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Pagamento instantâneo: saiba como o novo Pix do WhatsApp vai funcionar

WhatsApp testa novo Pix integrado às conversas. Entenda como funcionará o pagamento direto no aplicativo e o impacto.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
WhatsApp

O WhatsApp deve iniciar em breve testes de uma nova funcionalidade que permitirá realizar pagamentos via Pix diretamente dentro das conversas do aplicativo. A novidade surge a partir de uma parceria com um iniciador de transação de pagamento (ITP).

A iniciativa representa mais um passo do aplicativo para ampliar sua presença no mercado de pagamentos digitais no Brasil, um dos países com maior adesão ao Pix. Segundo dados do Banco Central, o sistema de transferências instantâneas já superou bilhões de operações mensais e se tornou o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros.

Com a novidade, o objetivo é tornar o processo de pagamento mais simples e rápido, especialmente em compras feitas por meio de conversas com empresas no WhatsApp.

Como funciona o pagamento?

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Atualmente, o pagamento via Pix dentro do WhatsApp ocorre de forma indireta. O processo envolve algumas etapas que exigem a saída do aplicativo para concluir a transação.

Normalmente, funciona assim:

  1. O vendedor envia um código Pix ao cliente durante a conversa.
  2. O cliente copia esse código.
  3. Em seguida, abre o aplicativo do banco.
  4. Escolhe a opção Pix.
  5. Cola o código.
  6. Faz a autenticação e confirma o pagamento.

No ano passado, o WhatsApp introduziu um botão específico para facilitar o processo. Com esse botão, o código Pix é copiado automaticamente quando o usuário clica nele. Mesmo assim, ainda é necessário acessar o aplicativo bancário separadamente para finalizar a transação.

Essa etapa extra cria um pequeno atrito na experiência do usuário — algo que a nova funcionalidade pretende eliminar.

Como vai funcionar?

A proposta do novo sistema é permitir que o pagamento seja iniciado diretamente na conversa, sem que o consumidor precise sair do WhatsApp.

Na prática, o fluxo deverá funcionar da seguinte forma:

  • O cliente recebe uma solicitação de pagamento dentro da conversa.
  • Ao clicar na opção de pagar, uma janela do banco escolhido pelo usuário será aberta automaticamente.
  • O cliente realiza a autenticação no banco.
  • A transação é confirmada.
  • A janela do banco se fecha e o usuário retorna automaticamente à conversa.

Esse processo ocorre graças ao modelo de iniciador de pagamento (ITP), que funciona como uma ponte entre as instituições financeiras envolvidas na transação.

O que é um ITP?

O iniciador de pagamento é uma tecnologia criada dentro do ecossistema de Open Finance no Brasil. Ele permite que plataformas iniciem pagamentos diretamente entre contas bancárias, sem precisar armazenar dinheiro ou dados sensíveis.

No modelo de ITP:

  • O dinheiro não passa pelo intermediário.
  • As credenciais bancárias do usuário não ficam com o aplicativo.

Esse sistema já é utilizado por diversas plataformas digitais, incluindo carteiras digitais e grandes empresas de tecnologia. A carteira do Google, por exemplo, usa esse mesmo conceito para iniciar pagamentos em diferentes serviços.

Impacto para empresas que vendem pelo WhatsApp

O novo Pix integrado ao WhatsApp pode trazer mudanças importantes para pequenos negócios e lojas online que utilizam o aplicativo como canal de vendas.

Hoje, muitos empreendedores brasileiros utilizam o WhatsApp como principal ferramenta de atendimento e fechamento de pedidos. Com o pagamento direto dentro da conversa, o processo de compra tende a ficar mais rápido.

Entre os benefícios esperados estão:

  • Redução de etapas no pagamento
  • Menor risco de desistência da compra
  • Experiência mais simples para o cliente
  • Maior taxa de conversão nas vendas

A funcionalidade deverá ser disponibilizada inicialmente para empresas que utilizam a plataforma WhatsApp Business API, que é voltada para empresas que fazem atendimento em escala maior.

O histórico do WhatsApp nos pagamentos no Brasil

A integração com o Pix não é a primeira tentativa do WhatsApp de entrar no mercado de pagamentos no país.

Na verdade, o aplicativo tenta consolidar esse recurso há mais de cinco anos.

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Inicialmente, a empresa tentou lançar seu próprio sistema de pagamento chamado Facebook Pay, que permitiria transferências entre usuários antes mesmo da criação do Pix. No entanto, o projeto enfrentou resistência regulatória e acabou sendo suspenso pelo Banco Central.

Posteriormente, o WhatsApp lançou um sistema de transferências entre pessoas utilizando cartões de débito cadastrados no aplicativo. Mais tarde, o serviço foi ampliado para permitir pagamentos a empresas e uso de cartões de crédito.

Apesar dessas iniciativas, a solução nunca ganhou grande popularidade entre os brasileiros. Entre os motivos apontados estavam:

  • Processo considerado mais complexo que o Pix
  • Preocupações com segurança
  • Necessidade de cadastrar cartões no aplicativo

Diante do sucesso do Pix no país, o WhatsApp passou a adotar uma nova estratégia: integrar o sistema de pagamentos instantâneos já consolidado no Brasil.

O que muda para os usuários?

Para os consumidores brasileiros, a principal mudança será a praticidade.

Com o pagamento iniciado dentro do próprio WhatsApp, será possível concluir uma compra ou transferência de forma muito mais rápida.

  • compras em lojas que atendem pelo WhatsApp
  • pagamento de serviços informais
  • envio de dinheiro entre contatos
  • pagamentos em vendas feitas por redes sociais

Considerações finais

A chegada do Pix integrado ao WhatsApp pode representar uma evolução importante na forma como os brasileiros realizam pagamentos no dia a dia. Ao eliminar etapas do processo e permitir que a transação seja iniciada diretamente dentro das conversas, a nova funcionalidade promete tornar as compras e transferências ainda mais rápidas e simples.

Além de melhorar a experiência dos usuários, o recurso também pode beneficiar empresas que utilizam o aplicativo como canal de vendas, aumentando a eficiência nas transações.

Caso os testes avancem e a tecnologia seja liberada para o público em geral, o WhatsApp poderá se consolidar como uma das principais plataformas de pagamento digital no Brasil.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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