A saída do CEO já era esperada, visto que segundo a TV Bloomberg, Hasting já tinha dado sinais de que se afastaria do cargo por um tempo, delegando quase todas as suas funções.
Cenário da Netflix em 2022
Primeiramente, é preciso destacar que 2022 foi o pior ano para a Netflix em crescimentos de assinantes desde 2011, ano em que a plataforma separou o streaming do seu serviço de envio de DVD’s através do correio. Assim, a plataforma de streaming terminou o ano com apenas 8 milhões de novos assinantes.
Com este cenário, a empresa lançou planos mais baratos e com anúncios, já que as receitas globais com publicidade chegaram a US$ 153 bilhões, além de renderem novos assinantes para a plataforma.
Ao contrário do que as pessoas podem ter pensado, a saída do CEO trouxe uma boa reação do mercado. Desse modo, logo depois de Hastings ter anunciado o anúncio, as ações da Netflix na Nasdaq subiram 7,10%.
Concorrência ganha espaço
Desde o final de 2019, diversas empresas rivais começaram a ganhar força no mercado, como a HBO Max, Paramount + e Disney +.
Essas opções apresentavam uma mensalidade menor e um vasto conteúdo de filmes, séries e programas de TV originais, o que chamou a atenção dos consumidores. Apesar deste cenário, Hastings negava a ameaça, já que, ainda que as pessoas assinassem outras plataformas, não abriam mão da Netflix.
A taxa de cancelamento nesta época era a menor do setor, de acordo com a empresa que analisa streaming, a Antenna, o número ficou em torno de 2%. Contudo, a taxa de rotatividade aumentou em 2021 e teve um salto em 2022.
Acredita-se que isso deve ao fato de a plataforma se tornar a mais cara entre os concorrentes, ao mesmo momento em que a inflação afetava os clientes, que cortaram gastos supérfluos.
Atualmente, mais de 20% das pessoas que assinam a Netflix nos EUA acabam cancelando após um mês de assinatura, de acordo com a Antenna. Além disso, alguns destes ex-clientes trocam a Netflix por uma concorrente.
Imagem: Daniel Avram / shutterstock.com