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Comissão do Senado aprova reforma do Ensino Médio: o que muda para os estudantes?

Descubra as mudanças do ensino médio que vão revolucionar os próximos anos: aumento de carga horária, foco em áreas técnicas e muito mais.

A Comissão de Educação do Senado aprovou importantes alterações nas diretrizes do Ensino Médio brasileiro, marcando uma atualização significativa que tem sido debatida desde sua proposição no Congresso até a recente aprovação.

Esta reforma promete influenciar diretamente a estrutura curricular, tema amplamente discutido por especialistas educacionais e legisladores. Sob a liderança da senadora Dorinha Seabra, autora do texto, foram conduzidas mudanças cruciais visando fortalecer as competências dos futuros profissionais do país.

Os ajustes implementados propõem um considerável aumento na carga horária essencial, além da introdução de novos elementos no currículo.

Principais alterações para o Novo Ensino Médio

professor dando aula para uma turma do ensino médio de uma escola pública
Imagem: Joa Souza/ shutterstock.com

Conforme delineado pela senadora Seabra, o currículo do Ensino Médio será expandido para incluir 2,4 mil horas de formação geral básica a partir de 2025, um aumento significativo em relação às 1,8 mil horas previamente estipuladas.

Este ajuste visa proporcionar um aprofundamento mais substancial em áreas fundamentais como Linguagens, Matemática e Ciências.

Impacto da reforma do Ensino Médio nas áreas técnicas

Além do fortalecimento geral, há um foco especial nas modalidades de ensino técnico. A proposta de Dorinha Seabra estabelece que, a partir de 2025, os alunos dessas áreas terão uma expansão na formação comum, com pelo menos 2,2 mil horas dedicadas à base curricular.

Adicionalmente, a partir de 2029, está prevista uma considerável ampliação na carga horária do Ensino Médio técnico, podendo chegar entre 3,2 mil e 3,6 mil horas acumuladas com cursos técnicos.

Contraponto e apoio à proposta

O Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) expressou seu apoio ao texto aprovado pela Câmara dos Deputados, considerando-o um meio-termo satisfatório entre as diferentes expectativas e exigências dos envolvidos no setor educacional.

No entanto, ajustes feitos pela relatora geram debates, especialmente sobre a inclusão do espanhol e outras modificações que poderão demandar nova análise na Câmara.

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As mudanças abrangem desde a base das avaliações, como o Enem, que passará a focar mais na formação geral básica, até restrições ao ensino à distância e atividades extracurriculares, priorizando estágios e extensão universitária como componentes centrais.

Imagem: Joa Souza/ shutterstock.com