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Cofundador da Netflix deixará o cargo de CEO

O cofundador da Netflix vai deixar o cargo de CEO. Saiba como este cenário impactou o mercado e quem são os concorrentes da empresa.

VictóriaPor Victória3 min de leitura
Imagem escurecida de uma pessoa segurando seu celular com o app da Netflix aberto em frente ao catálogo do streaming

A Netflix, uma das maiores plataformas de streaming, fez um anúncio que chocou alguns dos clientes. O CEO e cofundador da plataforma, Reed Hastings, vai deixar o cargo de diretor-executivo da empresa, posição que exerceu por 25 anos. 

O anúncio ocorreu na última quinta-feira (19), em uma apresentação do balanço da companhia. Assim, como Hastings deixará o cargo, Greg Peters e Ted Sarandos assumirão a posição. 

A saída do CEO já era esperada, visto que segundo a TV Bloomberg, Hasting já tinha dado sinais de que se afastaria do cargo por um tempo, delegando quase todas as suas funções.

Cenário da Netflix em 2022

Primeiramente, é preciso destacar que 2022 foi o pior ano para a Netflix em crescimentos de assinantes desde 2011, ano em que a plataforma separou o streaming do seu serviço de envio de DVD’s através do correio. Assim, a plataforma de streaming terminou o ano com apenas 8 milhões de novos assinantes.

Com este cenário, a empresa lançou planos mais baratos e com anúncios, já que as receitas globais com publicidade chegaram a US$ 153 bilhões, além de renderem novos assinantes para a plataforma. 

Ao contrário do que as pessoas podem ter pensado, a saída do CEO trouxe uma boa reação do mercado. Desse modo, logo depois de Hastings ter anunciado o anúncio, as ações da Netflix na Nasdaq subiram 7,10%. 

Concorrência ganha espaço

Desde o final de 2019, diversas empresas rivais começaram a ganhar força no mercado, como a HBO Max, Paramount + e Disney +.

Essas opções apresentavam uma mensalidade menor e um vasto conteúdo de filmes, séries e programas de TV originais, o que chamou a atenção dos consumidores. Apesar deste cenário, Hastings negava a ameaça, já que, ainda que as pessoas assinassem outras plataformas, não abriam mão da Netflix. 

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A taxa de cancelamento nesta época era a menor do setor, de acordo com a empresa que analisa streaming, a Antenna, o número ficou em torno de 2%. Contudo, a taxa de rotatividade aumentou em 2021 e teve um salto em 2022.

Acredita-se que isso deve ao fato de a plataforma se tornar a mais cara entre os concorrentes, ao mesmo momento em que a inflação afetava os clientes, que cortaram gastos supérfluos. 

Atualmente, mais de 20% das pessoas que assinam a Netflix nos EUA acabam cancelando após um mês de assinatura, de acordo com a Antenna. Além disso, alguns destes ex-clientes trocam a Netflix por uma concorrente. 

Imagem: Daniel Avram / shutterstock.com

Victória

Autor

Victória

Graduanda em Letras - Português/Inglês pela Universidade Federal de São Paulo, redatora apaixonada por escrita e comunicação.

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