R.R. Soares acusado
Matilde afirma que o missionário R.R. Soares teve acesso a um caderno onde tinham mais de 100 letras de música escritas por ela. Esse caderno havia sido furtado da casa onde ela trabalhava com outras duas senhoras que eram fiéis da Igreja da Graça. A compositora afirma ainda que, tempos depois, suas músicas foram gravadas pelo líder religioso e por outros grandes nomes do meio gospel.
Matilde Moreira de Oliveira pediu correção com juros de todo o lucro musical desde que as canções supostamente furtadas foram lançadas. Além disso, também pediu que apareça seu nome como compositora dessas músicas, que elas parem de ser reproduzidas imediatamente e R$ 500 mil de danos morais.
O que dizem os envolvidos
Segundo a coluna de Fábia Oliveira, que teve acesso aos autos do processo com exclusividade, diante da acusação, três dos acusados apresentaram suas defesas à Justiça, sendo o próprio R.R. Soares, André Valadão e Regis Danese.
O missionário R.R. Soares afirmou que não foi apresentada qualquer prova capaz de associar sua figura ao dano alegado por Matilde e que ela nem sequer explica como o religioso teria se apoderado de suas canções. Assim, o missionário negou ter furtado ou vendido as letras de Matilde a terceiros.
Quanto aos cantores, Regis Danese afirmou que a compositora não apresentou provas que comprovassem que ele tivesse alguma relação com o “furto do caderno de capa dura”. O cantor ainda ressaltou que Matilde deveria ter entrado na esfera criminal contra a senhora que ela diz ter sido responsável pelo furto. Já o pastor André Valadão disse que Matilde fez alegações rasas, não conseguindo comprovar ou sustentar qualquer fato.
Imagem: Reprodução/Instagram