Na última terça-feira (1º), o Banco Central (BC) divulgou que os clientes de bancos possuem cerca de R$ 8 bilhões a receber das instituições. O dinheiro esquecido refere-se a parcelas e tarifas cobradas de forma indevida. Além disso, há saldos não sacados após o encerramento de contas.
É provável que você goste também:
Cuidado: malha fina cobra auxílio emergencial indevido no IR 2021
Cuidado: malha fina cobra auxílio emergencial indevido no IR 2021
Caixa vai patrocinar os esportes olímpicos e paralímpicos
Clientes têm R$ 8 bilhões para receber de dinheiro esquecido em bancos
De acordo com o Banco Central, parte das pessoas nem tem conhecimento ou não lembra do dinheiro esquecido. O anúncio foi realizado durante a divulgação da criação de um sistema para que as pessoas e empresas possam consultar se possuem algum valor a receber.
Conforme estimativas, o sistema deve estar funcionando em dezembro deste ano. O objetivo do sistema é dar publicidade a esses valores e facilitar a consulta. Para receber o dinheiro esquecido, as pessoas e empresas devem entrar em contato com o banco.
De acordo com a nota do BC, “Além disso, a perspectiva de recebimento de valores baixos pode não motivar as pessoas a procurarem as instituições financeiras com as quais mantém ou mantiveram relacionamento atrás de informações”.
Sistema de Informações de Valores a Receber (SVR)
A estimativa é que o sistema comece a funcionar em dezembro. Chamado Sistema de Informações de Valores a Receber (SVR), a consulta no mesmo vai ser online.
O sistema vai ser alimentado pelas informações abaixo, que os bancos e outras instituições financeiras vão ter que repassar ao BC:
- Contas de depósitos em moeda nacional terminadas, com saldo disponível;
- Tarifas cobradas de forma indevida, não devolvidas ou sujeitas à devolução;
- Contas de pagamento pré-paga e pós-paga encerradas com saldo disponível;
- Parcelas ou obrigações relativas a operações de crédito, cobradas de forma indevida, não devidas, ou sujeitas à devolução;
- Contas de registro mantidas por sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários;
- Cotas de capital e rateio de sobras líquidas de beneficiários e participantes de cooperativas de crédito;
- Recursos de grupos de consórcio encerrados;
- Por fim, demais situações que envolvem dinheiro a devolver.
A partir de outubro, as instituições deverão enviar as informações ao BC todo mês. Exceto no caso dos casos dos recursos de grupos de consórcio, que são informados trimestralmente.
