobre as importações.

Brasil acompanha com atenção

A decisão preocupa especialmente o Brasil, que é atualmente o maior fornecedor de carne bovina ao mercado chinês. Em 2024, o país exportou mais de 1 milhão de toneladas do produto para o gigante asiático, consolidando uma relação comercial estratégica.

Atualmente, os chineses aplicam uma tarifa de 12% sobre a carne brasileira. Qualquer mudança nesse regime — como aumento de impostos ou restrições — pode impactar diretamente as exportações brasileiras e afetar o setor pecuário, um dos pilares do agronegócio nacional.

Argentina também pode ser afetada

Além do Brasil, a Argentina é outro país que figura entre os principais exportadores de carne bovina para a China e, por isso, também poderá enfrentar consequências caso a investigação leve à imposição de barreiras comerciais mais rígidas.

O que diz o Brasil?

China
Imagem: travelstock86 0- freepik

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O portal Poder360 entrou em contato com o Ministério da Agricultura e Pecuária para obter um posicionamento sobre o avanço da investigação chinesa.

Até o momento, não houve manifestação oficial. Caso haja atualização, a reportagem será complementada com a resposta do governo brasileiro.

Relação comercial sob tensão?

Apesar da investigação, o discurso do Ministério do Comércio da China foi de manutenção do diálogo com os parceiros comerciais e de compromisso com a estabilidade internacional.

No entanto, o Brasil segue atento aos desdobramentos, já que qualquer mudança no cenário pode ter impacto bilionário para o setor exportador.

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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