Por isso, na última segunda-feira (10), a organização abriu uma representação ética para avaliar se o novo comercial da Volkswagen segue as regras que regem a publicidade no Brasil. O Conar tem 45 dias para fazer a sua avaliação.
Comercial da Volkswagen emociona alguns e causa revolta em outros
A principal questão que os denunciantes levantaram para o Conar foi o fato da campanha recriar a imagem de uma pessoa morta. Assim, haveria uma mistura entre o que é ficção e o que é realidade. Além disso, eles se perguntam se, caso estivesse viva, Elis concordaria em participar do comercial da Volkswagen.
Outro ponto seria a falta de avisos no texto sobre o uso de inteligência artificial para recriar a cantora. Isso pode causar confusão, principalmente para as pessoas mais novas ou quem não conhecem a história e o trabalho de Elis Regina.
Da mesma forma, os reclamantes também questionam o uso da técnica de “deep fake”, capaz de recriar o rosto de outra pessoa por cima de uma imagem. De acordo com eles, é necessário uma regulamentação para a utilização desse procedimento.
O comercial da Volkswagen também recebe críticas por conta da escolha das artistas e da música. Isso acontece porque a montadora alemã era uma das empresas que apoiavam o regime militar no Brasil, enquanto que Elis Regina e Belchior, o autor da canção, eram contra esse regime.
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