Astrônomos do radiotelescópio MeerKAT, na África do Sul, anunciaram a detecção do primeiro sinal de rádio emitido pelo cometa interestelar 3I/ATLAS. O objeto misterioso percorre o espaço em direção à Terra, estando atualmente na metade de sua viagem pelo sistema solar.
Cometa interestelar 3I/ATLAS emite seu primeiro sinal de rádio e intriga cientistas
O cometa 3I/ATLAS envia seu primeiro sinal de rádio. Descubra as descobertas dos astrônomos e acompanhe a trajetória do visitante interestelar.
Além do sinal, os especialistas identificaram radicais hidroxila (OH) ao redor do núcleo do cometa, indicando atividade cometária natural. Estudos sugerem que a superfície do objeto mantém uma temperatura média de -45°C, com diâmetro estimado em 9,6 quilômetros.
“A presença de radicais hidroxila confirma que se trata de um cometa ativo, emitindo gases e água ao interagir com a radiação solar”, explicam os cientistas.
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Possível origem do cometa e teorias sobre sua natureza
O cometa 3I/ATLAS é o terceiro objeto interestelar registrado a passar pelo sistema solar. Descoberto em 1º de julho de 2025, ele estaria viajando desde um sistema estelar distante, localizado na “fronteira” da Via Láctea, há até sete bilhões de anos.
O astrofísico de Harvard, Avi Loeb, levantou hipóteses intrigantes sobre a natureza do cometa, considerando o tamanho e as características incomuns do 3I/ATLAS. Ele afirma que o objeto poderia ser uma nave espacial alienígena prestes a fazer o primeiro contato.
No entanto, a maioria dos especialistas acredita que o fenômeno seja natural, consistindo em um cometa com composição de gelo e poeira interestelar.
Cometa 3I/ATLAS e sinais de atividade natural
Estudos recentes reforçam que as ondas de rádio captadas pelo radiotelescópio MeerKAT resultam da absorção de comprimentos de onda específicos pelos radicais hidroxila presentes no coma do cometa.
Como os radicais hidroxila se formam
- O radical OH surge da decomposição de moléculas de água liberadas pelo cometa;
- Esse processo é chamado de desgaseificação, típico de cometas ativos;
- Indica que o cometa ainda possui gelo e água em sua superfície, reagindo à radiação solar.
Astrônomos observaram anteriormente que a água jorrava do cometa “como uma mangueira de incêndio”, evidenciando a atividade intensa do 3I/ATLAS.
Observações recentes do cometa
O sinal de rádio foi registrado pouco depois que o cometa passou atrás do Sol durante o periélio, período em que se aproxima da estrela mais próxima. Nesse momento, os astrônomos notaram que o objeto mudou temporariamente de cor, reforçando a ideia de atividade cometária.
Entre as principais observações:
- Medição de temperatura superficial de -45°C;
- Estimativa de 9,6 km de diâmetro;
- Radicais hidroxila ao redor do núcleo, confirmando desgaseificação;
- Emissão de água e gases devido à radiação solar intensa.
Importância científica do cometa
O cometa 3I/ATLAS permite aos cientistas estudar objetos interestelares gigantes com mais detalhes. Considerado possivelmente o mais antigo do tipo já identificado, ele oferece informações sobre:
- Formação de sistemas estelares;
- Composição de gelo e poeira no espaço interestelar;
- Interações com o sistema solar interno.
De acordo com publicações no Live Science, essas descobertas reforçam a natureza natural do objeto, ao contrário de teorias sobre tecnologia alienígena.
Próximos passos para observar o cometa
A sonda Jupiter Icy Moons Explorer (JUICE), da Agência Espacial Europeia (ESA), começará uma série de observações detalhadas entre 2 e 25 de dezembro de 2025.
A NASA estima que o cometa esteja mais próximo da Terra em 19 de dezembro, oferecendo uma oportunidade rara de estudo próximo de um objeto interestelar gigante.
Durante esse período, os instrumentos da sonda analisarão:
- Composição química do núcleo e coma;
- Distribuição de água e gelo;
- Mudanças na emissão de gases;
- Trajetória e velocidade do cometa em relação à Terra e ao Sol.
Debate sobre a natureza do cometa
O debate sobre o cometa 3I/ATLAS envolve tanto cientistas tradicionais quanto pesquisadores de fronteira.
Teoria de Avi Loeb
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- O tamanho gigantesco do cometa (cerca de 50 bilhões de toneladas) é incomum;
- Loeb sugere que objetos naturais desse porte são raríssimos;
- Ele levanta a hipótese de origem artificial como possível explicação.
Ponto de vista predominante
- A maioria dos astrônomos considera o objeto um cometa interestelar natural;
- Evidências de desgaseificação e radicais OH reforçam a explicação natural;
- O objeto representa uma oportunidade científica única sem recorrer à hipótese alienígena.
Curiosidades sobre o cometa
- É o terceiro objeto interestelar registrado no sistema solar;
- Viaja desde a fronteira da Via Láctea há bilhões de anos;
- Emite sinais de rádio naturais, captados por radiotelescópios;
- Exibe atividade intensa de água e gases devido à radiação solar;
- Permite comparações com objetos anteriores, como o 1I/Oumuamua.
Como acompanhar o cometa
Para entusiastas e astrônomos amadores:
- Observação com telescópios amadores ainda é possível;
- Notícias e dados atualizados podem ser acompanhados em sites como NASA e ESA;
- Radiotelescópios profissionais fornecem sinais de rádio e imagens detalhadas;
- Período ideal de observação será próximo de 19 de dezembro de 2025, data de máxima aproximação.
Resumo das descobertas do cometa 3I/ATLAS
O cometa 3I/ATLAS representa um marco científico:
- Primeiro sinal de rádio registrado de um cometa interestelar;
- Evidências de atividade cometária natural com radicais hidroxila;
- Observações confirmam presença de água e gelo;
- Debate sobre origem natural ou possível nave espacial alienígena;
- Estudos detalhados serão conduzidos pela sonda JUICE no período de dezembro de 2025.
Este visitante interestelar oferece insights únicos sobre a formação de sistemas estelares e a composição de cometas gigantes do espaço profundo, tornando-se um dos objetos mais intrigantes já observados.
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Com informações de: EXTRA
